Brumadinho lança guia com 28 experiências da região – 02/08/2022 – Cotidiano – [Blog da Solange Pereira]
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A municipio de Brumadinho, a cerca de 60 Km de Belo Horizonte, atrai viajantes domésticos e internacionais com o Instituto Inhotim, um dos maiores espaços de arte contemporânea a céu aberto do globo. E, para além das belezas do museu, o turista encontra na municipio muitos outros atrativos, ainda desconhecidos de grande parte dos brasileiros.

Para valorizar e fomentar o turismo rural e de base comunitária na municipio, foi criado o projeto “Céu de Montanhas”. Nele, 28 experiências turísticas criadas por empreendedores locais, com curadoria do desinger e estilista mineiro Ronaldo Fraga, foram organizadas em um catálogo agora à disposição de quem quer se aprofundar mais na visita a Brumadinho.

O catálogo reúne artesãos que fazem cerâmicas e bordados, variados empreendimentos de gastronomia, que valorizam a cozinha local, bem como quilombos e assentamentos rurais, que proporcionam diferentes experiências e vivências para os visitantes.

O material traz o tarifário e as formas de contato com os empreendedores para realização de reservas das experiências.

Inicialmente, foram identificados os empreendimentos com potencial para atrair turistas e movimentar a economia da região. Sob coordenação de Fraga, profissionais de diversas áreas realizaram capacitações e ajudaram a desenvolver a oferta de atrativos e produtos que proporcionassem uma experiência diferenciada para os visitantes.

Segundo o designer, para além de proporcionar emprego e renda, o projeto busca trabalhar com a autoestima das individuos da comunidade. Um dos objetivos é potencializar os ofícios que as individuos já têm.

“Seria pouco dizer que esse catálogo é o primeiro catálogo de vivência e experiência de turismo em Minas. E isso já não é pouco. Seria pouco dizer que é um catálogo com cerâmicas maravilhosas, com receitas de família, com lugares lindos para ver, com música para dançar e ouvir, isso ainda é pouco. Ele traz o diálogo de tudo isso formando uma coisa só, que é a trama amorosa que desenha a cultura desse lugar”, acredita Fraga.

“O projeto nos mostrou como a gente poderia aproveitar as experiências que temos no quilombo para fazer um turismo sustentável. Eles nos ajudaram a desenvolver o artesanato e a culinária que já fazíamos para chamar os turistas”, diz Jaime Ferreira, do quilombo do Ribeirão.

Para a empresária Marcela Azevedo, proprietária da Cachaçaria Itinerante, um dos maiores impactos do projeto é o reconhecimento e incentivo a uma economia criativa forte na municipio.

“Ele traz um olhar que é muito importante para a valorização das individuos que estão nesse entorno. A valorização da economia e do turismo representa um respeito à região e ao território em que o turista está. Para além de movimentar a economia, traz desenvolvimento social para a comunidade”, diz.

Quem visita a cachaçaria de Marcela tem a oportunidade de aprender mais sobre os diferentes tipos de cachaça e como funciona a harmonização da bebida. Além disso, o visitante “come” os drinques —feitas a partir de habilidades da gastronomia molecular, as bebidas são transformadas em pratos.

A artesã Eny Amorim diz que o turismo na municipio foi fortemente afetado pelo rompimento da barragem, o que impactou a vida de muitos comerciantes. Segundo ela, a aposta em proporcionar vivências satisfatórias para quem visita seu ateliê de cerâmicas fortaleceu ainda mais o seu negócio.

Hoje, além de comprar peças prontas, o turista pode aprendertodo o processo de fabricação das cerâmicas, além de experimentar confeccionar uma peça própria.

A iniciativa é realizada pela Vale, em parceria com o Instituto Rede Terra, e faz parte das ações de reparação pelo rompimento da barragem de Córrego do Feijão, em janeiro de 2019.

Ações futuras esperadas são a criação de uma loja virtual, reunindo todos os atrativos e promoção dos roteiros em Belo Horizonte e outras capitais. Também estão sendo discutidas parcerias com a Secretária de Cultura e Turismo de Minas Gerais, com o Ministério do Turismo e com a Empresa Municipal de Turismo de Belo Horizonte.

O repórter Isac Godinho viajou a Inhotim, em Brumadinho (MG), a convite da Vale.

Por , em 2022-08-02 16:04:00


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Idosos sofrem baixo impacto psicológico na pandemia – 28/07/2022 – Equilíbrio e Saúde – [Blog da Solange Pereira]
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Durante a pandemia de Covid, idosos apresentaram baixa incidência de sintomas depressivos e ansiosos, segundo estudo publicado na revista científica Research, Society and Development.

Segundo o trabalho, realizado por pesquisadores da PUC-PR (Pontifícia Universidade Católica do Paraná), apenas 36% dos participantes tiveram sintomas de depressão ou ansiedade durante o primeiro semestre do ano passado.

Ao todo, participaram da pesquisa 50 voluntários —35 mulheres e 15 homens, com idade média de 72,7 anos—, que frequentaram o ambulatório de geriatria da universidade no campus de Londrina e a policlínica municipal da municipio.

Eles foram questionados quanto ao grau de receio da doença, medo de perder a vida em decorrência do vírus e nível de ansiedade ao ver notícias sobre a Covid.

A costureira Angela Sciscioli Cabral, 79, participou do estudo. Ela, que vive em Londrina com o marido, conta que durante a pandemia ficou totalmente isolada da família, que inclui cinco netos e cinco bisnetos.

Mesmo sem pegar Covid, ela afirma que o casal ficou mais triste. “Nos sentimos sozinhos, ansiosos, depressivos, pois não é fácil ficar por quase dois anos assim.”

Para amenizar, o casal recorreu à TV, assistindo a missas, terços e notícias sobre a pandemia, e ao telefone, para acompanhar, por exemplo, o aniversário de um dos bisnetos. “Deu uma amenizada na saudade”, afirma a avó.

Em momentos de muita tristeza, como a perda de um primo para a doença, eles buscavam o quintal, com flores e plantas. “Ficávamos ali, curtindo.”

Com o quintal florido, Angela não chegou a pensar em terapia. Nem ela nem outros 48 participantes da pesquisa. De todos os 50 idosos, apenas um buscou acompanhamento psicológico. Do total, 13 (26%) aumentaram o uso de tecnologia; 33 (66%) diminuíram contato com amigos e familiares e 27 (54%) relataram momentos de tristeza.

Lindsey Nakakogue, médica geriatra e professora da PUC-PR de Londrina, diz que a baixa incidência de sintomas depressivos e ansiosos nos idosos está relacionada à melhor capamunicipio de regulação emocional, ou seja, de lidar com as próprias emoções.

Os idosos atuais, acrescenta a coordenadora da pesquisa​, foram submetidos a situações de pós-guerra, desconstrução de seus países e trabalhos exaustivos. “Passaram fome, necessidades e outros percalços, então, ficar isolado em casa foi algo de menor impacto para eles.”

A médica afirma que a explicação pode estar na resiliência típica da idade. “Eles viram de forma tranquila a situação momentânea da pandemia, como algo passageiro e necessário.”

Outro dado relevante na pesquisa é que houve baixa adesão à tecnologia. “Percebemos que [o menor impacto na saúde mental dos idosos] não foi por apoio psicológico nem aumento do uso de tecnologia, o que mostra que precisamos fazer a inclusão digital dos idosos”, afirma a geriatra.

Segundo o estudo, a justificativa para a falta de acompanhamento psicológico e não acesso ao globo digital pode ser a renda familiar, que para 60% dos participantes não ultrapassa um salário mínimo, e a baixa escolaridade.

Sintomas físicos

Os sintomas físicos dos idosos na pós-Covid também foram avaliados em outro estudo, realizado com pacientes do ambulatório SUS do Hospital Universitário Cajuru, em Curitiba, entre março de 2021 e fevereiro de 2022.

A análise aponta os sintomas mais frequentes, que são: falta de ar, perda de peso, fadiga, dores em membros inferiores, tosse e insônia.

Quanto mais complicações durante a infecção, mais sintomas após a doença. Mesmo depois de um mês da alta hospitalar, os idosos analisados apresentaram menor saturação de oxigênio em repouso.

“Após a cura da doença, essas individuos apresentavam sintomas que iam muito além de sequelas respiratórias. O prejuízo neurológico, por exemplo, é recorrente e se traduz em casos de depressão e perda de memória”, conta Cristina Baena, coordenadora do ambulatório pós-Covid do Cajuru.

Por , em 2022-07-28 10:00:00


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Mostra Panamérica, Lavro e Dou Fé revela arte do Haiti – 18/07/2022 – Ilustrada – [Blog da Solange Pereira]
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Com a proposta de exaltar as tradições e a cultura do Haiti por meio de diferentes manifestações artísticas, da dança às artes plásticas, o projeto “Panamérica, Lavro e Dou Fé! Ato 1: Haiti o Ayiti” está em cartaz na Galeria da Boavista, em Lisboa, até setembro.

“O Haiti só costuma estar presente nas nossas vidas naqueles contextos de miséria e violência. Por que nós não sabemos nada do Haiti? Por que o país não é ensinado nas escolas? Nós partimos desses questionamentos e decidimos ajudar a romper esse ciclo”, afirma o artista plástico brasileiro Leandro Nerefuh, que idealizou a iniciativa ao lado da coreógrafa e dançarina argentina Cecilia Lisa Eliceche.

A dupla embarcou em uma imersão no país caribenho que incluiu viagens, pesquisa bibliográfica, conversas com acadêmicos e até uma temporada na casa de um alto sacerdote de vodu, uma das princigenitors tradições religiosas haitianas.

“Esse convívio foi a nossa maior universidade. Estivemos lá e pudemos aprender diretamente com eles. Foi muito rico”, diz Eliceche, a coreógrafa.

A experiência contou ainda com uma série de colaborações de haitianos e de artistas de outras nacionalidades.

O resultado está agora expresso em diferentes meios —pinturas, instalações, bordados e apresentações de dança.

“Nós montamos um programa ambiental, a gente não chama de exposição. O foco não é uma obra ou outra, mas sim um conjunto de coisas que nós distribuímos por esses espaços”, afirma Nerefuh, o artista plástico.

Na entrada, os visitantes precisam ficar descalços ou usar uma proteção nos sapatos. As peças estão divididas em dois andares, conectados pela obra “Poto-Mitan” —um longo fio de miçangas costuradas que representa o artefato religioso de mesmo nome. É um elemento central no culto vodu, considerado essencial para a conexão com todas as entidades.

No primeiro piso, as intervenções vão, literalmente, do chão ao teto. Enquanto o solo é revestido com um material espelhado que lembra o azul das águas, no alto há bandeiras brancas de papel e cetim, que fazem referência ao céu.

No andar superior, o ambiente ritualístico é aprofundado, com diversos elementos alusivos aos cultos haitianos.

Em “Altar Caboclo”, os artistas usam a divindade da umbanda para ilustrar as conexões entre as populações da América Latina.

“Esse altar caboclo é para ligar as histórias, mostrar que não se pode isolar as geografias, as geopolíticas”, diz o artista plástico Leandro Nerefuh.

Segundo Eliceche, a obra também é uma forma de homenagear a força das populações originárias em geral.

“Para algumas antologias religiosas afro-brasileiras, os caboclos são os donos originários da terra e das florestas. No Haiti, a própria escolha do nome do país feita pela população na independência [enquanto colônia, o território era conhecido como São Domingos], que decidiu por um nome originário, é anterior à colonização”, diz a artista.

Além das artes plásticas, o projeto tem ainda apresentações de dança, batizadas de oferendas. “Através da nossa dança, tentamos nos conectar com algumas das vibrações e com as forças que são cultivadas no Haiti”, afirma Eliceche.

Além da coreógrafa argentina, outras duas artistas participam das oferendas —a brasileira Emily da Silva e a cabo-verdiana Admila Cardoso.

O mobiliário também foi idealizado pelos artistas. Os bancos de madeira espalhados pelos dois andares são de inspiração caiçara.

O projeto conta ainda com um livreto explicativo —disponível em quatro idiomas, português, inglês, espanhol e crioulo haitiano— que dá grande destaque às questões históricas e às posições políticas dos artistas.

As poucas referências à história haitiana, sobretudo à revolução que levou à independência, oficializada em 1804, seriam, na opinião dos artistas, mais uma violência contra um país que ousou ser livre e se opor à opressão da escravidão.

Há críticas explícitas, por exemplo, à pesada indenização imposta pela França, à invasão e à ocupação americana do Haiti, que perdurou de 1915 até 1934, que foi uma das mais longas da história dos Estados Unidos. Aborda criticamente ainda até à atuação de militares brasileiros no comando da Minustah, como ficou chamada a Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti.

O manifesto também não poupa críticas à Organização das Nações Unidas, a ONU, e relembra que foram soldados a serviço da entidade que introduziram a bactéria da cólera no país, em 2010, durante a missão de paz que se seguiu ao grande terremoto ocorrido no mesmo ano.

O projeto tem entrada livre e está em cartaz no centro cultural que integra a rede de Galerias Municigenitors de Lisboa, até 18 de setembro.

Diretor das Galerias Municigenitors, o curador de arte alemão Tobi Maier, que já morou no Brasil e foi um dos curadores-associados da 30ª Bienal de São Paulo, exalta a pluralidade e a diversidade do trabalho.

A mostra “Panamérica, Lavro e Dou Fé! Ato 1: Haiti o Ayiti” integra programas que tentam abordar pensamentos descolonizadores nas Galerias Municigenitors.

A junção interdisciplinar entre dança e artes visuais do projeto reflete a pesquisa artística no Haiti e revela a riqueza cósmica do contexto do Caribe em vários capítulos”, ele afirma.

Por , em 2022-07-18 20:26:00


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Brechó social dribla inflação na periferia – 10/07/2022 – Mercado – [Blog da Solange Pereira]
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Experiência de shopping center sem precisar sair do bairro. Essa é uma das propostas do Shopping das Valquírias, bazar de roupas a preços populares criado em São José do Rio Preto (interior de SP) para atender moradoras da periferia da municipio. No local, é possível encontrar peças até 80% mais baratas do que nos comércios convencionais.

“A inflação não afeta a gente, porque não compramos de distribuidoras para revender. Temos esse caráter social, e desde o começo temos um preço fixo, que nunca foi reajustado”, conta Stephannie Longhi, gestora do shopping.

Em um espaço de quase 300 metros quadrados, o Shopping das Valquírias foi instalado no bairro Mugnaini, na zona norte, uma das regiões de grande vulnerabilidade social da municipio. Neste domingo (10), ele completou um ano de funcionamento.

O projeto faz parte do Instituto Valquírias World –holding de iniciativas de impacto social –e foi pensado como uma forma de potencializar o consumo consciente por meio da economia circular.

Atualmente, o centro de compras conta com um acervo de quase 7.000 peças, entre produtos novos e seminovos. Parte do que é exposto vem da produção própria, mas grande maioria é fruto de doações.

O espaço funciona como um bazar multimarcas, onde é possível encontrar roupas, sapatos e acessórios femininos a partir de R$ 5,90. O produto mais caro é vendido a R$ 100 (valor limite no bazar), cobrado nas peças de grife, que chegam a custar até R$ 400 em uma loja de shopping. “É o mesmo produto, mesma etiqueta, mas com até 80% de desconto”, diz Stephannie.

O preço acessível é possível por meio da parceria firmada pelo instituto com grandes marcas de vestuário que atendem a municipio, como Instituto C&A, Carolina Herrera, Murau, Cia Marítima, Mãos da Terra, A Duqueza, M/A Clothes, Donata Meirelles e Desnude, entre outras. Todos os meses, as marcas selecionam uma quantidade de peças e enviam ao bazar, de graça.

Além das empresas, o projeto também conta com a participação de madrinhas, afirma Stephannie. “São blogueiras, influencers e empresárias que ajudam na arrecadação das peças. Elas servem como ponte entre as doadoras e o bazar”. Fora as parcerias, o espaço também recebe doações da comunidade.

Todo material recebido passa por um processo de triagem e de precificação. O que precisa de manutenção é enviado para costureira do projeto. O que não tem condição de ser exposto nas araras, mas ainda possui utilidade e vida útil, é destinado para individuos em situação de rua e famílias assistidas pelos programas assistenciais do instituto.

Projeto de impacto social

Além de disponibilizar peças de roupas e acessórios de qualidade a preços acessíveis para famílias de baixa renda, o Shopping das Valquírias também oferece experiência de compra diferente para as consumidoras da periferia.

“Tem mulheres aqui, da periferia, que nunca tiveram oportunidade de ir a um shopping center. Elas acreditam que não pertencem àquele espaço, por não terem condições financeiras. O Shopping das Valquírias foi criado para dar essa experiência a elas”, diz Stephannie.

Lorrayne Pereira, 32, é cliente do shopping desde que ele foi inaugurado. Atualmente desempregada e genitora de três filhos com idades entre 4 e 8 anos, ela diz que não teria condições de comprar as mesmas peças nas lojas tradicionais. “Quando a gente se veste bem, a gente sente que melhora a autoestima. Nossa imagem muda”.

No mês passado, Lorrayne se formou no curso técnico de escovação e colorimetria individuol, oferecido gratuitamente por um dos programas sociais mantidos pelo Valquírias World. Para o evento, quis se sentir especial.

Comprou um vestido de renda, um colete social e um sapato de salto alto preto. Cada item custou R$ 14,90. “Se fosse em uma loja comum, eu não tenho ideia de quanto tudo isso custaria. Fiquei bem feliz com o resultado”, diz.

Procura cresce enquanto comércio local sofre com inflação

O Shopping das Valquírias abre ao público três vezes por mês, normalmente aos sábados. A cada mega-bazar, o estabelecimento recebe em média 300 clientes e chega a vender até 2.000 peças. Todo dinheiro arrecadado é revertido para os programas sociais mantidos pela instituição, que impactam mais de 7.000 individuos.

CEO do Valquírias World, Amanda Oliveira afirma que o movimento de clientes cresceu tanto neste último ano, que já extrapolou as barreiras do bairro e passou a atrair também consumidores de outras áreas da municipio.

“Nesse momento de inflação alta, o shopping se tornou uma referência não só para as mulheres que vivem ali no entorno. Muitas individuos da municipio passaram a comprar no shopping, justamente pelos preços baixos e pela qualidade dos produtos”, diz Amanda.

Por , em 2022-07-10 15:02:00


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Triângulo das Bermudas: Viúva de SP busca indenização – 09/07/2022 – Cotidiano – [Blog da Solange Pereira]
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A Justiça do Trabalho em Santos, no litoral paulista, deve julgar na próxima quinta (14) uma ação de indenização movida pela companheira de um marinheiro que desapareceu há 45 anos ao trafegar na região do Triângulo das Bermudas.

Edivaldo Ferreira de Freitas era um dos 37 tripulantes do navio de carga Sylvia L. Ossa, da empresa panamenha Ominum Leader, que sumiu no oceano. No grupo, havia nove brasileiros.

A embarcação que transportava minérios de ferro saiu do Brasil com destino à Filadélfia, nos Estados Unidos. A viagem duraria 30 dias.

Na época, o marinheiro estava havia 12 anos com a hoje costureira aposentada Joana Alves Damasceno, 82. Ela diz ainda se lembrar da ansiedade causada pela demora de Edivaldo em voltar para a casa. As longas viagens faziam parte do trabalho dele.

Em 13 de outubro de 1976, pouco antes de o cargueiro desaparecer, o comandante informou via rádio que “estava em meio a estranhas turbulências”. A Guarda Costeira americana fez várias buscas, sem sucesso. O único vestígio encontrado foi um barco salva-vidas à deriva. A informação consta no processo movido em 2014, quando foi pleiteada a certidão de morte presumida de Edivaldo.

Logo após o desaparecimento, a aposentada chegou a receber da Ominum Leader uma indenização que, de acordo com os advogados dela, não reparou os danos sofridos.

Anos depois do naufrágio, Joana diz ter sido procurada por um advogado americano que iniciou uma ação nos Estados Unidos. O processo foi negado em 2001 pela Suprema Corte americana diante da dificuldade em obter informações sobre o caso.

Em 2014, ela conseguiu na Justiça a declaração da morte presumida de Edivaldo e tem certidão de óbito assinada pelo juiz. Cinco anos depois, decidiu entrar com a ação indenizatória.

O processo em tramitação é contra duas empresas: a Brasil P&I e a Frota Oceânica. “A Brasil P&I é a antiga Pandibra Ltda Consultoria e Representações Marítimas, que intermediou o pagamento da indenização para a Joana. Nós entendemos que pertence ao mesmo grupo econômico da Ominum Leader. A Frota Oceânica operava o navio”, detalha o advogado Leandro Furno Petraglia, do escritório Furno Petraglia e Pérez Advocacia, que cuida da ação.

A indenização pedida é de R$ 135.928, mas ainda deverão ser acrescidos juros e correções monetárias. Também há um pedido para que as empresas paguem o salário de Edivaldo até a morte da Joana.

“Para qualquer situação em que o trabalhador morre durante o contrato de trabalho cabe indenização. Na época, ele prestava serviço como funcionário e o navio desapareceu”, explica o advogado.

A defesa de Joana sustenta que, em 1976, o Triângulo das Bermudas já era conhecido como um local perigoso. “A empresa assume um risco ao mandar um navio utilizar a rota mais curta e perigosa, que atravessa a região. O desfecho foi negativo.”

Apesar da causa difícil, o advogado diz acreditar em um resultado favorável. “Teoricamente, temos cinco anos para entrar com ação judicial, mas a partir da morte. Nós não temos morte. Entrei com o processo dentro dos cinco anos em que ele foi declarado morto pelo juiz”, explica Petraglia.

Para Gustavo Kloh, professor da FGV Direito Rio, o grande problema é que a ação foi ajuizada muito tempo após o desaparecimento. “Em praticamente qualquer país do globo, e no Brasil garanto que sim, está prescrito”, explica.

Segundo ele, além do desafio de mostrar que o prazo de prescrição não pode contar a partir de 1976, porque considera a decretação da morte presumida, é preciso que a Justiça aceite a situação de responsabilidade contratual, cujo prazo para entrar com ação é de dez anos. Já o prazo padrão de responsabilidade civil para situações extracontratuais é de três anos.

O presidente da comissão de Direito Civil da OAB, Rodrigo Toscano, concorda. “Em tese, temos uma ação na Justiça do Trabalho e uma ação de indenização com verba trabalhista prescrita, mas me parece que o caso é de pedido de indenização por dano material e moral, com prescrição de dez anos, que começou a contar a partir de 2014”, comenta.

O Triângulo das Bermudas está localizado no oceano Atlântico, entre a ilha de Porto Rico, o arquipélago das Bermudas e uma ilha da Flórida, nos Estados Unidos. Muitos mistérios e teorias envolvem os desaparecimentos de navios e aviões ocorridos na região.

Na visão da ciência, uma das teorias apontadas para explicar os acidentes é a presença de bolhas de gás metano liberadas de reservatórios no fundo do oceano, que prejudicam a flutuação das embarcações. ​As condições climáticas também podem aumentar o risco, já que há formação de tempestades fortes na região e a Corrente do Golfo pode causar mudanças bruscas no tempo. ​

Outro lado

A Brazil P&I afirma que é uma empresa que atua como correspondente de seguros internacionais e não tem qualquer relação com o caso do naufrágio.

Na ação, a defesa alega que “a Brazil P&I não tem nenhum relacionamento ou vínculo jurídico

com o armador do navio objeto da ação, tampouco possui relação comercial, contratual ou

jurídica com os clubes de P&I ou com o P&I Club do armador do navio Silvia L. Ossa à época

do acidente em questão”. Os clubes de P&I são associações de armadores e transportadores marítimos.

A Frota Oceânica diz que, na época, fez o contrato de afretamento, para levar as mercadorias. “Esse senhor não era empregado dela. Minha cliente faz parte do processo porque, segundo a alegação da reclamante, elas [as empresas citadas] comporiam um grupo econômico, mas não é verdade”, explica o advogado da empresa, Pedro Milioni.

A reportagem não localizou nenhum endereço ou telefone da Ominum Leader.

Por , em 2022-07-09 16:00:00


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De Kung Fu a oficina de memória, SP oferece 70 ações públicas para maiores de 60 anos – 15/01/2022 – Cotidiano – [Blog da Solange Pereira]

“Acabei de voltar da aula de zumba. Às vezes esqueço que tenho 71 anos”. É assim que a aposentada Ivone Rodrigues Ciocci inicia a conversa com a reportagem. Ela também luta kung fu e joga capoeira no Polo Cultural da Terceira Idade, no Cambuci, no centro de São Paulo.

Essas atividades fazem parte Plano Intersetorial de Políticas Públicas para o Envelhecimento, lançado pela Prefeitura de São Paulo em outubro de 2021 com o compromisso de implementar 70 ações para individuos acima de 60 anos até 2024 em áreas como cultura, lazer, saúde e cuidado domiciliar, espalhadas em vários cantos da municipio.

De acordo com Raíssa Monteiro Saré, coordenadora de Promoção e Defesa de Direitos Humanos da prefeitura, o programa pretende mostrar que os idosos têm valor à sociedade.

“O objetivo é que eles interajam e conheçam outras individuos, além de aproveitar todos os serviços que oferecemos, inclusive na área de saúde e cuidados no dia a dia, justamente para desfrutarem de suas autonomias.”

Atividades na região central de SP

  • Kung fu e capoeira
  • Teatro
  • Oficina de memória e hatha ioga
  • Padaria artesanal ajuda a criar pratos saudáveis
  • Conhecimento digital dá dicas para usar tablets e celulares

O projeto surge em um momento de aumento da expectativa de vida no país. Atualmente, 15% da população da capital paulista tem 60 anos ou mais e previsão da Fundação Seade aponta que esse percentual vai dobrar até 2050. De acordo com a estimativa do IBGE, de 2021, a municipio tem 12,4 milhões de habitantes.

Muito mais do bem-estar ou passatempo, os mais velhos precisam de autonomia, saúde e plenitude para chegar com essa disposição a qualquer idade. Para isso, eles devem ser vistos e ouvidos. É assim que a antropóloga Mirian Goldenberg, 65, uma das maiores estudiosas da velhice do país, descreve a qualidade de vida na maturidade.

Para a especialista —colunista da Folha e autora de 30 livros, entre eles “A Invenção de uma Bela Velhice” —, o Estado, a sociedade e a família não devem ser obstáculos nesse processo, e, sim, facilitadores.

“Não podemos roubar a autonomia dos mais velhos. É preciso combater o que chamo de ‘velhofobia’, que está impregnada dentro das nossas próprias casas, de nós mesmos”, afirma Mirian.

Atividades na zona norte de SP

  • Danças circular e livre
  • Passeios culturais
  • Caminhadas
  • Uso de quadras e piscinas
  • Centros Educacionais Unificados tem cursos como administração e aprendizagem de instrumentos

Por essa razão, uma das ideias do programa da prefeitura é usar o conhecimento e as lembranças dos mais velhos para um intercâmbio com as novas gerações. Um dos exemplos é o programa Brincando Como Antigamente, da secretaria de Esportes, que em breve estará disponível nas unidades da prefeitura.

Ali, os idosos vão encontrar jovens para contar histórias de suas próprias infâncias, além de ensiná-los a construir brinquedos do passado, como pião, pular corda, futebol de botão, amarelinha e taco, e, claro, a interagir com eles.

Raíssa cita o retorno das atividades no Polo Cultural da Terceira Idade, em novembro de 2021, frequentado por Ivone, e que oferece aulas de culinária, danças variadas, artesanato, pintura em tecido e oficina da memória, entre outras.

Atividades na zona sul de SP

  • Tai chi chuan
  • Pintura em tela
  • Empréstimo de livros em bibliotecas
  • Atividades físicas
  • Ações de autocuidado e autonomia ajudam idosos debilitados a cozinhar, tomar banho e arrumar a casa

Além dessas atividades, que já existiam em sua maioria antes do programa, a coordenadora afirma que no Polo Cultural os idosos podem se voluntariar para ensinar aos demais sobre algum assunto que eles dominem.

“Já temos idosos ensinando francês e espanhol, por exemplo, a outros idosos. Também contratamos professores de dança e ioga. Então, isso mostra como estamos abertos a receber ajuda das próprias individuos da terceira idade”, afirma Raíssa.

A ideia da prefeitura, explica a coordenadora, é que todas as 469 UBSs (Unidades Básicas de Saúde) da capital paulista tenham alguma atividade para envelhecimento ativo. “Assim, conseguimos alcançar as individuos na municipio toda.”

Ivone, a aposentada do início desta reportagem, conta que enfrentava problemas individuois que a deixavam muito angustiada quando ela começou a frequentar as aulas variadas da prefeitura.

“Eu percebi que se não levantasse do sofá, não levantaria mais. Dei esse primeiro passo e não parei mais. Faço todas as aulas que me dão na telha, e tem sido maravilhoso.”

Atividades na zona leste de SP

  • Programa Vem Dançar (bailes temáticos)
  • Culinária
  • Rodas de música
  • Suporte domiciliar para ir ao banco, alimentação e fazer compras
  • Treinamento de profissionais para o cuidado ao idoso

Para Mirian, as políticas públicas propostas pela prefeitura parecem viáveis e são necessárias. “O mais importante é tirar tudo isso do papel, imediatamente, agora, já.”

Em outra vertente do projeto é o Recorda SP, o idoso responde a um questionário online que o estimula a reviver antigas memórias dele e da municipio de São Paulo, além de receitas de família. O resultado dessa coleta de dados será o lançamento de dois livros “Vidas Paulistanas e “A Cozinha dos Avós”.

Atividades na zona oeste de SP

  • Jogos e brincadeiras
  • Cinema e exposições
  • Roda de histórias
  • Oficinas de tapeçaria e artesanatos
  • Acompanhantes levam idosos a consultas, exames, mercado e cinema

Serviço

Confira mais informações e os endereços no site www.prefeitura.sp.gov.br

* A maioria das atividades citadas já estão disponíveis nas cinco regiões da municipio

Por , em 2022-01-15 10:00:00


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Fila de 5h e dados vazados expõem caos com gripe e Covid no interior de SP – 06/01/2022 – Cotidiano – [Blog da Solange Pereira]

Espera de cinco horas em hospitais particulares, dados vazados que foram parar na polícia e demora no resultado de testes. A alta de casos de gripe e de Covid-19 no interior de São Paulo expõem estruturas aquém da demanda tanto na rede privada como no SUS.

A costureira Suelene Aparecida Teixeira, 62, de Ribeirão Preto, ficou doente ainda no Natal e foi atendida pelo convênio na Santa Casa. Na sequência, ficaram doentes os netos e a filha.

“Eles ficaram das 9h às 14h no Hospital da Unimed. Nas UPAs [Unidades de Pronto Atendimento], tenho conhecidos que ficaram de sete a dez horas em espera”, relata.

Ana Paula Della Mota Dias, 36, empresária de Ribeirão, conta ter marcado teste em farmácia para o filho na segunda-feira (3), sem dificuldades. “Mas hoje [quinta] minha cunhada começou a ter sintomas. Quando fomos agendar o teste dela, só tinha vaga para terça.”

A Unimed Ribeirão destacou que os “casos aumentaram, mas em menor gravidade e sem necessidade de internação”, saltando de “uma taxa de positividade de 11% para 39% até esta quarta-feira (06/01)”.

Houve crescimento de 400% nos atendimentos por problemas respiratórios na rede da Unimed; foram 5.000 casos apenas nos primeiros seis dias do ano, com picos de até cinco horas de espera para pacientes com sintomas leves.

Em São José do Rio Preto, o grupo saltou de 10 para 17 pacientes por hora (alta de 70%). A Unimed da municipio informou que não faltam testes, mas, por causa da alta, o tempo de espera por resultados passou de 48 horas (2 dias) para 120 horas (5 dias). Têm sido feitos cerca de 500 testes por dia desde que o ano começou.

A Unimed Bauru informou que o movimento no pronto atendimento “cresceu 100% nos últimos 15 dias.” Em Araçatuba, o fluxo de individuos com sintomas subiu a 238% em uma semana.

Em nota, o Hospital Unimed Araçatuba declarou que dobrou o número de colaboradores e médicos no pronto atendimento e que “também foi necessário aumentar o número de recepcionistas para abertura de cadastro dos pacientes, orientadores de público e porteiros para organizar as recepções e os locais em que os pacientes aguardam”.

Informou ainda que já está em falta o teste RT-PCR, produzido por um laboratório particular, que os testes antígenos estão com baixo volume e que há possibilidade de falta do teste Swab Nasal para Covid-19 em todo i país, deixando os testes rápidos como principal alternativa.

Pedro Palocci, médico e presidente do Grupo São Lucas de Ribeirão Preto, afirmou que, com o aumento do consumo nos Pronto Atendimentos, há dez dias está faltando Dipirona endovenosa. Já o Tamiflu está com o preço bem elevado.

O grupo registrou um salto de 150 para 300 pacientes atendidos por dia com problemas respiratórios. Segundo seu presidente, além de ampliar a equipe, inaugurou uma nova ala com 11 leitos —os pacientes com H3N2 e Covid-19 estão sendo mantidos em espaços separados diz Palocci.

Na rede pública, Ribeirão contratou mais funcionários e ativou nesta quinta uma tenda para complementar o atendimento na UPA Leste —apesar de estar aberta a todos os casos de emergência e urgência, redirecionou o atendimento de crianças para outras unidades da municipio. Araraquara também anunciou nesta semana que reabrirá seu hospital de campanha.

Em Bauru, a prefeitura e a Comissão de Saúde da Câmara definiram que todos os casos de síndrome respiratória serão atendidos a partir desta quinta em apenas um lugar, a UPA Geisel/Redentor. As outras quatro UPAs da municipio não atenderão mais pacientes com problemas respiratórios. O Samu da municipio, a partir da semana que vem, começará também a oferecer telemedicina (basta ligar 192, escolher a opção 2 e receber as orientações sem sair de casa).

Rio Preto montará um centro de atendimento respiratório no Complexo Swift, porque as UPAs estão todas lotadas, e está no processo de contratação de funcionários e de 40 mil testes antígenos.

Na rede pública de Presidente Prudente, os atendimentos nas UPAS subiram mais de 80% em relação ao mesmo período do ano passado (saltaram de 250 para 480 por dia), e a orientação é que as individuos com sintomas procurem as unidades básicas de saúde para não sobrecarregar as UPAS com casos mais simples.

Com recordes de infecção e 232 casos novos confirmados de Covid-19 em apenas dois dias, a municipio de Batatais, na região de Ribeirão, passa ainda por uma investigação sobre o vazamento de dados de cem pacientes atendidos pela rede municipal.

A listagem, disponibilizada em um grupo de WhatsApp de funcionários, começou a circular nesta semana nas redes sociais e continha nomes completos, número de cadastro no SUS, endereço, data de teste e tempo de isolamento previsto.

Em nota, a Prefeitura de Batatais informou que “foi elaborado um boletim de ocorrência e instaurada sindicância interna para apurar o vazamento de informações sobre pacientes que testaram positivo para Covid-19 nos últimos dias”.

Ainda na nota, repudiou “a ingerência dos dados que são exclusivamente para controle interno nas ações mantidas pela Vigilância em Saúde”, ressaltando que tomará medidas administrativas sobre o vazamento.

Em Campinas, a prefeitura registrou alta na emissão de atestados sanitários virtuais, documento criado para que individuos com sintomas grigenitors leves possam se ausentar do trabalho. A ideia é limitar a disseminação do vírus evitando que as individuos circulem na rede de saúde.

Somente nos seis primeiros dias de janeiro foram emitidos 414 documentos, número superior aos 152 emitidos em dezembro, aos 206 de novembro e aos 171 de outubro. Só entre a quarta e quinta-feira foram cerca de 180 pedidos.

Mas a procura por atendimento e pronto atendimento em hospitais continua alta, com filas em alguns locais.

“O atendimento aumentou significativamente. Mas o que a gente tem observado é um aumento da procura, mas não uma evolução da gravidade como a gente viu nas outras ondas da Covid. É uma minoria que precisa de internação ou acompanhamento mais específico”, disse a enfermeira do Departamento de Vigilância em Saúde, Priscilla Bacci Pegoraro.

De acordo com a Prefeitura de Campinas, até a quarta-feira (5) havia 24 pacientes adultos com Covid-19 internados em enfermaria. O dado aponta que não há confirmação de pacientes infectados com a variante ômicron na municipio.

Diante do quadro, o prefeito Dário Saadi (Republicanos) autorizou a contratação emergencial de 163 profissionais da área da saúde. Sendo 28 médicos, 108 técnicos de enfermagem e 27 enfermeiros.

Piracicaba também enfrenta problemas em sua rede pública hospitalar após as festas de fim de ano.

Segundo a gestão municipal, foram realizados 2.682 atendimentos em hospitais públicos da municipio na quinta-feira, ante 1.377 no dia 24 de dezembro, véspera de Natal.

Nas últimas 24 horas, 80% dos leitos de enfermaria do SUS estavam ocupados por pacientes com Covid-19. Outros 37,5% leitos estavam ocupados na rede privada.

Em Sorocaba, entre dezembro e janeiro, a prefeitura separou quatro unidades de saúde sentinelas para atender exclusivamente quadros de síndrome gripal, com uma delas funcionando 24 horas, todos os dias.

Por , em 2022-01-06 19:54:00


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Economia solidária gera renda e autonomia a doentes psiquiátricos – 04/01/2022 – Equilíbrio e Saúde – [Blog da Solange Pereira]

Após depressão severa, surtos de esquizofrenia, várias internações e licença médica de cinco anos, Luciana, 45, retornou ao trabalho em uma fábrica de cintos em São Paulo pronta para recomeçar. Mas a volta só durou poucas horas.

“Quando me viu, a dona do lugar me disse: ‘olha, apareceu a funcionária-fantasma’. Aquilo me doeu muito, foi de uma insensibilidade sem tamanho. Comecei a chorar, fiquei mal e fui embora de vez.”

Ela precisou de mais um ano de tratamento no Caps (Centro de Atenção Psicossocial) Butantã, na zona oeste de São Paulo, para se estabilizar de novo. No período, conheceu um projeto de economia solidária e começou a ser preparada para atuar como garçonete de um restaurante ligado à iniciativa, a Comedoria Quiririm.

“No início não foi fácil ter contato com as individuos. Via as individuos felizes, dando risada e tinha vontade de sumir. Mas as psicólogas diziam: ‘tuconsegue, tuconsegue’. Fui me acostumando, ganhando confiança para recomeçar. Gosto muito do que faço, tenho amor na comida que eu preparo, que eu sirvo. As individuos gostam de mim, me respeitam.”

Com Risonete, 49, aconteceu o mesmo. Após diagnóstico de depressão, várias tentativas de suicídio e 11 internações em hospitais psiquiátricos, ela fez um curso de agroecologia e hoje é auxiliar da gerência no Orgânicos no Ponto.

O empreendimento comercializa 120 de cestas de produtos orgânicos por semana, entre hortifruti, ovos, pães, sucos e outros. Tudo em parceria com pequenos produtores da região. “O paciente de saúde mental é estigmatizado pelo uso de remédio. Começar a produzir o alimento do outro acaba quebrando esse estigma”, diz ela.

Luciana e Risonete fazem parte de um projeto de economia solidária ligado à Secretaria Municipal da Saúde e que integra a Rede de Atenção Psicossocial (Raps). A iniciativa envolve empreendimentos de geração de trabalho e de renda, além de cooperativas sociais destinadas à reabilitação de individuos com transtornos mentais.

As atividades presenciais estavam suspensas havia 16 meses devido à pandemia de Covid e foram retomadas recentemente.

“Sentia muita falta do trabalho presencial, de ver a carinha as individuos. Aparece lá para comer com a gente. Convida as individuos. A comida é uma delícia”, diz Luciana. Ela ainda convive com crises de crises de ansiedade, mas afirma que, com o uso de remédios e o trabalho, consegue lidar melhor com elas.

Segundo Adriana Oliveira, assessora habilidade na divisão de saúde mental da Secretaria Municipal da Saúde, os pontos de economia solidária ligados à reabilitação psicossocial começaram em 2016.

O Ponto Butantã já teve 54 trabalhadores e, atualmente, conta com 25. Além da suspensão de algumas atividades, durante a pandemia muitos pacientes acabaram descompesando suas doenças psiquiátricas e passam por cuidados mentais para voltar ao trabalho.

No Butantã, há um restaurante, uma horta, uma loja de orgânicos, uma livraria, uma loja de artesanato e ateliê de costura. Já no Ponto Benedito Calixto, gerido por 11 individuos, tem loja social com produtos de cerca de 45 projetos e uma oficina que cria oportunidades e condições para que usuários do programa desenvolvam habilidades em produtos artesanais.

Oliveira explica que muitos pacientes vinculados ao Caps já têm alguma atividade produtiva (de artesanato, por exemplo), mas ainda muito mais ligada ao tratamento do que de fato a uma reinserção socioeconômica, que é o objetivo dos pontos de economia solidária.

“Eles saem daquele lugar de uma individuo doente, sem autonomia, para um papel social diferente, como alguém que trabalha, que consegue se organizar no coletivo, que tem renda.”

Embora a maioria dos empreendimentos tenham começado dentro de serviços de saúde mental, como os Caps e Centros de Convivência e Cooperativa (Ceccos), a meta é que sejam vistos fora desse contexto.

“Eles fazem parte do projeto de reabilitação, mas são lugares de trabalho, não o lugar em que a individuo está em tratamento. Esse formato de autogestão possibilita que a individuo construa a sua autonomia”, explica a psicóloga Alessandra Rosini Carrasco, facilitadora do Ponto de Economia Solidária e Cultura do Butantã.

Carrasco diz que um dos grandes desafios do projeto é que as decisões sejam horizontalizadas, ou seja, que as individuos possam participar do processo decisório e de gestão dos empreendimentos, ganhando mais autonomia, sem depender tanto da interferência dos profissionais de saúde.

“Algumas individuos tiveram adoecimento mental muito grave, então não é fácil. A gente propõe um outro tipo de trabalho, que não seja só um ponto de comercialização de produtos, mas sim um polo cultural, que integre meio ambiente, sustentabilidade, saúde mental”, diz a psicóloga.

Ela explica que os projetos contam também com a parceria da comunidade, como uma incubadora da USP e com ajuda de uma equipe do Sesc na qualificação dos profissionais para que as iniciativas tenham de fato viabilidade econômica e sustentabilidade.


Serviço:

Ponto de Economia Solidária e Cultura do Butantã

De segunda a sexta-feira, das 8h às 17h

Aos sábados e domingos, aberto quando houver eventos

Av. Corifeu de Azevedo Marques, 250, Butantã, São Paulo – SP

Ponto Benedito Economia Solidária e Cultura

De quarta a sexta-feira, das 11h às 18h

Sábado, das 11h às 19h

Ponto também segue agenda da feira e da praça.

A partir de março de 2022, sextas e sábados das 11h às 18h

Praça Benedito Calixto, 112, Pinheiros, São Paulo – SP

Por , em 2022-01-04 10:00:00


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‘Catálogo de Quebrada’ divulga opções de presentes de Natal feito por empreendedores periféricos – 21/12/2021 – Mercado – [Blog da Solange Pereira]

Roupas, plantas e planners são algumas das opções de presentes de Natal divulgadas no “Catálogo de Quebrada”, publicação que chega à sexta edição neste mês de dezembro. O projeto divulga os produtos de 80 empreendedores (dos quais 76 são mulheres) das periferias de São Paulo, com o objetivo de incentivar o comércio local na época de maior consumo do ano.

O catálogo, disponível online, foi criado pela Bora Lá, que se define como uma agência de comunicação e marketing popular. “A gente enquanto quebrada não pensava comunicação como algo essencial, algo para o negócio seguir adiante. Você tem que mostrar para a comunidade, para a quebrada, o que tuestá fazendo”, conta Ju Dias, 40, presidente-executiva do Bora Lá.

Criada no Jardim Vera Cruz, no Jardim Ângela, zona sul de São Paulo, e formada em propaganda e marketing, Ju trabalhou por anos em multinacionais, até ser demitida em 2016 e resolver investir no próprio negócio.

Na época, ela vivia no centro e voltou a morar com a genitora na zona sul. “Nesse voltar eu redescobri uma quebrada que não tinha tido acesso até então. Comecei a ir nos saraus, aprenderlideranças, os movimentos sociais que são muito fortes”, relembra. “Aí em 2017, decido que não quero mais arrumar trampo para fora, minha vida toda foi isso. Vou trabalhar por conta”, decidiu.

Foi assim que surgiu o Bora Lá. A empresa oferece serviços de design, estratégia de comunicação e social media para outros negócios das periferias. Nesses cinco anos de existência, a agência já atendeu mais de 160 clientes.

No caso do “Catálogo de Quebrada”, a ideia surgiu em 2020, quando a agência já não tinha tantos trabalhos quanto antes por conta da pandemia, mas ao mesmo tempo tinha a mesma necessidade de continuar fortalecendo o comércio local.

“Fiquei pensando no que poderia somar. Me coloquei à disposição de fazer alguns trampos, de divulgar nas redes as informações produzidas por mídias locais, e a partir daí começou a desenrolar um negócio que deu origem ao catálogo”, conta Ju.

A situação financeira da irmã dela, Josiane, esteve presente no desenvolvimento da ideia do projeto. Jo, como é conhecida no bairro, faz ovos de páscoa há mais de 12 anos e, no começo da pandemia, a venda desse produto por moradoras das periferias foi afetada.

“Teve a questão de as encomendas diminuírem e ela ficou sem vender. Outras manas em grupos de empreendedorismo de que participo também estavam falando disso”, relembra Ju.

“Eu falei de fazer artes gratuitas para quem tiver precisando divulgar o trabalho imediatamente. Nisso pensei que podia pegar essas mulheres, juntar, fazer uma arte para cada uma, salvar em um PDF e disparar para a nossa rede, divulgar de forma coletiva”.

A primeira edição do catálogo contou com 16 empreendedoras, a maioria da zona sul da capital, que se inscreveram de forma gratuita a partir de um formulário online. Desde então foram publicadas seis edições, sempre em datas comemorativas, como Dia das Mães, Dia dos Pais e Natal.

Elaine Souza, 48, é uma das empreendedoras que têm o trabalho divulgado pelo projeto desde a primeira edição. Moradora da Vila Prudente, na zona leste, ela trocou o meio jurídico para se aventurar na gastronomia.

A empresa dela, o Batuque na Cozinha, trabalha com montagem de mesas para eventos corporativos, como coffee breaks e confraternizações. “Antes era só pra fazer uma graninha, mas se tornou minha profissão de verdade, me profissionalizei”, conta Elaine.

A última venda que ela conseguiu fazer por meio do Catálogo de Quebrada foi na edição de Páscoa deste ano, quando uma mulher na França encontrou a página dela e fez uma encomenda de chocolates para os familiares em São Paulo.

“Foi bem legal, a individuo estar lá no outro lado do globo, ver pela foto e confiar que tuvai fazer uma coisa bacana, que tuestará representando ela. O chocolate tinha que chegar com toda demonstração de afeto, em forma de sabor, de apresentação”.

Ainda que não tenha tido nenhuma venda na edição seguinte, a de Dia das Mães, e na atual, Elaine afirma que a visibilidade que a empresa recebe por meio do catálogo é tão importante quanto o retorno financeiro.

“Se eu não vender hoje, eu estou sendo vista e posso ser lembrada em outra hora ou ocasião. Para mim, é tudo consequência”, conta.

Segundo a Bora Lá, 43 dos 57 negócios inscritos para a edição de Dia das Mães deram esse retorno sobre a campanha. Quinze reportaram ter vendido algum produto, e apenas dois negócios afirmaram não ter ganhado nenhum seguidor em seu perfil nas redes sociais após a divulgação.

Já Andressa Catarine, 34, está divulgando a empresa dela no catálogo pela primeira vez nesta edição de Natal. Moradora de Cangaíba, na zona leste, ela é analista de processos de TI (Tecnologia da Informação) e toca junto com o noivo a Ayo Black, uma marca de moda e acessórios sustentáveis.

A história dela é semelhante às de Ju e Elaine. Após sair de um emprego formal por volta de 2017, ela apostou no empreendedorismo, primeiramente com a revenda de lingeries plus size e depois com venda de camisas estampadas.

“Desde então eu fui me especializando tanto em empreendedorismo como em costura, e hoje toda a parte de costura, compra de tecidos, modelagem, design da Ayo é feita por mim”, explica Andressa, que se diz admiradora do projeto do Catálogo.

“É uma forma de comércio que só vemos sendo utilizada por algumas empresas grandes do mercado, trazer isso para a periferia é uma ideia muito legal”.

Andressa e a Ayo Black representam bem o perfil de empreendedor presente na publicação. A atual edição do Catálogo conta com 76 mulheres entre os 80 divulgados, e 69,5% dos empreendedores se identificaram como pretos, negros ou pardos.

Segundo Ju Dias, a ideia é fazer mais edições do Catálogo em 2022, mesmo que a pandemia se afrouxe e a municipio volte a ter as feiras de economia solidária.

“Seria muito legal a gente conseguir construir um site, onde tuconseguisse filtrar por bairro, mas sem venda direta. A ideia é muito bacana, tem essa força de divulgar de forma coletiva, de ser um projeto coletivo, de não cobrar taxa de venda”, projeta Ju.

Por , em 2021-12-21 04:00:00


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Hotéis oferecem ‘detox urbano’ com e sem luxo a 3h de Manaus – 08/12/2021 – Turismo – [Blog da Solange Pereira]

Maior capital da Amazônia, Manaus tem no turismo de negócios o principal consumidor do setor de hotelaria. De dezembro a fevereiro, quando as indústrias entram em recesso, é baixa temporada no Amazonas. Mas nunca ela foi tão baixa como neste início de ano, segundo a ABIH-AM (Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Amazonas).

Em fevereiro, um mês após o colapso do sistema de saúde, que levou à falta de oxigênio para pacientes da Covid-19 nos hospitais, a taxa de ocupação dos hotéis chegou a 7%.

Oito meses depois, com o avanço da vacinação, outro perfil de turista está movimentando o setor e criando uma alta estação fora de época.

Com a procura por lugares abertos em alta, a Amazônia tem atraído cada vez mais turistas. A expectativa do setor é chegar ao fim do ano com 40% de ocupação nos hotéis.

Roteiros como o Teatro Amazonas, Mercado Adolpho Lisboa, Bosque da Ciência e Museu da Amazônia, fazem de Manaus um roteiro cheio de opções urbanas que disputam o tempo do turista, também seduzido pelos restaurantes regionais requintados.

Mas o que os turistas da pandemia buscam principalmente não está na municipio. “Eles procuram natureza, sem aglomerações. E temos as condições ideais”, diz Wildney Mourão, gerente de empreendedorismo e negócios sustentáveis da FAS (Fundação Amazonas Sustentável), que apoia o ecoturismo de base comunitária nas Reservas de Desenvolvimento Sustentável Rio Negro e Puranga Conquista, a 70 quilômetros de Manaus.

Nos hotéis de selva, em bangalôs na copa das árvores ou em pousadas comunitárias de ribeirinhos adaptadas para receber turistas e fazê-los se sentir em casa, dá para se desconectar da municipio grande e se conectar com a natureza –e até com si mesmo: programações holísticas e meditações também estão entre as atrações oferecidas.

Tudo seguindo protocolos de combate à Covid-19, como obrigatoriedade de apresentação de comprovante de vacinação, uso de máscara, distanciamento social e, em alguns casos, exigência de exame PCR ou antígeno negativo dos hóspedes, conforme garantem os responsáveis pelos espaços.

A partir de 30 minutos de Manaus já é possível fazer um “detox urbano” no Refúgio Samaúma, na comunidade Livramento, onde o day use custa R$ 70. Para quem quer pernoitar, as diárias vão de R$ 150 a R$ 300 por casal, com café da manhã. Almoço e passeios são à parte.

Para quem busca imersão na floresta ou aprofundar a conexão com a cultura amazônica, o turismo de base comunitária é a opção mais autêntica, ainda mais na casa dos próprios ribeirinhos e indígenas.

A 1h30 de lancha rápida de Manaus é possível vivenciar a rotina das comunidades tradicionais, participar da pesca e da produção de farinha, aprender a trançar cestos de artesanato e produzir sabonetes com óleos, fazer focagem de jacarés, observação de pássaros e botos, ou simplesmente curtir um banho de cheiro com ervas no igarapé e apreciar o pôr-do-sol no rio Negro.

Na Pousada Garrido, na comunidade Tumbira, o dono, Roberto Garrido, 55, conta que, depois de ver o número de visitantes cair de 350 em 2019 para 58 em 2020, as reservas estão voltando. Até novembro, passaram 170 hóspedes pela pousada e, até dezembro, outros cem chegarão.

A pousada já tem reserva para o Réveillon e todo o mês de janeiro. “As individuos que passaram o ano todo trancadas agora estão buscando viajar para perto da natureza. E é isso que a gente oferece: uma conexão com a tranquilidade e a beleza da vida na floresta. A gente quer fazer o turista se sentir em casa”, diz Garrido, que envolve a família e parte da comunidade na pousada, restaurante e centro de artesanato.

E não é só a pousada de Roberto que está se recuperando. Depois de perder metade das reservas em 2020, passando de 600, em 2019, para 360 hóspedes em 2020, os 21 empreendimentos de turismo de base comunitária na região devem fechar o ano com 415 visitantes, apostando na simplimunicipio da vida na floresta.

Os pacotes para esse tipo de experiência variam de R$ 350 a R$ 500 por dia, com alimentação e traslado incluídos. “As individuos estão buscando a simplimunicipio dessas experiências, a autentimunicipio desse modo de vida, a felimunicipio das coisas simples”, diz Wildney Mourão.

A duas horas de Manaus, a Caboclos House, oferece 21 atrativos para o turista se sentir parte de uma comunidade ribeirinha —com direito a dormir em palafita e ter o rio como quintal (na cheia).

Com proposta semelhante, a Manati Lodge, a 1h45 de Manaus (1h de estrada e 45 minutos de lancha), tem varanda privativa com rede nos bangalôs, construídos em passarelas suspensas, por R$ 921 por noite, com tudo incluído.

Para quem não abre mão do conforto e do luxo dos hotéis de selva, mas quer economizar, dá para aproveitar o sistema day use. No Mirante do Gavião, a três horas de lancha de Manaus, o visitante pode usufruir da estrutura e passeios por R$ 950 a R$ 1.408 (com transfer Manaus-Novo Airão-Manaus).

Outra opção de alto padrão é o Anavilhanas Jungle Lodge, em frente ao Parque Nacional de Anavilhanas, onde pode-se fazer canoagem pelos igapós, pesca artesanal de piranhas, habilidades de arco e flecha ou simplesmente contemplar o pôr do sol. Os pacotes de dias variam de R$ 3.200 a R$ 13.500 por individuo (com traslado desde Manaus, hospedagem, alimentação completa, exceto bebidas e passeios).

Por , em 2021-12-08 09:00:00


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