PORTUGAL – QUESTÃO DE SOBREVIVÊNCIA – Imigração e estímulo à natalidade! pt 15



Este vídeo não tem o propósito de atrair brasileiros para Portugal, aliás, como é refletido nele, não se considera que o brasileiro seja o “tipo ideal” de emigrante para Portugal. Todavia, trata-se de uma reflexão a mostra a necessidade de Portugal de receber e gerar mais pessoas, isto pode ser feito com o retorno dos portugueses emigrados, com um estímulo à natalidade e, especialmente com uma política imigratória favorável, algo que já está a ser debatido no parlamento português.
É favorável que o governo português já esteja a pensar no futuro, quando os portugueses serão poucos e ainda mais idosos.
Assim, o país está de fronteiras abertas para a chegada de imigrantes. Que estes venham, mas que possuam a consciência que os portugueses são, em geral, pessoas respeitosas, sensatas, frontais e verdadeiras, sendo assim, que saibam estar no país que te recebe, que pesquisem e se preparem para se adaptar e integrar a uma nova realidade. Que compreendam que não é fácil ser repentinamente “invadido”, assim que possuam empatia, compreensão, tato, respeito, humildade e carinho para quem te acolhe. Da mesma forma, tenham consciência para onde irão emigrar, grandes centros estão saturados e com poucas possibilidade de habitação, já, o interior precisa ser ocupado!

Novos imigrantes já ultrapassam os de 2021, um terço são brasileiros: têm emprego, mas falta a habitação

A maior comunidade estrangeira é a brasileira. Já ultrapassam os 250 mil com os que se legalizaram este ano e rapidamente poderão chegar aos 300 mil. Têm trabalho, a grande dificuldade é ter onde viver com os baixos salários que recebem. Uma realidade que dizem os penalizar mais: rendas elevadas, seis/sete meses de caução, exigência de fiador.
Os novos títulos de residência, no primeiro semestre de 2022, ultrapassam já o total de um ano, inclusive antes da pandemia. O Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) atribuiu 133 mil nos primeiros seis meses, mais que os 129 155 em 2019, que era um recorde. (…) mas denotam essencialmente o aumento dos fluxos migratórios para Portugal.
A maior comunidade estrangeira é a brasileira. Atingiram os 204 694 o ano passado, já somam 252 mil e rapidamente poderão chegar aos 300 mil, a continuar a intensidade dos fluxos.
“O nosso atendimento está a abarrotar de gente desde o fim das restrições à entrada no país. O fluxo é visualmente superior, o que percebemos não só pelo trabalho da nossa associação, como das outras “, conta ao DN Cyntia de Paula, presidente da Casa do Brasil.
A estrutura está sediada em Lisboa, mas com a covid-19 iniciaram o atendimento online, o que lhes permite ter uma visão de todo o país. Bate-lhes à porta quem procura emprego, mas também pequenos empreendedores que querem abrir um negócio e estudantes do ensino superior.
E, até, distritos onde não eram muito visíveis, chegam em grande número, como é o caso de Faro. O que é confirmado pelo cônsul do Brasil na cidade e que abrange o Algarve, Alentejo e uma pequena parte de Setúbal, José Estanislau Neto.
“Depois dos efeitos da pandemia, o turismo e as atividades relacionadas retomaram e houve muita procura de mão de obra. Temos uma comunidade jovem, que veio em busca do trabalho, outros para estudar e, também, por verem Portugal com uma porta de entrada para a Europa. Em linhas gerais, está bem integrada, vem em função da língua, sobretudo pela familiaridade com Portugal.”

Eronita e Elisângela trocaram o Brasil por Portugal, mas têm percursos distintos. A primeira acaba de chegar, a segunda vive no país há 20 anos. Em comum, têm a dificuldade em arranjar uma habitação condigna, realidade que afeta toda a população portuguesa, mas os imigrantes acabam por ser os mais penalizados e têm de dar mais garantias de que pagam a renda.
Encontram-se na Casa do Brasil, em Lisboa, para tratar de papéis. A primeira, como acaba de chegar a Portugal, não perde a oportunidade para saber mais sobre o país que escolheu para viver. “Não acha melhor o Brasil?” Não lhe sai da cabeça a dúvida: “Valeu a pena?”.
Eronita Lima, 56 anos, é costureira e vivia em Campo Grande, no Centro-Oeste do Brasil. Imigrou com o filho mais novo, 21 anos, há quatro meses. “Sou alfaiate – aqui dizem costureira – é a minha paixão. Ao fim de 15 dias tinha emprego e o meu filho também”, conta. Exerce a sua profissão, o rapaz é estafeta na área da alimentação. Tinha uma condição estável no Brasil, imigrou sobretudo pelo jovem. O outro filho, de 28 anos, ficou e é outra das suas preocupações.
Dormiram os primeiros dias num hostel em Lisboa, depois o filho “entrou num grupo do Facebook”, através do qual fizeram o NIF – cobraram-lhes 50 euros por algo que é gratuito – e alugaram um quarto. Pagam 330 euros pela divisão num apartamento em Camarate, onde há mais três quartos arrendados.

Duração: 00:11:28
Fonte: YouTube / Público



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