Fenearte reúne artistas que superaram dificuldades das chuvas em Pernambuco | Jornal Nacional – [Blog da Solange Pereira]





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Em Pernambuco, artesãos que perderam tudo nos temporais deste ano estão se reerguendo.

Vanusa Holanda ainda não conseguiu reorganizar o ateliê, que fica na parte de trás da casa. A água passou de 1,5 m de altura. O único lugar seguro para ficar com a família foi o andar de cima. Na varanda, ela instalou o fogão de duas bocas para cozinhar para os filhos, tingir roupas e produzir sabonetes e velas. Foi em um espaço pequeno que a artesã descobriu uma força enorme. Ela enfrentou quatro inundações em 2022. Perdeu muito material, mas não parou de trabalhar.

“Eu sou uma individuo que me realizo muito com meu trabalho, com o trabalho que eu faço, eu fico superfeliz com o retorno das individuos. Arte é resistência, arte é empoderamento, é nisso que eu acredito”, conta a artesã Vanusa Holanda.

Desde maio, as chuvas causaram destruição em 90 municipios pernambucanas; 132 individuos morreram em deslizamentos e alagamentos. Muita gente teve prejuízos.

Foi com muito foco no trabalho que artesãos, como a Vanusa, conseguiram encarar um momento de tanta dificuldade. Da varanda de casa, as peças foram trazidas para uma das maiores feiras de artesanato do Brasil. Estar no local ganhou outro sentido.

“Eu não encontro outra palavra para definir se não superação”, diz Vanusa.

A Fenearte reúne 5 mil expositores brasileiros e estrangeiros, movimenta R$ 42 milhões em 12 dias de evento, com a presença de 200 mil visitantes.

Mestre Zé Alves faz peças com madeira. A produção este ano ficou abaixo do esperado, por causa das estradas interditadas com as chuvas. Ele não conseguiu matéria prima suficiente.

“ Eu andei muito, viajei para interior e era só alagamento. Os armazéns fechados, serraria fechada… Mas eu corri atrás e consegui.”, relata o artesão Mestre Zé Alves.

Carlos e Milton também perderam muito material e dias de trabalho com as inundações, mas nem passou pela cabeça deles deixar de participar da feira.

“As tintas, os pinceis, isso foi tudo pra baixo d´água. A gente teve que esperar que a água descesse para gente pegar todo esse material, limpar, para poder recomeçar a fazer as peças”, explica o artesão Milton Araújo.

“Nós tínhamos que decidir: ou ficar chorando ou partir para a luta ou partir para conseguirmos uma vida nova”, conta o artesão Carlos Queiroz.

Peças únicas, feitas à mão, que simbolizam o esforço de cada artista.

“Isto eles souberam fazer: levantar a cabeça muito bem. A garra é forte mesmo”, afirma a designer gráfica Claudia Pontual.

Por , em 2022-07-16 21:08:00


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