Inspirada pelas redes sociais, estudante cria marca da tapetes feitos à mão – [Blog da Solange Pereira]

Unir um hobby à possibilidade de uma fonte de renda foi o que motivou Larissa Basso Arpini, 22 anos, a criar, em junho de 2021, a Tuft.Lab, marca de tapetes personalizados e feitos à mão. Em meio à pandemia, a arte se tornou uma válvula de escape para a estudante de odontologia lidar com as incertezas do isolamento social, além de uma fonte de renda extra, já que a bolsa da faculdade foi perdida. “Eu trato a costura como um hobby que estou conseguindo vender, é algo terapêutico”, diz.

Larissa conta que sempre teve vontade de iniciar um negócio de trabalho manual, mas nunca tinha tirado do papel. Foi apenas na pandemia que a empreendedora resolveu estudar marketing, comprar os materiais e criar as redes sociais. “Como pararam as aulas, fiquei sem ter o que fazer. É muito difícil conseguir um emprego agora”, pontua. 

Tuft, que significa tufo em inglês, faz referência ao ponto russo, habilidade usada por Larissa em suas peças. “Lab vem de laboratório ou Larissa Basso”, brinca a estudante. A loja aceita encomendas através do Instagram (@tuft.lab) com propostas para tapetes e até molduras para espelho. Por enquanto, os preços partem de R$ 25,00, dependendo do tamanho, com 50% do valor de antecedência.

Os tapetes são inspirados nos designs que a estudante encontra no Pinterest, no TikTok e no Instagram. “Essa arte é algo que está em alta no exterior. No Brasil, não tem tanto e eu queria fazer algo diferente”, expõe. De acordo com Larissa, o público que mais interage com ela tem entre 20 anos a 30 anos, por gostarem de uma arte divertida e colorida, mas ressalta que os tapetes são para todas as idades. “Percebo que as individuos se apoiam muito. Se não podem comprar, ajudam seguindo, divulgando ou interagindo nas redes sociais. É uma rede de apoio bem legal”, celebra.

A marca iniciante, comandada pela jovem, proporcionou diversos aprendizados individuois e de mercado. “Fiquei mais paciente, porque tinha a impressão de que estava estagnada. Os jovens são os que menos têm dinheiro, então estou empreendendo aos poucos já que preciso de investimento. A minha dica é para que comecem a pesquisar referências em sites, vídeos no YouTube, e coloquem em prática. Temos tudo nas nossas mãos com a internet”, acredita. Para o futuro, Larissa se enxerga conciliando a odontologia com o bordado. “Como vou atender crianças, quero criar um processo mais lúdico com dentinhos feitos de tapetes e ensiná-los como escovar”, planeja.



Por , em 2021-08-30 11:19:00


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