Histria atravs da moda – Jornal Fato – [Blog da Solange Pereira]

H dias recebi convite para assistir uma live de uma loja, e me encantei com a nova forma on line de vender, tudo acontece rapidamente e com um resultado muito positivo comerciante. No compro por impulso, gosto de pensar se realmente preciso do produto e assim perdi todas as oportunidades. Por conta desse fato mergulhei num passado que passo a narrar.

Na minha infncia as roupas eram confeccionadas pelas costureiras, profissionais de grande prestgio na poca. Minha me fazia as minhas, mas j na adolescncia comecei a ficar exigente e ela me permitiu ter uma costureira, mas em geral, nas famlias compostas por muitos filhos, as roupas passavam dos mais velhos aos mais novos e se faziam muitas reformas.  As lojas de tecidos eram as mais prestigiadas e lembro-me que a maior delas era a Casas Franklin, abarrotada de produtos e que ficava no Grandu. Outra importante era A Popular, de Tameme Bechara, mais especializada em tecidos finos, e outras de padro idntico eram a loja Maro, e A Seda Popular, essas mais no Centro.  No havia boutiques e as lojas que vendiam roupas geralmente pertenciam a libaneses e ofereciam produtos mais populares, com nomes tradicionais como Monte Lbano e Camisaria Kfouri. Numa mesma loja se vendiam botinas, sombrinhas, chapus, leques, rendas, tecidos, louas, panelas, pinicos, uma miscelnea s. Armarinhos eram muito cotados por conta dos aviamentos das costuras, e as bordadeiras muito requisitadas, sendo as mais famosas as irms Contarines. As roupas masculinas tambm eram confeccionadas por costureiras ou por alfaiates sendo Vicente Garambone o mais famoso, at surgirem a Casa Real e o Magazin Sport.  A Principal, de Guilherme Guimares, foi a primeira sapataria da municipio, cujas vitrines encantavam a juventude. Os genitors, por economia, mandavam colocar tachinhas nos solados dos sapatos dos filhos para no gastar, e s se podia ter dois pares, um para a escola e outro para a igreja, em outras situaes usava-se os tamancos feitos pelo Sr. Salvador Pepe.

As boutiques funcionavam nas casas das proprietrias, sendo que quem iniciou esse comrcio foi a Celsa, na Eugnio Amorim. Depois a Maria Elvira Pinheiro, especializada em roupas finas de linho ou linha, e que possua muito bom gosto, a Iresi Modas com marcas famosas como Valisere e Cori e a Solange Marchini. E foram surgindo outras, como Ieda Vargas, Sandra Novaes Coelho na Carneiro, e as demais que foram tomando espao nas ruas at chegarem aos shoppings centers. E a novidade que hoje muitas boutiques esto se instalando em bairros perifricos, permitindo uma aproximao maior com o cliente e o retorno ao clima intimista das lojas de antigamente. A moda se recicla como a vida.

 

Marilene De Batista Depes

 

 



Por , em 2021-08-11 08:07:00


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