Moradores do Rio ainda reclamam de desabastecimento e de água turva, apesar da promessa da Cedae de normalizar o Guandu | Rio de Janeiro – [Blog da Solange Pereira]

Em Guaratiba, Zona Oeste da cidade, moradores sofrem com a falta de abastecimento desde novembro do ano passado.

“As torneiras não têm uma gota. Mesmo assim, a conta de R$ 113,52 chegou para mim. Temos que resolver a situação usando a água de um poço, que não pode ser usada para cozinhar. É um absurdo”, disse Luzia, moradora da Rua Hidrolina.

“Passamos o maior sufoco carregando água do poço. Além disso, temos que comprar galões com água potável para cozinhar e beber”, lamentou Dalva, moradora da mesma via e também sem água desde novembro.

Moradores de Guaratiba tiveram que improvisar, colocando um galão dentro do carro para poderem transportar água. — Foto: Reprodução/TV Globo

Ainda em Guaratiba, mas na Rua Silvania, o casal Marcos e Fátima tiveram que improvisar – eles precisaram arrancar o banco do carona do carro da família e substituí-lo por um galão.

O recipiente é utilizado por Marcos para buscar água na casa da irmã.

A Cedae informou que vai mandar técnicos ao local ainda nesta segunda-feira (25).

Moradores da Rua Hidrolina, em Guaratiba, com as contas de água nas mãos. Apesar da cobrança, as torneiras estão secas desde novembro. — Foto: Reprodução/TV Globo

Na Rua Maria Angélica, no Jardim Botânico, Zona Sul da cidade, a água chegou – mas a qualidade ainda está longe do esperado.

“Está turva, com a cor bem escura e cheiro muito ruim”, descreveu uma moradora da via.

A Cedae afirmou ter enviado uma equipe ao local no domingo (24), mas o problema não foi constatado. Ainda assim, fará coleta do líquido para submetê-lo a uma análise.

No sábado (23), o resultado do teste feito na água de alguns bairros do Rio apontou que não há indício de coliformes fecais. O material foi coletado na Taquara, em Coelho Neto e Sepetiba, e as análises foram feitas por uma equipe de químicos da PUC.

A falta de água também atinge os moradores da Zona Norte da cidade.

“Estou tentando pegar água em alguns lugares – nas casas de familiares e amigos. Tenho que fazer pelo menos três viagens para conseguir abastecer”, descreveu o segurança Willian Melo, morador da Rua Nogueira, em Quintino.

A costureira Patrícia Cardoso de Castro fala sobre os impactos que a falta de abastecimento tem causadso na vida dela e da mãe, de 91 anos.

“Muitas vezes tenho que sair para comprar galões d’água e sou obrigada a deixá-la sozinha”.

Inconformados com o desabastecimento, moradores fizeram um abaixo-assinado para cobrar uma solução da Cedae.

“Estamos sem água desde a segunda quinzena de dezembro. Reclamações, fizemos várias. Inclusive na ouvidoria. E o pior: ainda recebi uma conta de R$ 401. Como isso é possível se não tenho água?”, questionou a advogada Lúcia Maria Lana.

A Cedae informou que vai enviar uma equipe ao local.

De volta à Zona Oeste, em Campo Grande, moradores da Rua Gergelim estavam há uma semana sem água.

“Temos que racionar o tempo todo, porque nunca sabemos quando teremos água novamente”, descreveu o motorista Oberlan Santos da Silva.

A Cedae enviou um caminhão-pipa ao local.

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Por , em 2021-01-25 07:20:00


Fonte g1.globo.com



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