Startup social gera renda para costureiras que produzem máscaras na pandemia – Pequenas Empresas Grandes Negócios – [Blog da Solange Pereira]

Fashion Masks: plataforma conecta costureiras a clientes que precisam de máscara (Foto: Divulgação)

Fashion Masks: plataforma conecta costureiras a clientes que precisam de máscara (Foto: Divulgação)

Quando a pandemia do novo coronavírus foi decretada em março de 2020, o mundo ficou sem saber o que esperar dos próximos meses. Brenno Faro, 27, foi uma das pessoas que se viu em meio às incertezas, pensando em como poderia ajudar quem perderia sua fonte de renda durante a quarentena.

Em uma publicação, ele viu um vídeo do Mask 4all, movimento da República Tcheca que incentivava a produção de máscaras caseiras. Ele então fundou a Fashion Masks, startup de impacto social que conecta costureiras a clientes que precisam de máscaras. Em oito meses de trabalho, a empresa faturou R$ 16 milhões e gerou mais de R$ 1 milhão de renda para 80 profissionais.

Para começar o negócio, Faro juntou suas duas áreas de trabalho: moda e tecnologia. Formado em Segurança Cibernética, ele tinha bastante contato com pessoas de programação, mas também já havia trabalhado na área comercial de lojas de roupas. Junto com o sócio, Marcos Rechtman, ele pesquisou o que as marcas de moda estavam fazendo e descobriu que ainda não estavam fabricando máscaras para o dia a dia.

Com a ajuda de seus contatos da tecnologia, Faro conseguiu uma plataforma para vender as máscaras em um e-commerce. A startup também teve o apoio do Grupo Malwee, que passou a fornecer tecidos cortados a um preço abaixo do mercado.

Quando começaram o projeto, os sócios viram que havia muitas pessoas interessadas em trabalhar, mas que não seria possível atender a todas — nem teria demanda de consumidores para isso. Foi criado então o Mapa das Máscaras, uma plataforma em que costureiras se cadastram e produzem máscaras de acordo com a demanda de sua região. As profissionais podem comprar os kits de tecido cortados e produzir por conta própria um dos modelos, seguindo o passo a passo disponibilizado no site da empresa.

Hoje a Fashion Masks possui uma rede de 80 costureiras fixas (que produzem regularmente para o e-commerce) e mais de 5 mil profissionais cadastrados que produzem por conta própria e trabalham conforme a demanda de máscaras em suas regiões. O requisito, segundo Faro, é que os profissionais tenham uma máquina de costura em casa para conseguir trabalhar.

As costureiras recebem 10% do valor da máscara (cada uma é vendida por R$ 12,90), e o restante é reinvestido na empresa, em gastos com marketing, logística, tecidos, impostos e outros custos de manutenção do negócio. Atualmente, 90% das costureiras fixas estão em São Paulo, e as outras 10%, no Rio de Janeiro e em Minas Gerais.

Mesmo quando a pandemia passar e a máscara não for mais necessária, a empresa não quer deixar de funcionar — e já está agindo agora para criar mais opções de todos os tipos de roupa, incluindo vestidos, meias e peças íntimas. “Pretendemos faturar R$ 40 milhões e produzir mais de 600 mil peças para causar um impacto maior”, diz Faro.



Por , em 2021-01-19 00:24:36


Fonte revistapegn.globo.com



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