Ajude a manter as máscaras na moda durante o verão; relembre como é o uso correto – Região – [Blog da Solange Pereira]








Greice Monique Nath usa máscaras

Foto: Susi Mello/GES-Especial



Certas peças não saem de moda – ou não deveriam sair. Este é o caso das máscaras, que, no linguajar do mundo fashion, vieram com tudo no ano passado. Elas devem se manter como o hit do verão – pelo menos, esse é o conselho de especialistas, porque não se trata de estética, mas de segurança sanitária e prevenção.

Sobretudo, não dá para deixar de usar as máscaras, embora infelizmente isso tenha sido visto em festas de final de ano e em praias. O professor do mestrado em virologia da Universidade Feevale, que coordena o curso de Medicina Veterinária da instituição, Fernando Spilki, é categórico em afirmar que as medidas de distanciamento e o uso de máscara de forma correta têm funcionado como proteção na pandemia.

Estudos internacionais apontam que o uso de máscaras serve como uma estratégia fundamental para a prevenção de doenças transmitidas pelo ar. Spilki reforça que a máscara deve levar em conta a proteção e não somente o estético.

“Deve-se ficar atento ao formato da máscara e o material que é usado”, frisa. Ele explica que as máscaras que conferem segurança acima de 90% são as N95, que filtram pelo menos 95% das partículas transportadas pelo ar, as cirúrgicas triplas e as de tecido com dupla camada, principamente as confeccionadas em tecidos de algodão.

Uso correto

Spilki orienta que as máscaras devem cobrir o nariz inteiro e descer até o queixo, sem vãos que possibilitem entrar gotículas, sempre aderindo ao rosto da melhor forma. “Há as que deixam passar o ar, com tecido muito fino, e as que têm um lenço, como “bandido do velho oeste”, não têm grau de proteção”, acrescenta.

O especialista faz um alerta: “A eficácia da máscara é demonstrada da forma como as pessoas usam, porque o que se vê ainda é um descuido nos locais fechados, tanto das pessoas atendidas como as atendentes ou de quem tira ou abaixa a máscara enquanto está caminhando, máscaras no queixo, com o nariz de fora.”

O especialista lembra a necessidade de cuidados com a exposição em locais fechados e o distanciamento. “Não se deve imaginar que a máscara é um campo de força”, sublinha.

A costureira aposentada Noemia Pimentel de Mello, 77 anos, não imagina as pessoas sem máscaras enquanto a vacina não chegar. “Temos que cuidar para não se contaminar e não transmitir”, reforça a idosa, que perdeu as contas de quantas máscaras produziu para doação no grupo da Cáritas da Paróquia São José Operário.

“Em dezembro parei de fazer máscaras, mas se for necessário farei mais. Pelo jeito que está é bem provável que a produção não vai parar. O povo não se cuida”, alerta a moradora do bairro São Jorge. Ela ficou craque na confecção de máscaras nos modelos bico de pato e de duas e três pregas.

Obrigatoriedade

Em maio do ano passado, o governador do Estado publicou decreto 55.240/20 tornando obrigatório o uso de máscaras nas ruas e em ambientes públicos em todo o Estado. Apesar disso, infelizmente tem sido comum ver pessoas sem o acessório, em especial no litoral norte.

 

Opções para todos os bolsos

Uma rápida pesquisa na região mostrou opções de preço e estilo de máscara. Em farmácias, tem as descartáveis até abaixo de um real. As de pano começam em cinco reais nas lojas. E há várias estampas.

Ela até já combina a máscara com o biquíni

Proprietária de uma loja de suplementos de Estância Velha, a empresária Greice Monique Nath foca a aquisição de suas máscaras em modelos duplo e com filtro. Para ela, além da questão do conforto, é preciso lembrar que elas servem para proteção. Por isso, escolhe modelos que deixam o rosto bem fechado, mas que proporcionem boa respiração.

“A máscara ajuda a prevenir muito a doença”, ensina. “Vamos continuar de máscara o ano inteiro. O meu grupo não é prioridade de vacina e, por isso, até lá vai ser máscara todos os dias.”

Por outro lado, ela conta que tem observado em sua cidade, e especialmente no litoral, onde passou o final de ano, que há quem não se importa com esse tipo de proteção.

Ela relata que ficou em um condomínio na praia no final de ano onde as regras exigiam o uso de máscaras para se deslocar e ir para a praia. No entanto, na beira do mar teve um susto.

“Fiquei chocada com as cenas que eu vi. A aglomeração de pessoas sem máscara alguma era gigante”, lembra Greice. Mas ela segue fiel a esta moda necessária. A empresária conta que até combinou a cor de uma máscara de lycra antimicrobiana, antialérgica e confortável com seu biquíni.

Valores e modelos diferenciados

 

Em três farmácias pesquisadas pela reportagem ontem (terça) constata-se que há valores e modelos diferenciados. Na Panvel, da Avenida Pedro Adams Filho, as descartáveis, de TNT, de tripla proteção, podem ser encontrada por R$ 9,99 em um pacote com cinco unidades. As de algodão estão em 10 reais. Na Farmácia São João, da Rua Primeiro de Março, esquina com a Rua Marcílio Dia,, as descartáveis estão por R$ 1,99 e as de tecidos por R$ 9,90, em modelo reutilizável, anatômico, em poliéster e elastano. E na Farmácia Hamburguesa, a máscara descartável em TNT custa R$ 10,50 em 10 unidades e as de tecidos são comercializadas a partir de seis reais.

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Por , em 2021-01-06 03:00:00


Fonte www.diariodecanoas.com.br



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