Ator desenvolve trabalho de preservação da cultura índigena em Manaus – [Blog da Solange Pereira]

Karapãna explica que ser índio e artista é algo natural para os povos indígenas porque a arte está presente no cotidiano dos índios, diferentemente das pessoas não indígenas. | Foto: Guilherme Gil

Manaus (AM) – Para não deixar que as tradições culturais da sua etnia desaparecessem com o passar dos anos, o artista visual, ator e artesão Karapãna realiza um importante trabalho de Educação Indígena em Manaus, atuando como professor, no ensino da língua Nheengatu e na revitalização cultural indígena.

Conceito de arte

Karapãna explica que ser índio e artista é algo natural para os povos indígenas porque a arte está presente no cotidiano dos índios, diferentemente das pessoas não indígenas.

“A arte na cultura indígena é vivenciada diariamente, nos cantos, na pinturas, nas danças, esculpindo madeira e nas demais atividades rotineiras. Isso, para nós, como índios, é o cotidiano, encaramos como parte da nossa vida. No dia a dia, nós colocamos ela em prática, e ela é simplesmente sistematizada na forma que o homem branco chama de arte”, comentou Karapanã

O ator já atuou como figurante na minissérie da Rede Globo “Aruana” e em um filme italiano, entre outros trabalhos.

Karapãna na fila do pão

A trajetória de Karapãna é o foco da entrevista que será exibida nesta terça-feira (22/12) no programa “Quem é você na fila do pão?”, apresentado pela personagem Filó, a Básica, interpretada pelo ator e diretor Paulo Queiroz.

O programa é exibido no Instagram (@quemevoce.nafiladopao), Facebook (Quem é você na fila do pão?) e YouTube (Quem é você na fila do pão?).

Karapãna participa como entrevistado na categoria Artes Visuais.

O programa de entrevista integra o projeto cultural “Quem é você na fila do Pão? – Edição Norte-Sul/Leste-Oeste”, concebido por Paulo Queiroz.

A iniciativa foi contemplada na Lei Aldir Blanc, no edital do Prêmio Manaus de Conexões Culturais 2020, na categoria Teatro, da Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (Manauscult) da Prefeitura de Manaus.

Movimentos Sociais

O ator também participa ativamente dos movimentos sociais indígenas, sendo fundador e presidente da Associação Indígena Karapãna (Assika). “Meu nome na língua Tukano oriental é Kay Vau Massame e na língua portuguesa é Joilson da Silva Paullino”, explica Karapãna, que tem 46 anos de idade e que adotou o nome artístico da sua etnia.

Karapanã também é cooperador e articulador de luta fundiária do Parque das Tribos em Manaus e mobilizador social. Ele conta que tornou-se professor porque via a necessidade de repassar para as novas gerações  todo o conhecimento tradicional que estava em risco de desaparecer.

Com um longo currículo de formação e experiência profissional, o artista, fez, entrre outros cursos, o de Saberes Indígenas na Escola, pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam), realizado de 2014 a 2016. Também participou da capacitação oferecida pela Secretaria Municipal de Educação de Manaus (Semed) de Formação de Professores Indígenas no ano de 2008.

Padrinho artístico

No projeto “Quem é você na fila do Pão? – Edição Norte-Sul/Leste-Oeste”, Karapãna tem como padrinho artístico o antropólogo João Paulo Lima Barreto, que é indígena da etnia Tukano, e que fundou o Centro de Medicina Indígena Bahserikowi.

Equipe técnica do projeto

Paulo Queiroz (direção e intérprete de Filó, a Básica)

Narda Telles (produção)

Denys Cauper (assistente de produção)

Thiago Queiroz (assistente de produção)

França Viana (assistente de produção)

Alê Ferraz (design e identidade visual)

Chamel Flores (cinegrafia, fotografia e edição de imagens)

Eugênio Lima (maquiagem)

Jonatas Sales (figurinos)

Cleide Monteiro (costureira) 

Guilherme Gil (assessoria de comunicação).

Leia mais:

www.emtempo.com.br/cultura



Por , em 2020-12-22 15:47:32


Fonte d.emtempo.com.br



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