Advogada larga carreira para abrir loja de roupas plus size – Pequenas Empresas Grandes Negócios – [Blog da Solange Pereira]

Nathália Quatrini: vestindo manequim 46, ela tinha dificuldade para encontrar roupas de que gostasse (Foto: Divulgação)

Depois de trabalhar por oito anos como advogada, Nathália Quatrini decidiu mudar de profissão. Quando se formou em Direito em 2011, ela tinha o sonho de ser delegada de polícia, mas não passou no corcurso público depois de três anos tentando. “Eu desisti e continuei como advogada, mas não gostava da minha carreira”, afirma.

Sem saber com o que poderia trabalhar, olhou para si mesma e pensou na dificuldade que tinha para encontrar roupas bonitas que servissem nela — que veste manequim 46. Decidiu então entrar no mundo da moda e abrir uma loja de roupas plus size com tamanhos de 44 a 62. Hoje, a empreendedora de 34 anos fatura em torno de R$ 10 mil por mês.

O planejamento da loja começou em 2018, e a primeira coleção saiu no início do ano seguinte. Ela gastou R$ 400 em tecidos para fazer as primeiras roupas. “Eu fiz uma peça de cada modelo, que eu mesma desenvolvi, e levei para uma costureira reproduzir”, diz a empreendedora. A jovem montou uma loja na frente de sua casa em Tupã, no interior de São Paulo, e começou a vender os produtos. O seu nome também virou o nome da marca: Nathália Quatrini.

O lançamento já foi um sucesso. “As pessoas receberam muito bem o meu negócio. Muitas mulheres se identificaram porque ainda é muito dificil encontrar roupas bonitas plus size. Como eu tinha essa dificuldade, muitas outras também tinham”, afirma. Ela diz que o seu diferencial é o fato de não fazer roupas pensando em esconder o corpo, mas sim realçando a silhueta com peças justas e que mostram a barriga. “Eu vejo o que as mulheres magras usam e transformo em plus. Nós podemos usar tudo.”

Além de vender as peças, a empreendedora tenta ser uma figura de inspiração para suas seguidoras e postar mensagens de autoestima. “Recentemente eu postei uma foto minha de bíquini e elas acharam o máximo porque tinham vergonha de postar. Elas viram que podem usar o que elas quiserem”, afirma. Quatrini também se tornou a modelo da própria marca e passou a vender suas roupas pelas redes sociais. 

“Nós podemos usar tudo”, diz a empreendedora (Foto: Divulgação)

Com o crescimento do negócio, a empreendedora comprou máquinas para fazer a produção própria com cinco funcionárias. Além disso, no meio de 2020, ela abriu um site para atrair mais clientes.

O sucesso fez com que Jaqueline Watanabe, conhecida de infância da empreendedora, quisesse virar sócia do negócio. A amiga mora no Japão e tem planos de voltar para o Brasil caso a parceria dê certo. E foi justamente Watanabe que conseguiu uma expansão inusitada para a marca. Morando no Japão, ela conheceu Eliane Chisaki, uma brasileira que queria encontrar um novo negócio. 

Vendo as dificuldades de mulheres que vivem lá e não conseguem comprar roupas plus size, Chisaki decidiu revender as peças de Quatrini. Usando as redes sociais, ela começou a vender em agosto de 2020 para mulheres da cidade Shizuoka e depois para outras cidades japonesas.

Quatrini tem planos de criar uma linha também de plus size masculino, uma demanda que ela sempre recebe, e também expandir para outros produtos, como calçados e cosméticos.



Por , em 2020-12-04 06:14:12


Fonte revistapegn.globo.com



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