Uso de máscara continua obrigatório no Pará e gera multa – Diário Online – [Blog da Solange Pereira]

Um dos principais itens de proteção contra a contaminação do novo coronavírus, a máscara, se tornou obrigatório no Pará. Embora exista regras que exige o uso, segmento da população tem ignorado ou utiliza de forma inadequada. Pelas ruas da capital e locais de grande movimentação, por exemplo, não é difícil encontrar pessoas que sem a máscara cobrindo o nariz e a boca, inclusive aquelas que são do grupo de risco, porquê os idosos.

Durante um breve passeio por alguns bairros de Belém, o DIÁRIO percebeu que o comportamento da população tem se repetido: a maioria usa a máscara, mas muitos ignoram. Esse cenário não deveria se tornar generalidade, principalmente porque pode custar custoso. O decreto estadual Nº 800/2020, de 31 de maio deste ano, que segue em vigor, define o uso obrigatório da máscara pelos paraenses. Paralelo a isso, existe a Lei 9.051/2020 que obriga o uso de máscaras em vias e logradouros públicos porquê medida de contenção à proliferação do novo coronavírus.

De concórdia com a Secretaria de Segurança Pública e Resguardo Social do Pará (Segup), de 10 de maio até às 23h59 da última quinta-feira (13), foram aplicadas, em todo o Pará, 6.369 multas, sendo 6.164 para pessoas físicas e 205 jurídicas que estavam em subversão ao decreto estadual. Ainda segundo a Segup, as fiscalizações ocorrem diariamente e na maioria das vezes quando a multa é aplicada a pessoa está descumprindo mais de um item do decreto, sendo priorizado no sistema o de maior sisudez. Os valores são de 150 reais para pessoa física e podem chegar até 50 milénio para jurídica, com a possibilidade de ser geminado a cada novidade infração.

Já o Comitê de Segurança Municipal informa que aplicou 200 multas pela não utilização de máscaras. “O órgão trabalha, também, de forma educativa, conscientizando a população sobre a prestígio do uso de proteção”, esclarece o Comitê.

Essa conscientização visivelmente não é de todos, mas há quem não abra mão dos cuidados necessários. “Para se avezar com a máscara, é horroroso. Até hoje não consegui. Mas quando se tem Deus, fica mais fácil enfrentar a barra. No caso dessas restrições e obrigações, elas são pesadas. Se for para o nosso muito, a gente tem mais é que usar mesmo. Eu não saio de moradia sem a máscara”, afirma Violeta Bentes, 49 anos, socióloga.

Já o encanador William dos Santos, de 43, que não foi infectado, confessa que só utiliza a máscara no trabalho e nos ambientes fechados, porquê ônibus, lojas e supermercados. “Não dá ‘pra’ permanecer com isso todo o tempo. Tiro para dar uma respirada. Mas, reconheço que ela é importante para evitar ser contaminado por qualquer tipo de vírus”, comenta.

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LUCROS

Enquanto a obrigatoriedade do uso de máscara segue em vigor porquê item de proteção contra o novo coronavírus, autônomos têm lucrado com o novo resultado nas mãos. De vários tamanhos, cores e tipo de material, é provável comprar o item que se tornou exigência para caminhar pelas ruas, acessar diversos espaços e que está sendo vendido em cada esquina.

Os ambulantes passaram a incrementar a máscara aos demais produtos, o que tem sido venda garantida, principalmente em tempos de crise. “Fiquei dois meses com a mesa fechada. Vinha ‘pra’ cá só pra vender máscara. Se não fossem elas, eu ‘tava’ ferrado”, conta João Araújo, que trabalha porquê camelô há 35 anos na avenida Nazaré.

Segundo ele, as vendas continuam em subida e tem gerado bons lucros juntamente com a comercialização dos relógios e óculos. “Tem desde 5 reais até 25 reais, que são mais reforçadas, tem o respirador e prendem detrás da cabeça. As máscaras mais vendidas são com estampadas religiosas”, diz João que possui uma modista responsável pela confecção dos produtos.

Djalma da Costa, de 59 anos, conserta relógio e aparelho celular, também no bairro de Nazaré. E com a pandemia e aumento na procura pelas máscaras, passou a vender o resultado. “Passei a vender em procura de uma renda melhor. E tem oferecido visível. Ainda se vende bastante, principalmente de algodão e as lisas, sem estampas. Lucro igual ao conserto de relógio e celular”, comenta.

Djalma passou a vender máscaras para melhorar a renda. Wagner Almeida/Quotidiano do Pará

 

As variedades deixam o facilitar administrativo Airton Fidelis, de 45 anos, sempre em incerteza. Ele já tem duas máscaras de tecido que utiliza no trabalho, na rua e em espaços de lazer. Para ele, a proteção ainda é a melhor escolha. “É para a minha segurança e de quem está à minha volta. Há pessoas que não sabem que estão infectadas por serem, talvez, assintomáticas. Mas ao transmitirem o vírus para uma pessoa do grupo de risco, por exemplo, os sintomas podem ser graves”, pontua.

LEIS

Lei estadual 9.051/2020 – De concórdia com a norma, todos os cidadãos e cidadãs, no contexto do Estado, ficam obrigados a utilizar máscara de proteção ao transitar por ruas e espaços públicos, e inclusive no interno de coletivos urbanos e demais formas de transporte de passageiros. Neste sentido, a legislação engloba os serviços de transporte público e privados, porquê os prestados por mototaxistas e motoristas de aplicativos.

Decreto municipal 96.170/2020 – Fica estabelecido, a partir de 24 de abril de 2020 e por tempo indeterminado, para todas as pessoas no contexto do Município de Belém, o uso obrigatório de máscaras de proteção facial não profissional, elaboradas conforme orientação do Ministério da Saúde, a serem utilizadas sempre que transpor de moradia.

Pelas ruas da capital, é possível encontrar pessoas conversando ou andando sem o item de proteção.

Pelas ruas da capital, é provável encontrar pessoas conversando ou andando sem o item de proteção. | Wagner Almeida/Quotidiano do Pará

Djalma passou a vender máscaras para melhorar a renda.

Pelas ruas da capital, é provável encontrar pessoas conversando ou andando sem o item de proteção. | Wagner Almeida/Quotidiano do Pará



Por , em 2020-08-17 07:21:00


Manadeira www.diarioonline.com.br



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