Rockenbach afirma que o Estado não mede esforços para combater o tráfico humano – POLICIAL – [Blog da Solange Pereira]


Conscientização e denúncia são os caminhos para a prevenção do tráfico de pessoas e para salvar vidas. Essa epílogo dos debates durante o 4º Seminário de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, realizado quinta-feira, 30 de Julho, dia mundial de combate a oriente delito. O evento online foi realizado pela Secretaria de Estado da Justiça, Família e Trabalho, em parceria com a Polícia Rodoviária Federalista.

“O Governo do Paraná é parceiro de todos os organismos de combate a esse delito nocivo à requisito humana”, disse o secretário Mauro Rockenbach, reafirmando a prestígio de conscientizar a sociedade e incentivar a denúncia uma vez que forma de salvar vidas.

Rockenbach afirmou que o Governo do Estado do Paraná não mede esforços para combater o tráfico humano, que na maioria mira vítimas destinadas à prostituição, seguida ao transacção de órgãos e à exploração de trabalho servo em latifúndios, na pecuária, oficinas de costura e na construção social. “Um totalidade de 62 milénio vítimas de tráfico de pessoas foram detectadas pela Organização das Nações Unidas em 106 países e territórios e as mulheres são a maioria das vítimas”, disse o secretário.

A preâmbulo do seminário contou com a presença da ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, que reforçou serem as mulheres as maiores vítimas do tráfico de pessoas. “Leste delito também é cometido contra crianças, adolescentes, homens, travestis e transexuais, inclusive imigrantes”, disse ela.

A ministra alertou que muitas pessoas que sofrem a violação de tráfico são impedidas de trespassar da situação por receberem ameaças contra si ou contra familiares ou, ainda, pela retenção de seus documentos, entre outros casos. “É preciso denunciar”, disse ela.

Rede de atenção

O seminário contou com o suporte do Ministério Público do Trabalho, Polícia Federalista, Câmara Técnica de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas de Foz do Iguaçu, Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Departamento de Migrações do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

O dirigente do Departamento de Resguardo dos Direitos Fundamentais e Cidadania da Secretaria da Justiça, Família e Trabalho, Paulo Sérgio Sena, explicou que a secretaria tem uma rede de atenção para impedir ou mitigar a esse delito. “Com a pandemia, as pessoas ficaram mais vulneráveis, tornando-se mira fácil para os criminosos”, disse.

O superintendente da Polícia Rodoviária Federalista no Paraná, Ismael de Oliveira, disse que o Paraná, em função das fronteiras com Paraguai e Argentina, mantém o alerta regular sobre esse delito. “Estamos prontos para o enfrentamento, com uma rede ampliada que permite a fiscalização de todos os modais logísticos do país”, afirmou.

Para a coordenadora do Núcleo de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas do Paraná, Silvia Xavier, o delito é sombrio, velado e invisível. “O tráfico de pessoas é feito dentro e fora do Brasil e atinge o trabalho análogo ao de servo, remoção de órgãos, servidão doméstica, adoção ilícito, enlace servil e servidão por dívida”, explicou.

Silvia alertou sobre o delito cibernético, que foi potencializado durante a pandemia, quando os criminosos utilizam a internet para entrar nas casas e persuadir pessoas que perderam seus empregos. “Temos que conscientizar a população para prevenir a ação criminosa”, explicou.

O delito

A Organização das Nações Unidas (ONU), no Protocolo de Palermo (2003), definiu que o tráfico de pessoas consiste no ato de comercializar, escravizar, explorar e privar vidas, caracterizando-se uma vez que uma forma de violação dos direitos humanos por ter impacto diretamente na vida dos indivíduos.

Segundo dados da ONU, o tráfico de pessoas é, em todo o mundo, o terceiro negócio ilícito mais rentável, logo depois das drogas e das armas. Essa prática não exclui nenhum país, nem indivíduos e as mulheres, crianças e adolescentes são as principais vítimas.

Os países mais vulneráveis ao tráfico de seres humanos e à exploração sexual são os marcados pela pobreza, instabilidades políticas, desigualdades econômicas, países que não oferecem possibilidade de trabalho, ensino e perspectivas de porvir para os jovens.

Confira uma vez que denunciar o delito

Qualquer quidam que foi ou é vítima de qualquer tipo de tráfico de pessoas ou conhece alguém que tenha sido aliciado, pode denunciar por meio dos telefones Disque 100 ou do Ligue 180, no caso de mulheres. Os serviços funcionam 24 horas por dia, incluindo sábados, domingos e feriados, e possuem atendimento em português, inglês e espanhol. Além de relação, podem ser utilizados para denúncias os seguintes canais:

Disque Denúncia: Fone 181

Médio de Atendimento à Mulher:  Fone 180

Ministério Público Federalista: (61) 3105-5100 – ou pelo e-mail [email protected]

Polícia Federalista: Fone 194 – ou no site www.dpf.gov.br

Brasília: (61) 3323-2302 / 2024-8450

São Paulo: (11) 3585-5000

Paraná: (41) 32517500

Defensoria Pública da União

Brasília: (61) 3319-4317 – www.dpu.gov.br

Curitiba:(41) 3304-4373 – [email protected]

Foz do Iguaçu:(45) 3521-3681- [email protected]

Ministério Público do Estado do Paraná (MPPR): (41) 3250-4000 – www.mp.pr.gov.br

Secretaria da Justiça, Família e Trabalho – (41) 3210.2890 – www.justica.pr.gov.br

Departamento de Direitos Humanos e Cidadania (DEDIHC): (41) 3210-7261 ou no site www.dedihc.pr.gov.br

Núcleo Estadual de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas no Paraná (NETP/PR): (41) 3210.2890 no site www.dedihc.pr.gov.br

No exterior ligue:

Espanha: 900 990 055 (opção 1) Informe: 61-3799.0180

Portugal: 800 800 550 (opção 1) Informe: 61-3799.0180

Itália: 800 172 211 (opção 1) Informe: 61-3799.0180

Em todas as plataformas, as denúncias são gratuitas, anônimas e recebem um número de protocolo para que o denunciante possa seguir o curso. A denúncia é recebida, analisada e encaminhada aos órgãos de proteção, resguardo e responsabilização em direitos humanos.

Com informações de Dependência Estadual de Notícias



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Por , em 2020-08-01 12:42:00


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