Máscaras protegem e, no DF, também geram empregos e renda – [Blog da Solange Pereira]

A força-tarefa para produção de máscaras protetivas não se resume exclusivamente a levar segurança à população. Desculpa e efeito da iniciativa, a parceria que reúne Sistema Fibrilha, Banco de Brasília (BRB) e Governo do Região Federalista tem gerado empregos em tempos de retração econômica e fechamento de postos de trabalho.

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Em Ceilândia, por exemplo, Luciano Marcena Costa, sócio do ateliê Dalita, fabricava peças íntimas e pijamas com exclusivamente três funcionários. Depois de ser integrado à força-tarefa passou a produzir máscaras e, hoje, tem oito colaboradores, entre costureiras e auxiliares.

Desde o início do projeto o ateliê de confecção Dalita já produziu 60 milénio equipamentos de proteção facial. Começou com uma produção semanal de 5 milénio e, hoje, dobrou esse número. Segundo Luciano Marcena, a iniciativa foi uma oportunidade para pequenas empresas, porquê a dele.

“Foi a nossa salvação. Porquê empresário me senti muito testemunhado e zelo, porque deram um suporte para os micro e pequenos empresários. Estamos todos no mesmo propósito: eu ajudo as costureiras, elas me ajudam a produzir e ajudamos a população. O lucro neste período está em segundo lugar”, destacou o Luciano.

José Humberto Pires: impacto positivo.

A Secretaria de Governo informa que já foram entregues mais de 1,2 milhão de máscaras reutilizáveis, de forma gratuita, porquê uma das medidas adotadas para combater a disseminação do novo coronavírus. Esclarece ainda que foram criadas estratégias e  protocolos que são revisados e avaliados, periodicamente, para medir a efetividade da ações de combate.

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Na avaliação do secretário de Governo, José Humberto Pires, a exigência do uso do equipamento gerou um movimento positivo na economia, criando-se uma cárcere produtiva. “É um impacto favorável mesmo no momento de grande dificuldade”, resumiu o secretário.

Mais oportunidades

A presidente do Sindicato das Indústrias do Vestuário do DF (Sindiveste-DF), Walquiria Pereira Aires, informou que 57 empresas e 555 colaboradores foram envolvidos na produção da primeira remessa de um milhão de máscaras, quantitativo que engloba o reaproveitamento de mão de obra e a rombo de novos empregos. Segundo a dirigente sindical, a premência das máscaras resultou na demanda de um novo setor, o da saúde.

“Sabemos que a maioria dos equipamentos de segurança individuais que a saúde consome no DF é de fora. Temos a intenção de qualificar nossas empresas para que possam fornecer esses equipamentos, atender à demanda e invadir uma fatia desse mercado”, afirmou Walquiria, lembrando que a tendência fortalecerá ainda mais a economia sítio.

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Costureiras relatam satisfação em ajudar em tempos de crises – Foto: Tony Oliveira/Filial Brasília

A Fibrilha avalia se tratar de uma ação que beneficia a comunidade em várias frentes: a população recebe máscaras gratuitas e de qualidade, a economia gira com o envolvimento de mais empresas e, principalmente, costureiras são remuneradas pela confecção das peças em um momento de crescentes dificuldades econômicas e estrangulamento do mercado de trabalho.

Paulo Henrique Costa, presidente do BRB.

“Para a Fibrilha, o IEL-DF, o Senai-DF e o Sindiveste-DF é muito gratificante ser parceiro nesse projeto liderado pelo BRB [Banco de Brasília], por meio do Instituto BRB e do Comitê Gestor do Programa Todos Contra a Covid, do Governo do DF. É uma forma bastante efetiva de colaborar com a redução da disseminação da Covid-19 e de reduzir os efeitos da crise econômica”, disse o presidente da Fibrilha, Jamal Jorge Bittar.

Modista de 45 anos, Sebastiana da Silva Sousa trabalhava com confecção de roupas, mas teve o contrato suspenso em decorrência da crise. Mas, desde maio voltou ao mercado trabalhando na confecção do Luciano, um dos selecionados da parceria entre o GDF e a Fibrilha. Ela disse que a oportunidade veio no momento claro, pois estava precisando muito de renda. “Além do serviço em si, saber que costurar máscaras deixa as pessoas com mais segurança é gratificante”, enfatizou a modista.

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Jamal Jorge Bittar, presidente da Fibrilha.

De convénio com um de seus papéis institucionais, o BRB atua de modo a estribar o desenvolvimento econômico, social e humano, com ações voltadas para população. “Poder contribuir com a economia do Região Federalista – gerando empregos e, ainda, possibilitando a promoção da saúde das nossas pessoas, porquê no caso da confecção das máscaras – é motivo de orgulho para nós”, observa o presidente do BRB, Paulo Henrique Costa. (Filial Brasília)

Por , em 2020-07-28 22:49:00


Nascente diariodopoder.com.br



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