Fermento para os negócios – ISTOÉ DINHEIRO – [Blog da Solange Pereira]

Crédito: Claudio Gatti

PARCERIA O projeto Apoie o Lugar,
criado por Cristiano Ranoya (em pé)
tem ajudado o confeiteiro Victor Oliveira a seguir trabalhando. (Crédito: Claudio Gatti)

O número de micro e pequenas empresas no Brasil atingiu a marca de 12 milhões em 2019, sendo 9 milhões delas de microempreendedores individuais. Hoje, a maioria está impedida de trabalhar, em virtude da pandemia do coronavírus. Sem rendimentos, muitos desses profissionais enfrentam situação financeira delicada e mobilizam a atenção de pessoas dispostas a ajudar. O espeque começou naturalmente com o consumo em estabelecimentos próximos de vivenda, devido à restrição de circulação e, agora, ganha força com campanhas de incentivo ao transacção sítio em plataformas digitais e a cessão de espaços para vendas de produtos em site de redes varejistas. O levedo tão necessário para o bolo da economia voltar a crescer. “Precisamos de todo mundo para cuidar de todo mundo”, afirma o economista Christiano Ranoya, idealizador do projeto Apoie o Lugar, que visa incentivar o consumo no próprio bairro.

PÓS PANDEMIA Serviços interrompidos, uma vez que cabeleireiro e manicure, podem ser agendados para o porvir, com descontos para o cliente.

Perito em mercado de consumo, Ranoya ficou sensibilizado com a situação de uma modista de um pequeno estabelecimento em frente à vivenda dele, no bairro do Panamby, na capital paulista. Durante visitante ao sítio, ele constatou a frustração da tratante por ter de fechar as portas e pela incerteza quanto ao porvir. Preocupado com a sobrevivência de outras pessoas na mesma situação, o ex-empreendedor reuniu nove profissionais de diversas áreas, que, ao doar sua expertise, ajudaram a desenvolver o site que faz a relação entre os prestadores de serviços e os clientes. Em exclusivamente quatro dias, 800 profissionais se cadastraram gratuitamente. O consumidor procura o perito por meio do site www.apoieolocal.com.br. O sistema pede o CEP, faz a procura no bairro indicado e indica, por ordem, os que ficam mais próximos.

Basta fazer o contato no telefone indicado, via WhatsApp, e fechar as condições. Serviços que precisam ser realizados rapidamente devem ser pagos diretamente aos contratados. A plataforma também abre espaço para promoções de serviços que não podem ser utilizados devido à quarentena, uma vez que o de cabeleireiro e manicure. “O profissional pode colocar: ‘Olha, se você remunerar agora te dou 80% de desconto no cabelo que vou te fazer em junho’”, explica Ranoya. Neste caso, a transação financeira será feita pelo WhatsApp. Depois conformidade com o cliente, o profissional enviará um link de pagamento, que deverá ser efetuado com cartão de crédito. Confirmada a operação, o consumidor receberá o voucher no seu WhatAapp.

PERTO DE CASA: Eletricistas e encanadores são alguns dos beneficiados por projetos que incentivam a contratação de profissionais da vizinhança. (Crédito:Divulgação)

O empreendedor Victor Oliveira se inscreveu no site. Formado em Publicidade e Propaganda, ele se tornou confeiteiro em seguida perder o trabalho na dimensão de marketing de uma rede de restaurantes, em 2016. Passou a comercializar bolos no pote. Fez as etiquetas, criou o logotipo e a marca Moço, Quero Bolo. Comercializava muro de 400 unidades por mês, em média, antes da quarentena – são 12 sabores com preços de R$ 9 e R$ 10. Agora, espera atrair os moradores do Jardim Sonia Ingá, região do Capão Rotundo, em São Paulo. “Vendi 5 milénio potes no ano pretérito”, diz ele, que planeja variar o portfólio com bolo gelado e brownie. “O momento é de todo mundo se reinventar e se ajustar”, destaca.

Conectar produtores e empreendedores locais aos consumidores da vizinhança também é o objetivo da plataforma gratuita Tesouros do Bairro, tecnologia social criada em 2018 pelo LelloLab (laboratório de pesquisas e inovação da administradora condominial Lello). Com o início da quarentena, em março, a gestora de projetos do site, Camila Conti, viu aumentar de 50 para 600 o número de profissionais cadastrados divulgando serviços. “No Tesouro do Bairro, o Brasil conseguiu colocar em prática o que se fala há dois anos: que não vivemos sozinhos”. diz. “Há inúmeras oportunidades de negócios na faceta de todo mundo.”

JUNTOS No site Tesouro no Bairro, de Camila Conti (à esq.), os artistas Caeto Melo, Claudio Promanação e Eliara Martins mostram seus trabalhos. (Crédito:Claudio Gatti)

O responsável de histórias em quadrinhos Caeto Melo é um dos recém-inscritos na plataforma. Residente no Jardim Rizzo, no Butantã, em São Paulo, viu no projeto a possibilidade de variar os ensinamentos na dimensão, sem nunca olvidar da tradicional divulgação porta a porta. “O projeto ajuda a deslindar quem está no bairro. Você fica sabendo que não precisa trespassar da sua região para ter lição de traçado, manducar yakisoba, além de outros serviços”, afirma ele, que dá cursos extracurriculares na Escola da Vila e na Escola Bakhita e tem dez livros publicados uma vez que ilustrador e dois romances autobiográficos. O locutor Claudio Promanação e a artesã Eliara Martins também divulgam seus trabalhos no site.

MOBILIZAÇÃO A rede varejista Magazine Luiza, que no ano pretérito teve lucro líquido de R$ 922 milhões, encontrou uma maneira de dar sua tributo aos empreendedores durante a pandemia, ao gerar o Parceiro Magalu. A plataforma do dedo permite aos pequenos empresários e comerciantes vender seus estoques de produtos no site, no aplicativo e futuramente nas lojas físicas. Os inscritos têm entrada a mais de 20 milhões de clientes da companhia pelo País. Os trabalhadores informais e autônomos poderão vender produtos da empresa por meio das redes sociais individuais. Pequenos empresários e comerciantes vendem seus produtos (serviços não fazem segmento do projeto) na plataforma. Autônomos e informais podem montar lojas virtuais para vender os produtos do Magazine Luiza. Recebem percentagem de conformidade com os critérios estabelecidos pela companhia. A cada transação realizada, a empresa paga percentagem. “Existe uma crise na saúde, e saúde é vida. A situação vai gerar uma crise econômica, mas a morte a gente não recompõe. A economia, sim”, diz Luiza Helena Trajano, presidente do Recomendação de Governo do Magazine Luiza.

” Existe uma crise na saúde, que vai gerar uma crise econômica. A Morte a gente não recompõe. A economia, sim” luiza Trajano, da magazine luiza. (Crédito:Nilton Fukuda)

Não deixar morrer os pequenos negócios também é a missão do Serviço Pátrio de Aprendizagem Rústico (Senar) e da Federação da Lavoura do Estado de São Paulo (Faesp). Em parceria com o Serviço Brasílico de Suporte às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) de São Paulo, as entidades criaram a plataforma do dedo Pertinho de Vivenda (www.pertinhodecasa.com.br), que faz a conexão entre clientes, comércios de bairro e produtores rurais. Basta ao consumidor colocar seu endereço ou CEP no site, selecionar a categoria de estabelecimento que procura e escolher de qual irá comprar em uma lista de pequenos comerciantes. “A pessoa não precisa trespassar de vivenda e também ajuda os produtores e os comércios que enfrentam grandes dificuldades”, afirma o presidente do Sebrae-SP e vice-presidente da Faesp, Tirso Meirelles. Exclusivamente no estado de São Paulo ele lembra que 99% das empresas consistem em pequenos negócios, que empregam 5 milhões de trabalhadores formais, além de responder por 27% (quase R$ 650 bilhões) do Resultado Interno Bruto (PIB) do estado, que, em 2019,
atingiu R$ 2,38 trilhões.


Por , em 2020-04-24 11:30:00


Natividade www.istoedinheiro.com.br



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