Brasileira que mora no Equador relata impacto da pandemia no país: ‘Vi crianças pegando comida no lixo de minha casa’ – [Blog da Solange Pereira]

Voo de repatriação deixa Quito, capital do país, nesta sexta. Com 17,5 milhões de habitantes, Equador é o segundo país latino-americano com mais casos de Covid-19

A carioca Clezes Lima de Matos vivia em Atuntaqui, a mais de 500 km de Guayaquil, epicentro da pandemia provocada pelo novo coronavírus no Equador. Apesar de mais tranquila a situação na sua cidade, ela decidiu pegar o voo de repatriação ao Brasil que deixa Quito, capital do país, nesta sexta-feira (24), com as duas filhas.

“Acabei absorvendo a tristeza dos outros. Já estava ficando depressiva, chorava muito. Não cheguei a passar muitas dificuldades, mas vi as crianças irem no meu lixo procurar comida. E eu com duas meninas em mansão. Nem consumir estava conseguindo mais. É muita tristeza”, contou ao G1.
Em fevereiro, seu marido, que é equatoriano, veio para o Brasil e a modista ficou sozinha com as duas filhas – a mais novidade de unicamente sete meses e a outra, uma moça que tem asma. Em meados de março, o governo determinou a quarentena e a “situação complicou”.

A pandemia pegou o país, que é produtor de petróleo, com os cofres vazios e intensificou a crise econômica, afetando severamente os mais pobres.

“Estão abusando muito no preço da comida. Porquê não tem ofício e as pessoas não estão sendo ajudadas, fica difícil”, afirmou a brasileira, que participava de uma associação lugar de moradores.

A modista conta que em Atuntaqui já há casos confirmados e muita gente vem de Ibarra, onde existem mais casos de infectados, sem que haja nenhum tipo de fiscalização.

“Eles estão dando subida para as pessoas que ainda estão doentes e elas não estão ficando em mansão. Eu mesma vi. Trouxeram para mansão um rapaz com máscara, que não estava restaurado ainda. Pouco tempo depois, ele estava saindo de moto. Tudo muito que estava usando máscara, mas imagino que deveria permanecer em mansão. Essa má fiscalização fez o vírus se propagar tanto”, afirma.

Clezes acredita que a situação da sua família será melhor no Brasil. “Vim para o Equador para dar uma qualidade boa de vida para minhas filhas, mas estou voltando porque tenho pavor. Imagino que as coisas vão piorar mais. Sei que no Brasil não está fácil, mas é muito dissemelhante”, avalia.

Manadeira G1



Por , em 2020-04-24 09:51:27


Manadeira www.jornaldafronteira.com.br



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