Voluntárias costuram aventais de plástico para profissionais da saúde – Geral – [Blog da Solange Pereira]

Foto: registro pessoal

A subida exposição ao novo coronavírus aliada à falta de equipamentos de proteção faz com os números de profissionais da saúde infectados cresça no Brasil. Segundo estimativa do Parecer Federalista de Medicina, murado de 10% dos médicos brasileiros está longínquo das suas funções por conta da infecção. O Parecer Federalista de Enfermagem, de negócio com boletim divulgado em 15 de abril, já contabilizava mais de 4 milénio enfermeiros em isolamento por razão da covid-19.  

Em muitos locais, os profissionais improvisam os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), que incluem o protetor ocular ou protetor de face, capote, avental ou jaleco, luvas e a máscara N95.  

Pensando na escassez de protetores, um grupo de voluntárias criou o projeto EPI Social, que, num primeiro momento, está confeccionando aventais de plástico médico para os profissionais da saúde do Hospital Universitário de Santa Maria (Husm). A teoria surgiu com a designer Mariana Pinho, que trouxe o movimento global Precious Plastic para a cidade em 2018, e a melhor amiga, Geovanna Dutra, proprietária da Traço Artesanal.  

Atualmente, Mariana mora em Amsterdam, na Holanda, mas conta que tem trocado o dia pela noite, por conta do fuso horário, para pensar em soluções para a cidade natal.

– Conversei com uma amiga médica e ela me relatou a falta de equipamentos de proteção. Fiquei pensando uma vez que a comunidade poderia ajudar e criamos um grupo de voluntárias para trinchar e costurar aventais de plástico – conta a designer.  

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O grupo já recebeu a primeira doação de plástico cristal, indicado e adquirido pelos médicos do Lauduz. Com os rolos do material, 250 aventais poderão ser confeccionados. O metro deste plástico custa em torno de R$ 11,00 e cada avental precisa de três metros para ser confeccionado.  

O grupo de voluntários já conta com 15 pessoas envolvidas, entre elas a estudante de engenharia biomédica da Universidade Franciscana (UFN), Daniela Gomes é uma das voluntárias. Ela fez a pesquisa dos tecidos e materiais que poderiam ser utilizados e uma vez que deveria ser feita a saneamento dos produtos.  

– Os aventais tradicionalmente usados nos hospitais são descartáveis. Estes vão poder ser reutilizados, portanto nós precisávamos entender uma vez que seria mais seguro o uso e as formas de esterilização – explica a estudante. 

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O grupo, agora, enfrenta a dificuldade de conseguir voluntários que possam subtrair os moldes disponíveis na internet, fazer o golpe e a costura dos aventais.  

– É uma premência urgente, os profissionais da saúde já estão usando aventais e máscaras de tecido TNT, um material inapropriado para o nível de exposição deles – completa.  

Quer ajudar a costurar ou doar para o projeto EPI Social?

Entre em contato pelo site episocial.myportfolio.com ou pelo WhatsApp (55) 99615-2132



Por , em 2020-04-23 13:23:00


Nascente diariosm.com.br



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