Em primeiro dia de uso obrigatório, população adere às máscaras em BH – [Blog da Solange Pereira]

Medida, anunciada em decreto na última sexta (17), tornou obrigatório o uso do equipamento para prevenção da Covid-19

No primeiro dia de uso obrigatório de máscaras em Belo Horizonte, a adesão ao equipamento foi considerável na capital mineira. A medida, que já vinha sendo comentada pelo prefeito Alexandre Kalil (PSD) desde o início da semana passada, foi oficializada em decreto na última sexta (17). A reportagem observou a reação das pessoas à formalidade, que vai tratado a normas para se evitar a propagação do coronavírus. 

Pelo decreto municipal 17.332/2020, da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) passa a ser obrigatório o uso de máscaras ou cobertura sobre o nariz e a boca em todos os espaços públicos, equipamentos de transporte público coletivo e estabelecimentos comerciais, industriais e de serviços no município.

A técnica em saúde bucal Luiza Terreno, de 52 anos, tinha o prática de usar máscara nas demandas do trabalho, mas agora estendeu a prática para o dia a dia nas ruas. A caminho do trabalho, na estação Pampulha, ela comentou sobre o que tem observado e a valia do uso de máscaras.

“Eu já usava porque minha profissão exige, mas a partir da obrigação achei magnífico. Se a contaminação é por gotícula, pela seiva, a gente evita de passar e pegar. As pessoas precisam entender que é importante. Ainda há resistência”, aponta Luiza.

Com o máscara no braço e esperando a chegada de sua traço de ônibus, Adriana Andrade, de 42 anos, ainda é um pouco resistente com o uso das máscaras. A facilitar de serviços gerais comentou que usa unicamente dentro do coletivo, sem ver urgência em outros espaços. É importante pontuar que especialistas orientam que a máscara não pode ter contato com nenhuma outra superfície além da cobertura da boca e do nariz para evitar contaminação.

“Eu não estava usando em lugar nenhum, mas passei depois da obrigação. Tenho meus cuidados. Tenho usado só dentro do coletivo. Na plataforma não em urgência. Só de tocar nas coisas a gente já pega o vírus. Se a gente tiver de pegar, vamos pegar de qualquer jeito”, coloca Adriana.

“Máscara, máscara”

A voz de Luciano de Oliveira cruza com os passos apressados para lá e para cá na estação Pampulha. Com a pandemia, o motorista ficou sem ocupação e encontrou uma saída com a venda de máscaras. A esposa, que é modista, confecciona as peças, e ele tem vendido deste a última quinta (16). No sexto dia de vendas, soma mais de centena vendidas, com um rendimenro quotidiano entre R$ 180 e R$ 250. 

“Estou desempregado e tenho que dar um jeito de lucrar numerário e sobreviver. Minha esposa está prenhe. Ela é modista, faz a máscara e eu vendo. Está dando notório e é uma renda para dentro de vivenda, para não faltar o nosso comida”, conta Luciano, que vende uma máscara por R$ 4 reais e três por R$ 10, peças confeccionadas em algodão e TNT. Antes, trabalhava transportando equipamentos fisioterápicos em municípios de Minas e de fora do Estado.

O decreto de Kalil dialoga com a veras de outras cidades da região metropolitana de Belo Horizonte, que desde o início do mês vêm tomando medida semelhante. Dessa relação, obrigaram o uso de máscaras a todas as pessoas que saírem de vivenda os municípios de Betim, Confins, Descrição, Lagoa Santa, Novidade Lima, Pedro Leopoldo, Santa Luzia, Vespasiano, Brumadinho, Capim Branco, Esmeraldas, Florestas, Igarapé e Itaguara.



Por , em 2020-04-22 09:06:00


Nascente www.otempo.com.br



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