Coronavírus: casal de BH produz e já doou mais de 1,3 mil máscaras de acetato para profissionais da saúde | Minas Gerais – [Blog da Solange Pereira]

Um parelha de Belo Horizonte montou uma pequena fábrica de máscaras faciais de acetato – para evitar a contaminação do novo coronavírus – dentro de moradia. Ao todo, eles já doaram 1.360 equipamentos para profissionais de saúde da última semana até esta quinta-feira (22).

Ele, um emérito com habilidades em marcenaria, e ela, artesã, estão produzindo os equipamentos. O libido de ajudar de Ledomara surgiu depois ver a um vídeo na internet que ensinava a fazer os protetores faciais.

“Eu recebi um áudio de uma senhora mostrando um vídeo. Ela é infectologista lá na USP. (…) Aí eu falei assim: vamos fazer, sei lá, só para família e tal. Aí ele falou assim: ‘Não. Se for fazer, vamos fazer recta’”, contou Ledomara Dias Ferri, artesã.

“Nós temos muita habilidade manual, ela com artesanato é artesã, porquê dona de moradia, tem muita habilidade manual e eu tenho uma marcenaria de hobby, logo, a gente tem umas facilidades pra trabalhar com a logística de quantidade”, completou Antônio Roberto Ferri, emérito.

De luvas e máscaras, Ledomara e o marido trabalham durante horas. Antônio faz o incisão nas folhas de acetato, que é esse papel transparente, e Ledomara monta as máscaras, uma por uma.

“Nosso kit é constituído de um arquinho, um acetato e um guia de instrução. Vai pegar o círculo, introduzir no furo, super fácil, tá pronta a máscara. Olha, para retirar, vai pegar com o polegar cá e levantar. Não pode pegar no acetato”, explicou Ledomara.

Uma orientação importante é que o acetato não pode ser limpo com álcool. Somente com chuva e sabão.

Marcelo Ribeiro, médico que atende pacientes com suspeita de coronavírus, sabe a influência da proteção.

“[Está em falta a máscara N95 e isso é um problema, né?] Muito, e é a falta no mundo inteiro, né? Eu não consigo entender porque as empresas não conseguiram fabricar a ponto de suprir, porque nós não estamos pedindo o respirador. O respirador a gente entende que vagar dois meses pra permanecer pronto. Agora, as máscaras teria que ter um processo mais rápido, né, e a gente não está conseguindo comprar”, comentou o médico.

E é o próprio Marcelo, técnico em saúde pública, quem entrega os protetores em hospitais.

“É o típico da ajuda de cuidar de quem cuida. Das pessoas preocupadas com os profissionais da saúde”, encerrou Marcelo Ribeiro.

Por , em 2020-04-22 20:27:00


Natividade g1.orbe.com



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