Advogada larga tudo para vender chapéu e bomba no Instagram – Consumo – [Blog da Solange Pereira]

Maria é advogada e trabalha com venda de chapéu há cinco anos. (Foto: Arquivo Pessoal)
Maria é advogada e trabalha com venda de chapéu há cinco anos. (Foto: Registo Pessoal)

Maria Luara Manhani Pires, de 28 anos, é advogada nascida em Rio Verdejante de Mato Grosso, a 204 quilômetros de Campo Grande. Há cinco anos ela se transformou na profissão e colocou mais artesanato na vida. Usando a palha originário, ela e o marido levam cor à cabeça de mulheres com chapéus, que agora são itens fashionistas e peças indispensáveis para fotos instagramáveis de blogueiras.

“Sempre gostei de voga e estilo. Antes de viver o Instagram, eu já ficava ligada em blogs e nas tendências da internet”, conta.

Famosas estão entre as clientes da sul-mato-grossense.
Famosas estão entre as clientes da sul-mato-grossense.

Casada há 15 anos, a família do marido, dona de uma fábrica de chapéus rústicos, convidou Maria para participar da produção. Foi quando ela teve o start de dar um “up” nas peças rústicas e vender chapéu com mais estilo e cor.  “Desde aquela era, eu estava vendo uma tendência de alguma coisa cromatizado na cabeça, com chapéu no estilo Panamá. Foi logo que o André, meu marido, que entende tudo de produção, teve a teoria de perfurar o Instagram”.

O sucesso não foi súbito, Maria diz que começou aos poucos a inserção da marca sul-mato-grossense, que leva seu nome, no mercado. Timidamente as peças foram chegando às famosas e blogueiras que começavam a olhar dissemelhante para marcas brasileiras e produtos com uma pegada artesanal. “Não tinha tantas opções de vendas de chapéus no Instagram assim porquê não havia popularidade do uso do secundário para diversas ocasiões”.

Maria conseguiu, usando a internet, transformar o tradicional chapéu de palha em item fashionista, com modelos e cores diferentes. “Com o tempo nosso chapéu foi se tornando objeto de libido. Procurei tendências lá fora e busquei resgatar o quanto ele é dissemelhante, valoriza qualquer mulher”.

Item faz a cabeça da mulherada com estilo e pegada artesanal. (Foto: Arquivo Pessoal)
Item faz a cabeça da mulherada com estilo e pegada artesanal. (Foto: Registo Pessoal)

O que antes era um secundário que só chamava atenção virou negócio sério e fez Maria mudar de vida. “Foi difícil largar a profissão na era, eu ia prestar concurso para a Defensoria Pública, era um libido, mas decidi encarar um novo negócio. Essa transição foi muito difícil, mas eu não desisti, eu acreditava que era verosímil transformar alguma coisa artesanal em alguma coisa grandioso”. Os chapéus, dos mais simples aos extravagantes são feitos de palhas 100% originário, garante a empresária. “De coqueiros das diversas regiões do Brasil”, afirma.

Ou por outra ela diz que usa e abusa do marketing e da notícia não só com famoso, mas com os bastidores. “Eu conheço os estilistas das famosas e os fotógrafos, e isso é importante. Foi mal eu comecei, aos pouquinhos, e fui conquistando nosso público. Estamos organizando uma plataforma com produtos novos que serão lançados em breve, ou seja, não basta só uma blogueira usar, é preciso possuir um trabalho envolvido e tenho muito orgulho disso ser feito cá, em Mato Grosso do Sul”.

Quem quiser conferir o trabalho de Maria, clique cá.

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Por , em 2020-04-21 09:50:00


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