Costureira melhora renda fazendo 100 máscaras de tecido por dia – Economia – [Blog da Solange Pereira]

Mãe e filha trabalham de 8 a 10 horas por dia, de segunda e sábado para atender a demanda (Foto: Kisie Aionã)
Mãe e filha trabalham de 8 a 10 horas por dia, de segunda e sábado para atender a demanda (Foto: Kisie Aionã)

Do dia 15 de março para cá, quando estouraram os casos do novo coronavírus (covid 19) no Brasil, Izis e a filha, Andreia, deixaram de lado os consertos e reformas de roupas para embarcar na produção de máscaras de tecido. Até agora, as duas já confeccionaram quase 1 milénio materiais de proteção.

São de 8 a 10 horas de serviço por dia para atender a demanda das clientes. Agora, as duas trabalham na produção de 700 máscaras para o Imasul (Instituto de Meio Envolvente de Mato Grosso do Sul). As encomendas não param e mãe e filha foram acionadas para a confecção de mais materiais. As duas conseguem produzir uma média de 100 por dia.

Os pedidos aumentaram em seguida o Ministério da Saúde orientar o uso para toda a população. Com 23 anos de experiência em consertos de roupas, a modista Izis Barbosa, 67 anos, tem um ateliê de costura na Rua José Gomes Domingues, no Bairro Santa Fé, em Campo Grande, onde trabalha na companhia da filha, Andreia Barbosa Franco, 46 anos.

Andreia com faixa de cabelo da mesma cor que a máscara (Foto: Kisie Aionã) 
Andreia com fita de cabelo da mesma cor que a máscara (Foto: Kisie Aionã)

Izis contou que depois de meses com lucros bons, o movimento havia tombado em torno de 90% em razão da pandemia. Foi por eventualidade que a modista começou com a produção de Equipamento de Proteção individual, quando uma vizinha ligou pedindo 30 máscaras. “As primeiras fiz com os retalhos que tinham cá. Andreia aproveitou para fazer uma foto, postou nas redes sociais e desde portanto não paramos mais de receber encomenda”, comemorou. .

Animadas com o “boom” na produção, mãe e filha compraram R$ 1,2 milénio de tecido na última semana, muro de 40 metros.  Enquanto Andreia corta os moldes e faz as marcações com ferro quente, Izis costura em uma das quatro máquinas que ficam num dos cômodos da vivenda. “Ontem nós fomos em uma loja de tecido e tinha bastante modista comprando. As lojas do ramo também estão lucrando”, contou Andreia.

Caprichosas e atentas aos detalhes, as duas começaram a produzir também fita de cabelo com a mesma estampa do tecido da máscara. O Equipamento de Proteção Individual de tecido pode ser reutilizado desde que seja lavado a cada uso. “Além das despesas da vivenda, temos gastos com aluguel, faculdade”, disse.

As preferidas, segundo as costureiras, são na cor branca, azul e preta, mas também têm de bolinhas, vermelhas, com estampas de crianças para todo o sabor. Cada uma custa R$ 10. Se o cliente quiser combinar com a tiara vai desembolsar um pouco mais, R$ 30.

Máscaras confecçionadas por mãe e filha fazem sucesso entre a clientela (Foto: Kisie Aionã)
Máscaras confecçionadas por mãe e filha fazem sucesso entre a clientela (Foto: Kisie Aionã)

Izis não quis revelar quanto está ganhando por semana com a produção de máscaras, mas garantiu que o lucro empatou com o rendimento que tinha antes com o conserto de roupas em dias bons. “Antes dessa crise eu era muito “reclamona”, mas agora aprendi a agradecer. “Deus é perfeito. Rezo bastante, tenho muita fé e sou devota de Nossa Senhora Aparecida”, contou.

Por , em 2020-04-19 09:37:00


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