O futuro incerto de Tereza Cristina no comando da Agricultura – [Blog da Solange Pereira]

Enquanto a pandemia do novo coronavírus avança pelo país, um novo conflito toma a cena política e coloca em xeque a transporte do Ministério da Lavradio, pasta de relevância importante neste momento de crise. Aumentou o clima já tenso entre o Planalto e o partido Democratas, que registrou uma baixa dentro do primeiro escalão do Executivo, com a saída de Luiz Henrique Mandetta do comando da Saúde. Companheira de partido de Mandetta, a ministra da Lavradio, Tereza Cristina, tem se mostrado disposta a continuar no governo — pelo menos por enquanto. Desde que o ministro da Ensino, Abraham Weintraub, fez troça com o principal parceiro mercantil do país, a China, coube à ministra extinguir o incêndio e negociar pela manutenção de boas relações com os chineses. Na inércia da atuação do ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, para costurar a prolongação das relações diplomáticas e comerciais entre os dois países, ela engendrou reuniões com representantes do agronegócio chinês para colocar panos quentes nos diálogos. A ministra ficou irritada, mas tem a crédito do presidente para, nos bastidores, continuar os trabalhos.

Uma vez que antecipou a poste Radar, o secretário de Assuntos Fundiários da pasta, Nabhan Garcia, anda costurando para derrubá-la do comando da Lavradio do país. Garcia foi uma indicação da dimensão ideológica do governo e flerta com o função de ministro desde a assunção de Tereza — ele se apresenta uma vez que “vice-ministro”, função inexistente que aparece no cartão pessoal do secretário. No Congresso Pátrio, a permanência da ministra no governo ainda é considerada uma incógnita. Parlamentares do DEM avaliam que as relações entre o Palácio do Planalto e o partido ganharam novos contornos nos últimos dias com o aumento do tom das críticas de Bolsonaro à atuação do presidente da Câmara, correligionário do DEM, Rodrigo Maia, e a resposta à profundeza dada pelo deputado em entrevista às Páginas Amarelas de VEJA. A ministra, porém, não foi indicação direta do partido — uma vez que foi o caso de Mandetta, com a costura do ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni. Ela tem o espeque da Frente Parlamentar do Agronegócio — coisa que, sabe Bolsonaro, Garcia não tem.

ASSINE VEJA

Covid-19: Sem Mandetta, Bolsonaro faz mudança de risco nos planos A perigosa novidade direção do governo no combate ao coronavírus, as lições dos recuperados e o corrida por testes. Leia na edição desta semana.

Clique e Assine

A avaliação sobre a permanência de Tereza Cristina passa pela avaliação de que a ministra é mais importante para Bolsonaro do que para o partido. Em exigência de anonimato, parlamentares admitem que a atuação de Tereza é mais relevante para o presidente do que para o DEM, principalmente para conduzir os diálogos com parceiros comerciais e prometer o provimento em meio à devastadora crise causada pela pandemia do coronavírus (Covid-19). Nos bastidores, ela defendia o trabalho de Mandetta e, apesar das duas famílias serem próximas — os avós de ambos os ministros, de Campo Grande, eram amigos —, ela não faz secção da mesma vertente política dentro do partido. Porém, suas relações com a estrutura partidária garantem a permanência da ministra no DEM. Da mesma forma que os trabalhos técnicos da ministra no comando da Lavradio, por ora, estão mantidos. “Se você me perguntar daqui duas semanas, já não sei”, afirma um cumeeira executivo do Ministério da Lavradio.

Por , em 2020-04-17 17:44:28


Manancial veja.abril.com.br



Clique aqui e saiba mais sobre o Super Kit de Moldes + Curso de Costura do Zero. Clicando agora você ganha mini kit gratuito para imprimir + aula grátis.

Deixe um comentário