De Pocoyo a Coringa: máscaras estilizadas fazem sucesso na prevenção de Covid-19 – [Blog da Solange Pereira]

Produção dos itens personalizados tem reservado renda a muitas pessoas durante a crise provocada pelo coronavírus

Com a recomendação do Ministério da Saúde de uso de máscara caseira por toda a população, muitas pessoas estão apostando na produção desses itens para prometer uma renda neste momento de crise e contribuir para a prevenção do coronavírus. Mas, mais do que um equipamento de proteção, as máscaras também podem ser estilosas e personalizadas, com estampas e modelos para todos os gostos.

De olho nessa tendência, a modista Eva Maria da Conceição, 56, que trabalha com confecção de fantasias, roupas de era e de cosplay há muro de sete anos em Belo Horizonte, passou a produzir máscaras caseiras com estampas com a temática nerd nesta semana, em parceria com uma loja de presentes personalizados chamada Persona-8. Em unicamente quatro dias, ela recebeu mais de 200 pedidos. Entre as estampas preferidas, estão as relacionadas a personagens de desenhos, uma vez que Pikachu. A máscara de rosas vermelhas com pequenas caveiras faz sucesso entre as mulheres.

“De certa maneira, isso ajuda a quebrar um pouco a angústia que todo mundo está passando, de ser obrigado a usar máscara, não poder abraçar ninguém nem chegar perto dos outros. Com essas máscaras, as coisas podem permanecer um pouco mais divertidas e leves”, conta Eva, que trabalha em um ateliê em mansão. “Nós temos em torno de 80 modelos de mostruário, e, se o pessoal pede alguma coisa dissemelhante, fazemos também”, diz.

As máscaras possuem uma primeira estrato de microfibra 100% poliéster e revestimento duplo de TNT. As peças estampadas saem por R$ 14 cada, mas, em caso de compras de volumes maiores, o valor pode chegar a R$ 10.

De contrato com o Ministério da Saúde, pesquisas têm indicado que a utilização de máscaras caseiras pode impedir a disseminação de gotículas expelidas do nariz ou da boca no envolvente. Em Novidade Lima, na região metropolitana de Belo Horizonte, o uso de máscaras se tornou obrigatório a partir desta quinta-feira (16). Em Santa Luzia, na mesma região, a obrigatoriedade começa a valer nesta sexta-feira (17). Em Betim, os moradores também terão de usar máscara a partir da próxima semana.

Na capital, o decreto que vai mandar a utilização de máscaras nas ruas será publicado nesta sexta-feira.

A autônoma Cristina César da Silva, 45, trabalha com bordados de uniformes para empresas e escolas e, com as medidas de isolamento impostas devido à pandemia, ficou sem renda e precisou se reinventar: veio a teoria, portanto, de produzir máscaras caseiras. Cada unidade é vendida por R$ 5, e os pedidos chegam a 50 por dia.

As máscaras de caveira são a campeã de vendas. “O momento é de tensão, sofrimento e incerteza. Quero fazer máscaras com estampa muito humorada, divertida, para que a gente possa tentar levar esse período, na medida do provável, com mais leveza”. O irmão de Cristina, que também é autônomo, é responsável pelas estampas, e a costura é terceirizada. As máscaras são feitas com malha 100% viscose e malha PV. 

A marca Mitou Camisetas, criada em Belo Horizonte, normalmente vende moletons e camisetas, mas, nesta semana, começou a comercializar máscaras com estampas variadas, que incluem memes da internet e frases divertidas, uma vez que “Tô rindo, mas de máscara” e “Fica longe de mim!”. As vendas da loja nesta semana já são 50% maiores do que na semana passada.

“A gente quis fazer alo dissemelhante para fugir do convencional, uma coisa mais lúdica para as pessoas terem motivo para rir nesse momento. O pessoal comprou muito a teoria”, conta o sócio da marca, Vinicius Fonseca. As vendas são realizadas pela loja online, e a cada cinco máscaras vendidas, a marca doa uma para o Hospital Paulo de Tarso, na capital.

A professora Kênia Rúbia Muniz dos Santos, 36, comprou máscaras estampadas para ela, o marido e os três filhos. Os meninos, de 11 e 12 anos, escolheram se proteger com o Coringa, e a pequena, de 3 anos, com o personagem Pocoyo. “A gente só tem saído de mansão para ir ao supermercado, geralmente um fica no sege com os filhos, e o outro desce, mas, mesmo no sege, a gente usa as máscaras para se prevenir”, conta Kênia. “Porquê a estampa é dissemelhante, eles se sentem especiais, ficam olhando encantados”, diz.

O motorista de aplicativo Bruno Silva, 38, comprou duas máscaras para se proteger contra o coronavírus: uma com estampa camuflada e a outra com gravura de caveira. “Escolhi essas duas por serem diferentes das convencionais. Uso sempre que saio para trabalhar e fazer compras. Me sinto protegido mais protegido assim. Também uso álcool em gel o tempo todo e, quando estou em mansão, lavo as mãos”, diz Bruni.

As máscaras caseiras devem ser lavadas em seguida o uso e descartadas quando apresentarem sinais de deterioração. A utilização do item, no entanto, não exclui a urgência de adoção de outras medidas de prevenção, uma vez que lavar as mãos com frequência e manter o distanciamento social.



Por , em 2020-04-17 03:09:33


Natividade www.otempo.com.br



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