Saiba como nasceu a boca que virou símbolo dos Rolling Stones


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Começou porquê um modesto símbolo, para enfeitar um compacto de 45 rotações e cartazes da orquestra. Mas logo se tornou uma imagem onipresente e, por termo, a marca mais famosa do rock ‘n’ roll. Há mais de 50 anos, a lendária “língua” dos Rolling Stones estampa de camisetas e isqueiros a cenários de palco. Estremecido pelos fãs da orquestra, o escorço transcendeu os Stones de muitas maneiras. Mas, quando foi encomendado, em abril de 1970, seu fundador, John Pasche, de 74 anos, não podia imaginar quão popular (e lucrativo) ele se tornaria.

Tudo começou quando o escritório dos Rolling Stones entrou em contato com a Royal College of Art, em Londres. A orquestra procurava um artista para produzir um pôster para sua turnê europeia de 1970. A escola de arte recomendou Pasche, um estudante de mestrado. Ele se encontrou com Mick Jagger para discutir ideias e apresentou uma teoria uma semana depois. O cantor não ficou satisfeito.

— Ele recusou — recorda o artista, aos risos. Mas Jagger deu uma segunda chance: “Tenho certeza que você pode fazer melhor, John”.

Lábios de Jagger?

A segunda e última versão agradou mais. Pasche foi procurado logo depois por Jo Bergman, assistente pessoal da orquestra. Desta vez, em uma epístola de 29 de abril de 1970, Bergman pediu “uma marca ou símbolo que pudesse ser usado em papel, porquê toga de programa e material de prelo”.

Ao contrário da crença popular, a logo, originalmente criada em preto e branco, não era destinada a simbolizar a língua e os lábios de Jagger.

— Eu disse a ele: com certeza são os lábios de Mick Jagger! — lembra Victoria Broackes, curadora sênior do Victoria and Albert Museum, que em 2008 comprou pela internet o design original em uma lar de leilões em Chicago, em nome do V&A. Pasche, diz ela, “parecia um pouco confuso e comentou: ‘muito, talvez subliminarmente, mas não’”.

Influência hindu

Em uma reunião com o designer, alguns meses depois das primeiras conversas, Jagger foi mais específico: ele queria “uma imagem que pudesse funcionar por conta própria… porquê a logo da Shell. Ele queria esse tipo de simplicidade”. Durante o mesmo encontro, Jagger mostrou a Pasche uma ilustração da nume hindu Kali, que ele havia visto em uma loja perto de sua lar. O cantor estava mormente interessado na cultura hindu, em voga na Grã-Bretanha. Mas o que impressionou Pasche foi a boca oportunidade e a língua protuberante de Kali — que para ele poderiam simbolizar também um símbolo juvenil de protesto.

— É o tipo de coisa que as crianças fazem, botam a língua para fora — explica. — Por isso pensei que funcionaria muito.

A logo foi executada no termo de 1970, e o álbum “Sticky Fingers”, de abril de 1971, marcou sua primeira aparição pública. No entanto, uma versão selecção apareceu nos Estados Unidos, “levemente modificada por Craig Braun”, diz Andrew Blauvelt, curador de design do Museu de Artes de Manhattan.

Capa do álbum 'Sticky fingers', dos Rolling Stones Foto: Reprodução
Toga do álbum ‘Sticky fingers’, dos Rolling Stones Foto: Reprodução

Direitos vendidos

Na estação, Braun trabalhava com Andy Warhol para realizar a teoria de um zíper na toga do álbum. Pasche diz que Braun modificou o design não porque faltava um tanto, mas porque havia sido enviado às pressas por fax aos Estados Unidos. O fax “era muito granulado e cinza” e a logo, Pasche admitiu, “precisava ser redesenhada”. A versão alongada de Braun, com linhas e destaques extras, continua a ser usada oficialmente.

Mick Jagger vestindo camiseta com a logo dos Stones, em 1978 Foto: Michael Putland / GettyImages
Mick Jagger vestindo camiseta com a logo dos Stones, em 1978 Foto: Michael Putland / GettyImages

E, depois disso, o trabalho de Pasche passou a ser atribuído a outros.

— Muita gente pensa que foi Andy Warhol — diz Broackes.

Ela acredita que isso acontece porque Warhol recebeu crédito pelo resto da arte de “Sticky Fingers”.

A partir dali, a logo ajudou a gerar muito quantia para os Stones. Alan Edwards, que lidou com a publicidade da orquestra nos anos 80, diz que eles “devem ter arrecadado um bom bilhão de libras em shows, vendas de discos e DVDs, merchandising e exposições”.

Já Pasche diz ter recebido 50 libras em 1970 e um bônus de 200 libras. Unicamente em 1976, quando um contrato solene foi estabelecido, o designer começou a receber royalties. Pasche se lembra de sua participação porquê 10% da receita líquida nas vendas de merchandising. Segundo ele, isso rendeu “alguns milhares de libras” até 1982, quando vendeu seus direitos autorais à orquestra por 26 milénio libras.

Versão colorida da logo "língua e lábios" Foto: John Pasche
Versão colorida da logo “língua e lábios” Foto: John Pasche

Ele ri quando diz que “provavelmente estaria morando em um forte”, se tivesse mantido os direitos autorais. Mas, segundo conta, a decisão foi forçada por uma lei dúbia da estação sobre direitos de uso —se uma empresa estivesse usando uma marca por vários anos e essa marca fosse reconhecida porquê secção da empresa, ela poderia tentar assumir direitos autorais. O jurisperito de Pasche disse que havia risco de perder no tribunal, logo eles negociaram.

Depois 50 anos, Broackes acredita que o escorço resume a atitude irreverente dos Rolling Stones, e fez sucesso por sua capacidade de adaptação.

— Foi reformulado de tantas maneiras diferentes. Não há muitas logos que podem ser pequenas num encarte de disco, ou enormes porquê secção de um cenário de palco. Isso é incrível.

Por Joobin Bekhrad, Do New York Times , em 2020-04-16 04:30:07


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