Costureiras artesanais entram em cena | Sociedade | Jornal de Angola – [Blog da Solange Pereira]

Sociedade

José Meireles

“Com 500 kwanzas, prefiro comprar umas cervejas, do que gastar numa máscara”, resmungava uma jovem de aproxidamente 25 anos, moradora do bairro Mirú, Mulenvos de Cima, município de Viana, em Luanda. Ela acabava de ouvir uma zungueira a predicar pela rua a venda de máscaras cirúrgicas de protecção.

Retrato: DR

Depois de ouvir as palavras da jovem, por sinal sua vizinha de bairro, dona Teté, modista de profissão, decidiu suspender todas as obras até portanto encomendadas por clientes, para se destinar exclusivamente à confecção de máscaras artesanais, à base de panos.
“Langa”, porquê é conhecida na zona, é uma modista muito solicitada, principalmente pela categoria feminina, para fazer vestes à base de tecidos africano, apoucar e costurar peças de vestuário de crianças e adultos.
Segundo a dona Teté, as palavras, em meio a ignorância, daquela jovem, que preferia a cerveja à máscara, comoveram-na bastante. “Chamou-me a atenção para fazer alguma coisa, para ajudar a população”, explicou.
Ganhou mais consistência a teoria de fazer máscaras, porque as farmácias do bairro não as tinham à venda, na fundura, e alguns vizinhos do bairro não faziam uso delas.
Até portanto dona de três máquinas de costura, duas das quais roubadas por desconhecidos, desde o início da pandemia no país, dona Teté coloca em frente à porta de vivenda o meio de trabalho todos os dias, desde às primeiras horas da manhã, retirando-o unicamente em seguida ao raiar do sol. Diariamente, fabrica entre 15 e 20 máscaras, resultantes da sobra de tecidos usados anteriormente na confecção de roupas. E vende cada produção a 200 kwanzas.
“Decidi fazer máscaras para ajudar os vizinhos, a um preço simbólico, mas, para meu espanto, os maiores clientes vêm de zonas distantes, uns a pé, outros quando estão nos táxi e param para comprar. Já os do bairro ignoram o cláusula”, revelou a modista.
Os artigos manufacturados por Langa são despachados por três zungueiras, que os levam a outras zonas e, sobretudo, a paragens de táxi, fi-cando cada uma delas com uma percentagem dos lucros, de quem montante não revelou.
Nessa fundura, a maior dificuldade da modista é a falta de tecidos e de outros acessórios, porque não circulam na zunga e os armazéns estão encerrados, no contextura do Estado de Emergência, por não serem artigos essenciais de consumo.
“Agora, as máscaras


caseiras é que estão a ‘espancar”, disse a modista, acentuando que, desde o início da pandemia, as clientes deixaram de encomendar roupas. Hoje, quem circula por Luanda e pelo resto do país facilmente se apercebe da presença de pessoas com máscaras de tecido, cobrindo nariz e boca, mesmo à intervalo, a julgar pela tonalidade das cores dos tecidos.
Trata-se de uma escolha de protecção individual, numa fundura que o cláusula escasseia no mercado, juntando-se também a subida de preço nos circuitos oficiais.

Troca a cada duas horas

Devido à escassez de máscaras convencionais, as de fabrico artesanal, de papel ou tecido poderoso, podem ser usadas. Mas recomenda-se a troca a cada duas horas, disse, ao Jornal de Angola o médico Afonso Wete.
Solicitado a esclarecer as vantagens das máscaras artesanais de tecido, o médico disse que, apesar de não ter consenso, quanto ao uso ou não, “é mais uma utensílio de protecção individual”.
Técnico em Medicina Interna, formado em Cuba, Afonso Wete esclareceu que leste tipo de produção “pode vir a ser mais uma manancial de contaminação, devido à humidade que se forma no tecido, ao falarmos ou ao respirarmos”.
“Uma vez que, numa primeira tempo, a doença é silenciosa, onde sequer o portador se apercebe dela, aconselha-se às pessoas a usarem as máscaras quando estão na rua”, disse o médico.
O também macróbio director-geral do Hospital Sanatório de Luanda deu a saber a existência de vários tipos de máscaras e as formas de uso. As chamadas máscaras cirúrgicas, muito vulgares entre nós, nos últimos dias, são para usar por portadores de doenças de mensalidade respiratório, “porquê barreira para evitar a dissipação de vírus, durante a tosse ou espirros”.
Segundo o médico, esse produção “serve para proteger terceiros e não as pessoas no universal”, defendendo o seu uso sempre que o suposto doente estiver, por exemplo, em lugares com muita gente, porquê óbitos e funerais.
Outro tipo de máscara é o N95, que tem um filtro privativo. De conciliação com o técnico, “deve estar reservada unicamente para os técnicos de saúde”.

 

 

Por , em 2020-04-16 08:22:00


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