cenário é oportunidade para empreender; veja dicas de renda online – [Blog da Solange Pereira]

A pandemia do novo coronavírus transformou de forma radical a rotina e obrigou as pessoas a se adaptarem a um novo contexto. O cenário pode parecer contrário, mas especialistas e cases de sucesso mostram que há oportunidade para a geração de um novo negócio ou para reinventar o que já está em curso.

Regina Boos montou um ateliê de costura em um quarto de seu apartamento – Foto: Divulgação/ND

“Empreendedorismo significa aquele que realiza. O empreendedor deve olhar com atenção para o momento de crise e ver onde estão os problemas. Dessa resposta que vai vir o resultado”, diz a jornalista, consultora e palestrante Verônica Machado.

Foco nas necessidades do público

O consultor do Sebrae Daniel Keller recomenda explorar as necessidades do público neste momento de quarentena e em seguida a passagem da “crise mais aguda”.

Para isso, o empreendedor deve tirar o foco somente do resultado ou serviço que quer vender e desafiar-se a pensar em quais problemas podem ser resolvidos e quais benefícios podem ser entregues.

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É a partir da leitura do que tem real valor e preço para o cliente que é provável formatar uma vez que entregar determinados produtos ou serviços. A jornalista Verônica reforça que quem deseja empreender deve trespassar da zona de conforto e observar o que a sociedade precisa nesse período.

“Se eu tenho máquina de costura e tecidos e as pessoas precisam de máscaras, logo posso iniciar a produzi-las. Se as pessoas estão impedidas de ir a restaurantes, posso iniciar a produzir marmitas e entregá-las em lar”, exemplifica.

Foi justamente a recomendação de utilizar máscaras caseiras uma vez que aliadas na prevenção e combate ao novo coronavírus, regulamentada pela prefeitura de Florianópolis, que fez a artesã Regina Boos, de 56 anos, voltar à atenção a esse novo resultado.

Novo resultado

Regina, que também é professora de inglês, produz as peças em um pequeno ateliê montado em um dos quartos do apartamento onde mora, no Núcleo da Capital. Faz muro de um ano que ela tomou gostou pela costura, quando se matriculou em um curso.

Até logo, produzia bolsas e necessaires e seus principais clientes eram membros da família, que a incentivaram a fabricar uma conta na rede social Instagram e vulgarizar o trabalho da marca Regina Boos Handmade.

Em tempos de isolamento social, foi por meio de videoaulas que a artesã aprendeu a produzir as máscaras de tecido, feitas com tecidos que já tinha em lar.

Regina produziu mais de 300 máscaras de tecido em 10 dias – Foto: Divulgação/ND

O consultor do Sebrae comenta que o empreendedor deve julgar se seu conhecimento e habilidades são condizentes com o que o cliente espera e com o que se propõe a entregar.

“Se há afinidade, conhecimento ou até experiência anterior isso será um ponto muito positivo para o negócio. Mas caso o empreendedor perceba que precisa aprender ou desenvolver um pouco, isso não deve ser motivo para inviabilizar a teoria, mas sim um impulso para buscar conhecimento, escora e capacitação para poder aprender e colocar o projecto em prática”, orienta.

Boca a boca

No início, Regina oferecia as máscaras de tecido de perdão aos vizinhos. O “boca a boca” fez crescer o número de encomendas e a artesã chegou a produzir mais de 300 máscaras em 10 dias, utilizando tecidos do montão. Ela, logo, passou a cobrar um valor pelas máscaras devido à falta de elástico, que precisou ser adquirido pela internet.

A jornalista e consultora Verônica Machado diz que o empreendedor deve olhar com atenção para o momento de crise e ver onde estão os problemas – Foto: Reprodução/Facebook/ND

Desde o início da produção, a artesã viu o número de visitas em sua página no Instagram saltar de 40 para 380 por semana. A expectativa é que as pessoas que buscam as máscaras se interessem pelas outras peças e se tornem clientes fixos.

Em função da grande demanda, Regina passou a relatar com duas ajudantes: a filha Renata, de 25 anos, e a sobrinha Carolina, de 31 anos. As duas auxiliam no namoro dos tecidos, modelagem, separação e entrega das peças.

A artesã faz questão de seguir à risca as orientações de segurança. As duas máscaras que compõe o kit são devidamente higienizadas com soluções de chuva e álcool e passadas a ferro.

Cada kit produzido por Regina é vendido por R$15 e muro de 60% do valor arrecadado é doado ao projeto Caminho do Afeto, de Florianópolis, que oferece cestas básicas e lanches a famílias carentes e pessoas em situação de rua.

Oportunidade de inovar

Keller diz que a atitude do empreendedor ou empresário perante cenários de desafios é tão relevante quanto a melhor estratégia. O crucial é entender que um momento de crise pode ser a oportunidade para inovar ou concretizar um pouco que já era importante e necessário para o negócio.

O consultor do Sebrae, Daniel Keller – Foto: Reprodução/Facebook/ND

“Isso será um diferencial entre quem ficará com as dificuldades inerentes ao cenário atual e quem sairá fortalecido e pronto para crescer e escoltar as tantas mudanças que continuarão desafiando nossa capacidade de se reinventar”, afirma.

Mudança de foco

Foi pensando nisso que as irmãs Fabiana Mollmann, de 35 anos, e Juliana Mollmann de 37 anos, mudaram alguns aspectos da marca Tudonas, confecção de roupas femininas.

A empresa que tem dois anos e possui escritório e showroom em Blumenau, vende os produtos a lojistas da região.

Com o transacção fechado, as irmãs passaram muro de 10 dias trabalhando em lar e pensando nos próximos passos da empresa. Nesse período, do diálogo com clientes e parceiros surgiu a teoria de fabricar um catálogo virtual exibindo as peças que estavam disponíveis. Ou por outra, a empresa realizou um estabelecimento online.

“Falamos com muro de 200 clientes, um por um, e todos deram o ok. Esse momento é quebrável, pleno de incertezas, e é indiferente se você já trabalha numa empresa ou vai empreender. Por isso, ficamos muito gratas com a adesão. O estabelecimento foi um sucesso”, comemora Fabiana.

As sócias também aproveitaram o momento para inovar na compra e entrega dos produtos.  “A cada compra, a cliente era presenteada com duas máscaras de tecido. Ou por outra, a cliente recebeu a peça em uma caixa peculiar, com home spray e uma cartinha escrita à mão”, diz Fabiana.

As irmãs e empresárias Fabiana e Juliana Mollmann – Foto: Divulgação/ND

Empurrãozinho

O novo contexto de isolamento social, também fez com que as irmãs planejassem o lançamento de um e-commerce. Fabiana conta que as sócias prezavam o “contato físico” e que a ingresso no mundo do dedo foi um rompimento de barreiras.

“O período de quarentena foi o ‘empurrãozinho’ que faltava para testar coisas novas, que antes nós não nos permitíamos. Por incrível que pareça nesse momento, a gente conseguiu fazer mais coisas e melhores, porque você pensa em cada pormenor, com cautela”, diz a empresária.

6 ideias de renda extra para fazer online em tempos de coronavírus, por Verônica Machado:

  • Reforço escolar: para quem manda muito em alguma material e pode ajudar estudantes com aulas online;
  • Revisão de texto: para quem entende de gramática e estilo textual e pode ajudar autores de livros, blogueiros e empreendedores com revisão;
  • Produção de máscaras: para quem costura e tem tecido. Pode fazer máscaras e vender para os vizinhos;
  • Venda de comida delivery: para quem cozinha muito e tem equipe para fazer as entregas no bairro;
  • Venda de desapegos: para quem fizer uma limpeza nos armários e desvendar objetos que podem ser vendidos;
  • Ensino de idiomas: para quem é fluente em um linguagem e pode ensinar quem quer aprimorar essa habilidade.



Por , em 2020-04-16 14:40:00


Manadeira ndmais.com.br



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