Empresrio transforma casa de festas em ateli de mscaras reutilizveis – [Blog da Solange Pereira]

(foto: Divulga
(foto: Divulgao/Jefferson Manuel)

Em meio crise causada pela pandemia do novo coronavrus, o empreendedor mineiro Jefferson Manuel, de 40 anos, transformou a morada de festas Senzala, localizada na Regio do Barroca, em oficina de mscaras reutilizveis. A teoria foi uma forma de substituir a renda que ele tinha com o buf, impedido de funcionar. As mscaras confeccionadas no lugar so vendidas de R$ 8 a R$ 30. 

Jefferson, que estava afeito a atender casamentos, festas, feiras e exposies, enxergou no coronavrus uma forma de ajudar a prima, Claurinei Pereira, de 37 anos. A mulher, conhecida uma vez que Clau, veio de Muria, Zona da Mata mineira, para seguir os sonhos, logo aps ser demitida de uma fbrica de costura. “Quando percebi que, depois do decreto do prefeito Alexandre Kalil, no poderamos mais terebrar a morada porque era preciso evitar aglomeraes. J fui logo pensando uma forma de no perder a renda. Foi a que tive a teoria de encontrar uma mquina de costura velha da minha me. Tirei o p, e chamei a Clau para participar. Foi uma forma de a gente se ajudar tambm”, conta o empreendedor.

“ uma maneira de ressignificar o lugar. A gente tem a vontade de transformar em um espao cultural, mas no tnhamos disposto em prtica. Fazamos algumas feiras e exposies, mas zero alm disso. Agora, quero transformar e ressignificar. Gerar um espao para arteses e costureiros. Fazer lição de zumba, produzir um festival de comida mineira e desfiles de tendência”, projeta.

Divididos em uma fora-tarefa, Clau e Jefferson j confeccionaram mais de 200 mscaras. As vendas esto sendo feitas via WhatsApp e a entrega pelo porto da antiga morada de festas, mantendo proximidade de segurana com os compradores.

De negócio com a modista, essa foi a forma que ela encontrou de ajudar as pessoas e tambm conseguir manter a renda. “ muito gratificante, sabe? A gente est ajudando as pessoas, porque estamos mantendo elas protegidas e tambm estamos cuidando da gente”, explica.

Questionado sobre o nome do lugar, que remete s senzalas que eram os locais onde os escravos eram aglomerados de forma desumana nos engenhos e fazendas do Brasil Colnia e do Imprio do Brasil entre os sculos XVI e XIX, Jefferson garantiu que queria transformar a tristeza em alegria. “Veja, obviamente as senzalas foram lugares de muita dor, mas tambm foram lugar de expresso cultural. Por isso a escolha do nome. Remete s coisas boas, os momentos de felicidade e sarau”.

Por , em 2020-04-15 16:03:43


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