Vouchers: vender agora para entregar depois vira tática adotada contra a crise – Pequenas Empresas Grandes Negócios – [Blog da Solange Pereira]

Loja fechada (Foto: GettyImages)

Loja fechada (Foto: GettyImages)

Com as portas fechadas ou com os serviços interrompidos, profissionais de todos os tipos têm buscado uma saída para continuar fazendo o moeda remoinhar e evitar demissões ou até a falência: os vouchers.

Em universal, o negócio é bom para os dois lados, mas há também a parceria só por solidariedade. Proprietário de uma barraca no Posto 9, na Praia de Ipanema, Joel Luis Gonzaga da Silva contou com a ajuda de frequentadores assíduos para ver luz no termo do túnel.

— Entre compras de vouchers e depósitos solidários, foram 57 transações. Quem mostrou preocupação comigo e com a minha equipe, que é formada por mais cinco pessoas, foi um cliente idoso, o Roland — conta Silva (99134-6976), que mora em Senador Camará e trabalha nas areias há 27 anos.

Já Luiz Mandarino vende drinques há duas décadas na feira da Rua General Glicério (sábados) e na Rossio São Salvador, em Laranjeiras (domingos). Agora, negocia vouchers das bebidas.

—Uma vez que tenho uma clientela leal, sugeri a venda de vouchers com um belo desconto para que as pessoas os usem logo que o mundo voltar ao normal. Na verdade, o moeda está sendo revertido para os meus dois ajudantes, que estão sem renda. A resposta tem sido satisfatória. Em cinco dias, vendi tapume de 60 vales — diz Mandarino.

A Liga dos Botecos, em Botafogo, que reúne em um único estabelecimento Momo, Cachambeer, Botero e Bar da Frente, também oferece voucher de consumação antecipada com benefícios. Por meio do link www.abacashi.com/p/voucherliga, a pessoa compra o voucher e pode utilizar uma vez que preferir. No site, o cliente escolhe o tipo de voucher desejado, além de poder seguir toda a arrecadação atualizada periodicamente.

— Estamos atravessando um período muito difícil. As nossas maiores preocupações hoje, além da vida de todos nós, são os salários dos colaboradores e o pagamento do aluguel e de alguns fornecedores. O voucher foi uma das soluções — explica o chef-executivo Bruno Vaz.

Por meio do projeto #ApoieUmRestaurante, parceria da Stella Artois com o Chefs Club, é verosímil comprar um vale de R$ 100, para consumo até 31 dezembro, com 50% de desconto. A iniciativa paga a outra metade à lar, que recebe o valor totalidade no dia seguinte à compra. São 60 milénio vouchers distribuídos por mais de 3.400 estabelecimentos no país todo — só na cidade do Rio são quase 400 endereços. A lista completa está em www.apoieumrestaurante.com.br.

Dona de um pequeno ateliê na Avenida Atlântica, em Copacabana, a estilista Erica Rosa, que tem o perfil @ericarosaatelier no Instagram, stá oferecendo vouchers de R$ 500, com bônus de mais R$ 300, para suas clientes. Além de dar a chance de o consumidor parcelar a compra em cinco vezes e um prazo de seis meses para a retirada da peça, ela caixa com o frete. Outra iniciativa no meio da voga é a da loja de aluguel de vestidos de sarau Powerlook, em Ipanema. A marca lançou vouchers de R$ 100, R$ 200 e R$ 300, dobrando o valor escolhido pelas clientes.

Depois de ter que fechar seu estúido em Laranjeiras, o tatuador Daniel Galdino (@danielgaldinotatoo) também lançou mão da teoria dos vouchers.

— Uma vez que sou autônomo, não tenho previsão de renda nas próximas semanas. Vou dar 20% de desconto para quem tinha feito orçamento ou já estava agendado — diz.

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Por , em 2020-04-14 10:19:23


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