“Existem diferentes maneiras de existir e precisamos respeitar todas” – [Blog da Solange Pereira]

• Porquê surgiu a teoria de formar um grupo de mulheres para fortalecer o empreendedorismo feminino?

Começou em janeiro do ano pretérito, quando criei a página no instagram. Porquê estudante, sentia a premência de fazer uma atividade extra, de forma voluntária. Era uma teoria de oferecer uma ajuda para minhas amigas que tinham algumas atividades, que vendiam bordados, costura.

Quando comecei a pesquisar, percebi que eram muitas mulheres no Vale do Taquari que tinham no artesanato, nas artes, uma nascente de renda. Logo, criei o perfil para convergir essas informações. Em uma conta, as pessoas podem encontrar o que é feito por mulheres da região.

A teoria fez tudo fazer sentido pra mim. Pois passamos a incentivar o consumo consciente, a mostrar o sítio e uma vez que podemos ajudar quem está a nossa volta. Não precisa encomendar roupas personalizadas de fora, pela internet. Pode comprar cá e concordar nossas empreendedoras.

• A partir do perfil e da primeira feira do A.Woman ocupa, também surgiu o Coletivo Juntas. Trata-se de um grupo que procura uma sociedade mais igual. Por outro lado, há grupos que rotulam esses movimentos. Porquê você avalia essa questão?

Independente dos rótulos, as lutas sociais vão continuar acontecendo. Sempre foi assim. Seja no feminismo, no movimento preto ou no LGBTQI+. A repressão por alguns grupos sempre ocorreu. O vestuário é que essas ações não foram feitas para deleitar. A luta sempre vai sobrevir, o que precisamos prometer é que seja dentro de um espaço respeitoso e digno. Vivemos em um país violento para esses públicos. Não é por que alguém não gosta dos movimentos que terá de fazer alguma coisa para impedir essas organizações.

• Na tua opinião, o que precisa sobrevir para a sociedade ser mais igual?

Existem diferentes maneiras de viver e precisamos respeitar todas. Não é por que tu vive de determinado jeito, que vê o mundo de uma forma, que os outros terão de pensar igual. Há diferentes maneiras de viver, independente se gostar ou não. Ainda assim, precisa respeitar e prometer pundonor às pessoas.

No Brasil, enquanto sociedade precisamos reduzir a violência de gênero. No anuário da segurança de setembro do ano pretérito, referente aos números de 2018, consta que a cada dois minutos uma mulher é agredida no país. Não é porque eu nunca vivenciei, nunca sofri alguma violência que não posso lutar contra isso.



Por , em 2020-04-14 08:10:00


Natividade www.jornalahora.com.br



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