Desempregados lotam entrada da Funtrab em busca de seguro desemprego – [Blog da Solange Pereira]

Não está fácil para ninguém, principalmente para aqueles que perderam seus empregos de anos por conta da pandemia do novo coronavírus nos últimos meses. Mesmo assim, nesta terça-feira (14) um novo grupo de desempregados em Campo Grande foram a luta em procura de alguma esperança financeira. 

Logo antes das 8h, a fileira em frente a Instauração do Trabalho de Mato Grosso do Sul (Funtrab) dava a volta no quarteirão da rua Treze de Maio e mais preocupante do que o tamanho da fileira era a aglomeração de pessoas esperando a unidade perfurar as portas. Aglomerações e pessoas muito próximas uma das outras é o cenário mais preocupante durante a pandemia, uma vez que o vírus é de fácil transmissão.

Depois às 8h, funcionários da Funtrab conseguiram arrumar a fileira com espaçamento adequado de um metro e meio e organizaram o tumulto em duas filas: uma para pessoas em procura do seguro desemprego e outra para demais assuntos, uma vez que vagas de trabalho, auxílio emergencial entre outros. O que mais chamou a atenção da reportagem do Correio do Estado, foi a quantidade de pessoas desempregadas em procura do seguro. 

Veras essa que hoje faz secção da vida da vendedora Magna Leite Rodrigues, de 32 anos. Ela foi em procura do seguro porque foi demitida recentemente do trabalho onde ficou por murado de três anos. Ela trabalhava em quiosque de perfumaria dentro de shopping, mas por conta da crise foi demitida com outras duas pessoas e o quiosque foi fechado por falta de movimento.“Até passar tudo isso, acredito que não vou conseguir trabalho, mas depois que passar vai perfurar muitas vagas porque muita gente foi demitida, se Deus quiser, vou conseguir um trabalho”, disse. 

 

Guarany Corrêa, 48 anos, veio do Rio de Janeiro para Campo Grande há 3 anos, em procura de uma vida melhor, que na visão dele, a vida no Rio é bastante perigosa. Já na Capital, ele trabalhava uma vez que recepcionista de hotel e por conta da pandemia foi despedido porque não havia mais hóspedes. “Pretendo continuar cá por conta da qualidade de vida, a vida no Rio é muito corrida, vou tentar o seguro desemprego”, contou. 

A modista Solange Gomes, de 32 anos, também foi demitida de uma empresa de confecções, mas não conseguiu o seguro porque ainda estava na experiência. Ela foi até a Funtrab tentar o cadastro no auxílio emergencial porque não conseguiu fazer o cadastro pelo aplicativo e não sabe quanto terá outro trabalho. “Sou só eu e minha filha, minha mãe e meu pai vão me ajudar, mas tenho conta para remunerar, eu preciso e esse moeda vai me ajudar bastante”, explicou. 

Diogo Moraes Proença, 23 anos, é de Corumbá e também faz três anos que veio para a Capital. Veio com o irmão em procura de mais oportunidade de trabalho, já estavam trabalhando informalmente, mas depois da pandemia não surgiu mais oportunidade de trabalho.“Meu irmão até pensa em voltar para Corumbá, eu não tenho essa intenção, quero permanecer por cá mesmo, lá é muito ruim”, disse. 

A Funtrab funciona de segunda a sexta-feira das 8h às 17h e está localizada na Rua Treze de Maio n.º 2773 no Núcleo. Quem precisar entrar em contato com a instauração pode vincular no número (67) 3320-1400. 



Por , em 2020-04-14 09:42:00


Manancial correiodoestado.com.br



Clique aqui e saiba mais sobre o Super Kit de Moldes + Curso de Costura do Zero. Clicando agora você ganha mini kit gratuito para imprimir + aula grátis.

Deixe um comentário