Com procura por itens para máscaras, armarinhos já sofrem com falta de produtos em Curitiba – [Blog da Solange Pereira]

Peça quase que obrigatória para aqueles que querem transpor de vivenda em tempos de coronavírus, as máscaras caseiras provocaram nas últimas semanas uma verdadeira corrida aos armarinhos de Curitiba. A demanda por produtos porquê elásticos e tecidos, utilizados na fabricação caseira de máscaras, registrou um aumento tão considerável que as empresas já estão tendo dificuldades para repor o estoque.

Caroline Adur Maia, sócia-proprietária do Armarinhos Caseado, e Iva Cristina Kwan, proprietária da Safira Armarinhos, contam que nos primeiros dias de isolamento social a queda no movimento e faturamento das lojas foi grande, entre 70 e 90%. Nos dias seguintes, no entanto, a clientela voltou a surgir, principalmente com pedidos para entrega (as duas empresas estão trabalhando no sistema delivery).

“Nos primeiros dias notamos uma queda, ficamos com uns 70% do movimento, mas depois de uns três, quatro dias, teve um aumento bastante grande. Está muita grande a procura por tecidos, elásticos, materiais para confecção de máscara mesmo. E até hoje o movimento está maior ainda do que seria num dia generalidade. Está uns 20% supra, só não sabemos até quando”, afirma Caroline.

Iva, por sua vez, relata que a demanda por fios, barbante e velo também tem aumentado e, além das máscaras, comenta que a procura também tem sido grande por pessoas que querem produzir artesanatos. “Pessoal está em vivenda, quer produzir, diz que relaxa, é uma terapia. Além das máscaras, faz crochê tricô em vivenda”, comenta ela. “As pessoas precisam de um tanto para se distrair em vivenda. E o tricô, o crochê, o artesanato é até uma manancial de renda as vezes”, reforça Caroline.

De tão grande que está a procura por produtos usados na confecção de máscaras, todavia, os armarinhos estão encontrando dificuldade para conseguir repor o estoque, até porque a demanda aumentou justamente num momento em que muitas fábricas pelo país chegaram a paralisar suas atividades.

“Estamos tendo bastante dificuldade para receber produtos. Um resultado precípuo, que é o elástico, já está em falta. Fizemos pedido há uns 10 dias, o pedido foi confirmado, mas não foi nem faturado”, relata a sócia-proprietária da Armarinhos Caseado, explicando que tem buscado gerar opções para seus clientes. “Experimentamos alternativas [ao elástico], porquê o cordão de algodão, que faz de amarrar, é um material confortável, lavável, mas até nascente já estamos começando a permanecer com estoque ordinário.”

O relato é parecido com o da proprietária do Safira Armarinhos, que está tendo problemas com o estoque de tecido e elástico. “A gente já não consegue [os produtos], só para daqui 30 dias. Tem empresa que você paga antecipado e ainda fica na fileira para receber o resultado. Muitas fábricas que fecharam agora estão voltando a produzir, entregar um tanto, mas ficou muito defasado”.

Lojas se adaptam para oferecer atendimento remoto personalizado

Para poder atender muito todos os clientes, que costumavam gostar de ir aos armarinhos e ver os tecidos antes de comprá-los, por exemplo, as lojas estão tendo de gerar formas de oferecer um atendimento personalizado de forma remota. Para isso, fazem vídeo-chamadas mostrando os produtos e enviam foto por WhatsApp, o que tem oferecido um grande trabalho.

“Resolvemos atender dessa forma para evitar o contato direto e proteger a gente e os nossos clientes. Hoje volçtamos a visar na porta, mas pedimos para que não entre na loja, tem uma mesa na porta para evitar a ingresso de pessoas. O ideal é que o cliente faça o pedido antemão, para que a gente já deixe separado e entregue na porta”, explica a proprietária do Armarinhos Caseado.

No Safira Armarinhos, em princípio as vendas estavam acontecendo somente pelo delivery ou com pedidos para retirada no lugar. Recentemente, porém, a empresa voltou a terebrar as portas, restringindo o número de clientes que podem acessar o interno da loja. “Uma vez que a demanda começou a permanecer muito grande, a gente não estava dando conta, agora estamos abrindo a loja, mas com restrição de pessoas. Mas o delivery e os pedidos pelo site estão com demanda muito grande”, afirma Iva.

Setor acredita em incremento mesmo na dificuldade atual

Mesmo com o prenúncio de uma crise econômica mais grave, a expectativa das lojas que vendem artigos para costura, tecidos e afins é de incremento. Isso por conta da possibilidade de o artesanato servir porquê uma renda complementar às famílias, um tanto fundamental em tempos que devem vir a ser marcados pelo aumento do nível de desemprego no país.

“O artesanato, quando tem uma crise, é uma renda a mais. Já vemos um incremento com o pessoal fazendo máscara para doar, manta para doar. O calor humano nessa hora faz segmento também do nosso ramo, que é o artesanato”, diz Iva. “Armarinho é uma coisa curiosa. Quando está em crise, pessoal precisa fazer renda de outra maneira, segmento pro que sabe fazer, um artesanato, uma costura. Acredito que o movimento deve se manter, pelo menos, mas pela questão financeira ainda fica uma incerteza”, emenda Caroline.



Por , em 2020-04-14 23:00:00


Manadeira www.bemparana.com.br



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