Costureiras fazem máscaras de pano para enfrentar crise do coronavírus – [Blog da Solange Pereira]




Clique aqui e saiba mais sobre o Super Kit de Moldes + Curso de Costura do Zero – entrando agora ganhe Moldes grátis para imprimir + aula de teste.

Maria das Graças Romeiro tem 65 anos e começou a produzir máscaras de pano. Crédito: Aline Juliana Romeiro
Maria das Graças Romeiro tem 65 anos e começou a produzir máscaras de tecido. Crédito: Aline Juliana Romeiro
Selo para campanha apoie o capixaba - empreendedores
Selo para campanha apoie o capixaba – empreendedores. Crédito: Divulgação

De um dia para os outros pedidos de fabricação de roupas para apresentações e festas deixaram de chegar. A máquina de costura ficou paragem. Diante do progresso do coronavírus (Covid-19) e dos decretos estabelecendo o isolamento da população, a rotina de quem vivia dessa atividade teve que mudar.  Para enfrentar essa crise, foi preciso encarar o problema e perceber que uma saída verosímil seria a produção de máscaras de tecido.

Em todo o país, a falta desses equipamentos de proteção no protótipo descartável vem se agravando. Ao mesmo tempo, vem se abrindo uma janela para a produção dos itens de proteção depois o Ministério da Saúde recomendar que todos, até os assintomáticos, passem a usar a peça no dia a dia.  E não falta originalidade na confecção. As peças, que geralmente são feitas em cores neutras, porquê branca, azul, cinza e preta, ganharam ar mais moderno. Estampas de bichinhos a vilões estão ganhando o rosto dos capixabas.

A modista Vilma Santos Vancuylendurg, 70 anos, mora em Jardim Tropical na Serra. Ela tem uma secretária de fantasias em Jardim Camburi, Vitória, e também realiza consertos. Devido à idade, ela está no grupo de risco e não sai de morada. Outrossim, a venda das roupas que produz diminuiu drasticamente.

“Tem mais de 20 anos que costuro. Já trabalhei com outras coisas, mas sempre gostei de costura. A situação era que eu não poderia atender meus clientes e fazer fantasias. Portanto, há quase uma semana, resolvi fazer máscaras. Prezo muito que numa situação dessa tenhamos proteção e qualidade. Não foi somente por verba, mas ele também é importante para continuar me dando uma renda”, conta.

Produzir máscaras de pano vira alternativa para sobreviver a crise
Produzir máscaras de tecido vira selecção para sobreviver a crise. Crédito: Vilma Santos Vancuylendurg

As máscaras que ela fabrica são de tecido de algodão dupla face, forradas com TNT 40 por dentro e tem um porta-filtro, que possibilita a troca dele. Cada máscara é vendida a R$ 15 e o kit com 4 sai a R$ 50. Ela também outras versões para atender quem quer ainda mais proteção.

Já a família da professora Layza Faller Pimenta é proprietária do Ateliê Pimenta no Meio de Vila Velha. Lá são produzidos figurinos e roupas para apresentações de dança e de escolas. Ela conta que começaram a produzir máscaras para a própria família. “Temos uma idosa de 93 anos morando com a minha avó e para auxiliá-las precisávamos ter mais desvelo. Portanto as amigas da minha mãe também começaram a pedir”, lembra.

Layza Faller Pimanta

professora

“Foi uma selecção para manter o negócio viável e para ajudar a facilitar as pessoas. Recebemos demanda até da Salvador, na Bahia. Eu, minha mãe e meu pai conseguimos produzir de 200 a 230 máscaras por dia, mas a demanda é ainda maior”

No primórdio, ela vendia tapume de 12 máscaras por dia, agora são quase 200 diariamente. Para produzir a máscara é usado tecido de algodão, tanto tricoline porquê malha, e duas camadas de TNT no revestimento. Outrossim, é verosímil escolher se ela será com tecido impresso ou branca. Cada máscara de tecido é comercializada a R$ 5 reais e as de malha a R$ 4.

O NEGÓCIO É FAZER MÁSCARAS ESTAMPADAS 

Produzir máscaras de pano vira alternativa para sobreviver a crise
Produzir máscaras de tecido virou selecção para sobreviver a crise. Crédito: Personal Print/Divulgação

Além das máscaras das cores tradicionais (banco, azul e verdejante) os empreendedores têm apostado em estampas para deleitar ao público. Personagens de cartuns, bichinhos, monstros, super-heróis e emojis são somente algumas das dezenas de opções disponíveis no mercado.

Em Cariacica, por exemplo, uma empresa da superfície de informação visual em tecido precisou arrumar um meio de manter a receita com as vendas despencando. “Minha filha teve uma teoria de fazer mascara e uma ex-funcionaria também falou com a gente. Portanto pensamos em fazer alguma coisa relaxado para que as pessoas saíssem na rua e levassem bom humor com elas”, lembra Amélia Rosa da Silva Azevedo, direta da Personal Print.

Agora, segundo ela, são fabricadas duas linhas, uma de máscaras estampadas e outra mais mercantil (branca) para as empresas. “Começamos para tentar entupir os custos fixos da empresa, hoje já conseguimos isso. Tem empresas que estão comprando 1 milénio ou 2 milénio por vez. As vendas estão sendo boas, mas o problema maior é o material. Estamos com dificuldades de comprar, mas vamos ligando para um e para outro e acabamos conseguindo encontrar”, explica.

As máscaras são feiras de tecido e TNT.  O quite com cinco unidades decoradas é comercializado a R$ 75. Já as máscaras brancas saem a R$ 6,90 cada. Amélia lembra ainda que existe a opção da empresa colocar a sua marca na máscara.

Produzir máscaras de pano vira alternativa para sobreviver a crise. Crédito: Aline Juliana Romeiro
Produzir máscaras de tecido vira selecção para sobreviver a crise. Crédito: Aline Juliana Romeiro

COMPRE UMA, LEVE DUAS E AJUDE O OUTRO

Em Jardim Camburi, Vitória, a mãe da administradora Aline Juliana Romeiro, Maria das Graças Romeiro, é modista e porquê tem 65 anos está no grupo de risco do coronavírus. Com o progresso da epidemia no Espírito Santo ela passou a permanecer sempre em morada porquê medida de proteção. Ela e a mãe decidiram fazer máscaras para comercializar e também para doar. 

Cada máscara produzida é vendida a R$ 7, sendo que a pessoa ainda leva outra para morada junto com as orientações de uso. Com o verba, elas compram material para produzir mais máscaras que serão doadas para profissionais da saúde e também para profissionais que não podem fazer home office, porquê caixas de supermercados e lanchonetes.  

“Começamos a produzir na última quinta-feira (02). Eu corto o tecido à noite e minha mãe costura durante o dia. Quem pode paga e, quem não, a gente dá. A teoria principal é ajudar da forma que podemos”, conta.

DE LAÇOS ÀS MÁSCARAS

Em Vila Velha, a administradora Danielle Lameri Cuz Silva e a família tem uma loja on-line de laços e acessórios. Ela conta que quando começaram as primeiras informações sobre a pandemia do coronavírus as vendas começaram a tombar. Diante desse cenário, interromperam a produção e começaram a pensar em porquê manter a renda.

“Começamos a fazer máscaras reutilizáveis com o tecido que tínhamos. Agora recebemos doações de tecidos para confeccionar elas e as doarmos. Porquê administramos muito nossas despesas conseguimos ter uma suplente de emergência e assim ajudar quem precisa”, conta.

CUIDADOS AO USAR AS MÁSCARAS

É importante lembrar que a máscara é somente um elemento suplementar a todas as recomendações de distanciamento social e limpeza indicadas pelas autoridades sanitárias. Segundo a Universidade Federalista de Santa Catarina (UFSC), é recomendado o uso das máscaras nas seguintes condições e com os seguintes propósitos:   

  1. Para um uso limitado, idealmente subordinado a duas horas e mormente para trespassar de morada, porquê idas ao supermercado ou à farmácia. Desaconselha-se seu uso por mais de duas horas, porque existem evidências de que a umidade gerada pela respiração através da máscara pode ajudar na contaminação do usuário;
  2. Sempre para uso pessoal, não podendo compartilhar com ninguém;
  3. A máscara deve entupir o tempo todo o nariz e a boca;
  4. Evite tocar na máscara durante seu uso. Se precisar ajustar faça-o somente pelas laterais e com as mãos lavadas;
  5. Caso sua rotina exija de você estar fora de morada por mais de duas horas, confeccione mais de uma máscara para uso pessoal e troque, com as precauções explicadas aquém:
  6. As máscaras não devem ser retiradas de qualquer jeito. Quando forem retiradas, é preciso lavar as mãos, e usar somente os elásticos para puxá-las, com o corpo predisposto para frente a término de minimizar qualquer possibilidade de contato da segmento externa contaminada com o rosto. Coloque na solução de desinfecção de forma imediata, ou se estiver fora de morada, numa sacola plástica que precisa ser muito fechada e sempre manuseada com muito desvelo. Lave as suas mãos novamente depois nascente procedimento;
  7. Outrossim, as máscaras reutilizáveis devem ser desinfetadas depois de cada uso. Caso não consiga desinfetar no momento em que a retirar, guarde-a em uma sacola muito fechada e não mexa até poder desinfetar;
  8. Para desinfetar a máscara: mergulhe a máscara durante 15 minutos numa solução de chuva sanitária, enxaguando-a depois em chuva limpa (quatro a seis vezes o mesmo volume) durante dois minutos a cada vez. A solução de chuva sanitária precisa atingir uma concentração entre 0,25 e 0,5% de cloro livre (escolha uma chuva sanitária e procure no rótulo que tenha no mínimo 2% a 2,5% de cloro livre e faça a diluição conforme o operação adequado, entre quatro e 10 vezes dependendo da concentração). A solução pronta pode ser guardada para reutilização em embalagem opaca ou na trevas por até 48 horas;
  9. Não é preciso retirar a folha de polipropileno+celulose a cada desinfecção, somente depois a quarta vez que se repita o processo, e deve-se deixar secar a máscara por completo cada vez, antes do próximo uso.

Coronavírus: Precisou ir à rua? Veja o que fazer ao voltar para morada

Ilustração de Amarildo - toalha
TOALHAS DE ROSTO E PANO
DE PRATO – Quando há mais de um morador de morada, especialistas recomendam que
cada um use sua própria toalha de rosto, assim porquê deveria ocorrer com a
tolha de banho.
. Amarildo
Ilustração de Amarildo - alimentos
ALIMENTOS – Víveres
comprados nas feiras ou nos supermercados também devem ser higienizados. Por
terem sido manipulados diversas vezes até chegarem à mão e à mesa do
consumidor, a dica do doutor em ciência dos víveres, Rodrigo Scherer, é que
frutas e verduras sejam limpas com chuva e sabão e ainda submetidas a uma
submersão composta por chuva potável e chuva sanitária.
. Amarildo
Ilustração de Amarildo - alcool gel
MAÇANETAS E PUXADORES DE ARMÁRIOS  – Ao chegar morada, tire os sapatos, adereços, celulares, chaves e mochila. Se verosímil, tire as roupas e coloque em uma sacola plástica ou cesta de roupas (com demais roupas usadas para trespassar). O segundo passo é higienizar as mãos. Depois, limpar as maçanetas externas e externas com álcool 70º ou desinfetante. Se você teve de tocar em qualquer puxador, esse item também precisa ser limpo. Amarildo
Ilustração de Amarildo - chave - anel
ADEREÇOS E CHAVES –
Adereços porquê joias e chaves podem ser limpos com desinfetante ou com álcool
70%.
. Amarildo
Ilustração de Amarildo - sapato
SAPATOS E PISOS – A
limpeza dos sapatos e dos pisos – porcelanato, cerâmica, madeira – deve ser
feita de consonância com o que recomenda o operário do resultado. O infectologista
Wladimir Queiroz destaca que álcool, chuva e sabão ou desinfetante são
eficientes na limpeza e eliminação do vírus da superfície que pode estar
contaminada.
. Amarildo
Ilustração de Amarildo - camisa
ROUPAS – Os
especialistas recomendam que a roupa usada na rua seja imediatamente trocada
por outra limpa, quando for permanecer em morada. Ao retornar da rua, as peças
devem ser encaminhadas para a superfície destinada.
. Amarildo
Ilustração de Amarildo - maçaneta
MAÇANETAS E PUXADORES DE ARMÁRIOS  – Ao chegar morada, tire os
sapatos, adereços, celulares, chaves e mochila. Se verosímil, tire as roupas e
coloque em uma sacola plástica ou cesta de roupas (com demais roupas usadas
para trespassar). O segundo passo é higienizar as mãos. Depois, limpar as maçanetas
externas e externas com álcool 70º ou desinfetante. Se você teve de tocar em
qualquer puxador, esse item também precisa ser limpo. Amarildo
Ilustração de Amarildo - bolsa - mohila
BOLSAS E MOCHILAS –
Esses recipientes podem ser higienizados com álcool 70% líquido ou em gel. Com
papel toalha ou um tecido, aplique o resultado em uma pequena superfície para
verificar se o objeto não será danificado. Se não, aplique a quantidade deseja. Amarildo
Ilustração de Amarildo - celular
CELULAR – Celular e
tablet podem ser limpas com álcool isopropilico. Aplique uma pequena quantidade
na toalha descartável ou tecido e limpe a tela. Nas partes de plástico, a
recomendação é usar um tecido com desinfetante. O álcool pode deixar essa região
esbranquiçada.
. Amarildo

Por , em 2020-04-05 13:08:18


Manancial www.agazeta.com.br



Clique aqui e saiba mais sobre o Super Kit de Moldes + Curso de Costura do Zero. Clicando agora você ganha mini kit gratuito para imprimir + aula grátis.

Deixe um comentário