Costurar com amor… para proteger da Covid-19 os profissionais de saúde – [Blog da Solange Pereira]




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Costureiras profissionais. Curiosos da costura. Sozinhos ou de instituições. É uma verdadeira vaga solidária aquela que se tem visto nascer para prometer que profissionais de saúde e outros tenham os equipamentos de protecção individual de que tanto precisam para fazer face a esta pandemia.
Não é novidade que há dificuldade em garanti-los em número suficiente. Por isso, as costureiras do Meio Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) estão há semanas a produzir, em peculiar, cogulas e botas para os seus profissionais de saúde. A elas juntaram-se muitas outras mãos que agora, e de uma forma completamente voluntária, estão a produzir estes equipamentos em lar… e sem mãos a medir.
Cristina Murta é disso exemplo. Soube da dificuldade do CHUC através de um grupo do Facebook. Com «qualquer jeito» para a costura, decidiu ajudar e tem partilhado o seu trabalho nas redes sociais.
Neste momento, a juntar à “encomenda” para o CHUC, tem já pedidos para funcionários de lares e de centros de saúde. «Tal é a urgência das pessoas deste tipo de equipamento», comenta, sublinhando que tem dificuldade em concordar outras encomendas. «Não tenho tecidos. Os que tenho, assim porquê os moldes, são disponibilizados pelo CHUC», explica, garantindo, o entanto, que ajudará, dentro das suas possibilidades, se houver tecidos para confeccionar os equipamentos.
No caso do CHUC, tecidos, elásticos e moldes são disponibilizados pelo hospital, assim porquê um tutorial no youtube. a explicar porquê costurar cogulas e botas. As máquinas de costura, essas, não têm parado.
No Museu Vernáculo Machado de Castro (MNMC) está criada «uma verdadeira risca de montagem», garante a directora, Ana Alcoforado, dando conta do excitação com que os funcionários do museu estão, há uma semana, a produzir cogulas e botas para os profissionais de saúde do CHUC.
Foi o MNMC que se propôs a ajudar e o hospital agradece…
«Tem sido uma dedicação totalidade», diz a directora, adiantando que a teoria surgiu no próprio museu, da urgência de tornar úteis os funcionários cuja diligência não se coaduna com o teletrabalho, mas também da vontade «ajudar e envolver-se com a comunidade».
O resultado é, numa semana, a confecção de murado de 100 cogulas e 200 botas, por seis funcionários do MNMC e dois voluntários que estão «mais do que empenhados», nesta missão de ajudar os principais combatentes desta pandemia, uns em lar, nas suas máquinas de costura, outros no museu, onde são feitos os moldes. «Neste momento, a preocupação é com a falta de tecidos», comenta Ana Alcoforado.
Também empenhadas estão as funcionárias dos Serviços de Feito Social da Universidade de Coimbra (SASUC) que, desde quinta-feira fazem, também secção desta vaga solidária.
«O CHUC  entrou em contacto connosco e pediu-nos ajuda e a adesão das costureiras foi imediata», confirmou ao Quotidiano de Coimbra Nuno Correia, gestor dos SASUC, sublinhando o facto de as seis funcionárias que estão a confeccionar cogulas e botas para os profissionais de saúde do CHUC pertencerem «a grupos de risco», o que intensifica o sentimento com que se estão a destinar a esta tarefa.
«Estão muito entusiasmadas pelo facto de estarem a ajudar. Partilham fotos e o seu palato pela tarefa que lhe entregámos», comenta Nuno Correia, confirmando a totalidade disponibilidade dos SASUC para continuar ajudar, à sua maneira, a diminuir o risco de tantos profissionais de saúde que estão na risca da frente no combate à pandemia da Covid-19. 



Por , em 2020-04-05 20:50:02


Manancial www.diarioaveiro.pt



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