exército de voluntários e grifes costura máscaras contra covid-19 – [Blog da Solange Pereira]




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Quando as gravações de um novo seriado foram interrompidas num estúdio de Hollywood em meados de março, toda a equipe foi dispensada. A assistente de figurino norte-americana Jenny Lind Bryant estava entre os funcionários, todos agora segmento do crescente grupo de desempregados da indústria do entretenimento nos Estados Unidos. Porém rapidamente ela arranjou um jeito de se manter ocupada.

No final de semana, passou os dias debruçada sobre a máquina de costura em seu apartamento. Logo, entrou para outro grupo crescente, também criado devido ao coronavírus: os voluntários costureiros de máscaras.

Com a falta de material imprescindível de proteção nos hospitais e a revisão nas orientações de uso de máscara por pessoas comuns, a demanda explodiu. Empresas da indústria têxtil no Brasil, porquê Arezzo e Riachuelo, colocaram seus maquinários para ajudar, assim porquê grifes internacionais, porquê Lacoste e Dior. E um tropa de pessoas físicas tem se unificado, assim porquê Jenny Lind Bryant, para correr a produção do item imprescindível para atravessarmos a pandemia.

“Cá estou eu, no meu minúsculo apartamento em Hollywood, fazendo máscaras para os profissionais de saúde porque meu país não tem o suficiente. Que tempos estranhos”, escreveu Bryant, 37, numa rede social.

Sou grata por saber fazer um tanto que pode ajudar nessa pandemia.

Jenny Lind Bryant, assistente de figurino

Jenny Lind Bryant e sua máquina de costura - Fernanda Ezabella/UOL

Jenny Lind Bryant e sua máquina de costura

Imagem: Fernanda Ezabella/UOL

Em cinco dias, Bryant fez 50 máscaras, porquê segmento de uma iniciativa de um grupo de sindicatos que reúnem artesãos e técnicos da indústria do entretenimento nos EUA. Um drive-thru foi montado para repartir kits de costura com tecido e elástico aos voluntários, e o mesmo espaço recolhe as máscaras prontas e as distribui para locais que necessitam.

Duas grandes lojas de tecidos de Los Angeles doaram material ao grupo, que entrou em contato com profissionais de saúde para orientações técnicas na fabricação. Na terça-feira, a primeira leva de máscaras foi entregue a funcionários de um hospital-escola do bairro de Boyle Heights.

“O processo é muito esgotante. É preciso trinchar o tecido no padrão notório e depois costurar. Parece rápido e fácil, mas não é”, disse Bryant, que colaborou em filmes porquê “La La Land” (2016) e seriados porquê “Lúcifer” (2017-2018). “Mormente porque estou trabalhando numa máquina de costura antiga que tenho desde a faculdade!”

Por trás da iniciativa dos sindicatos está Lauren Oppelt, mais uma figurinista agora desempregada. Ela criou um tutorial online (em inglês) e um grupo no Instagram (@maskcrusaders) para levantar doações de material. Além de hospitais, casas de repouso, lojas e prisões já procuraram ajuda. No totalidade, participam muro de 500 voluntários e já foram doadas quase 3 milénio máscaras. “Esperamos enviar entre 10 milénio e 15 milénio até o final da semana que vem”, disse.

“As máscaras têm um espaço para filtros caseiros que as enfermeiras criam usando um negócio feito para máquinas de ar condicionado”, explicou Oppelt. No momento, ela preparava um pedido para um hospital em San Francisco, onde trabalha uma amiga de puerícia. “Eles não têm mais N95 [máscara profissional própria para uso na pandemia]. Ela está usando a mesma faz dias, o que faz perder a utilidade.”

Outro grupo no Instagram, Masks for Heroes (@masksforheroes), tem postado desde 20 de março os pedidos que chegam de hospitais dos EUA. O grupo de 20 voluntários criou um site para conectar diretamente solicitações de diferentes organizações do mundo com voluntários locais. Além de máscaras, há encomendas por luvas, escudos de rosto, desinfetante em gel e aventais descartáveis.

Em troca de farinha e ovos

O uso de máscara pelo público universal era incerto até alguns dias detrás, quando os principais órgãos de saúde do mundo o aconselhavam exclusivamente para quem estava doente ou cuidando de doentes. Mas a orientação passou a ser revista já que pessoas sem sintomas da Covid-19 podem espalhar o vírus.

Na quarta-feira (1º), o prefeito de Los Angeles, desempenado com o governo da Califórnia, pediu que todos os residentes usem máscaras caseiras ao saírem de morada. “Deixem as máscaras cirúrgicas e as N95 para os agentes de saúde”, disse o prefeito Eric Garcetti, seguindo estratégia similar de países asiáticos para ajudar a diminuir o número de transmissões.

No Brasil, o Ministério da Saúde adotou o exposição favorável ao uso das máscaras na última semana e divulgou orientações de porquê produzi-las em morada. “Além de eficiente, é um equipamento simples, que não exige grande dificuldade na sua produção e pode ser um grande coligado no combate à propagação do coronavírus”, afirmou a pasta em nota.

Tapar o rosto pode trazer alguma proteção extra contra a Covid-19, mas zelo com a falsa sensação de segurança. Continuem a dois metros de intervalo das outras pessoas se precisarem transpor de morada para comprar comida e remédios.

Dr. Mark Ghaly, o secretário de Saúde e Serviços Humanos da Califórnia

Também não esqueça de lavar as mãos por 20 segundos antes de debutar a produzir a máscara e antes de colocá-la no rosto. Certifique-se de que ela está cobrindo o nariz e a boca e que não há espaço entre o rosto e o tecido. Depois cada uso, lavá-la com chuva e sabão. Não esqueça também de mantê-la em lugar limpo.

Foi pensando nos funcionários de um supermercado que a contadora americana Margaret Anthony, 35, resolveu fazer algumas dezenas de máscaras com as duas máquinas de costura que tem em morada.

“Vi na TV uma atendente do mercado do bairro usando uma máscara rasgada ou feita de papel toalha. Queria poder ajudar os que estão na risca de frente”, disse Anthony, que trabalha num escritório de advocacia. “Acredito que quem realmente precisa trabalhar durante esse período de pandemia deveria ter toda a ajuda e proteção necessárias.”

Costurar é um hobby, e ela tinha tecidos à mão. No primórdio, se atrapalhou para encontrar um bom sistema e croqui, mas agora consegue produzir entre seis e 10 máscaras em uma hora, depois de cortados os tecidos. No momento, sente falta de elásticos no mercado.

“Está difícil de encontrar elásticos agora que mais pessoas começaram a fazer suas próprias máscaras. Estou pensando em alternativas”, comentou.

Anthony pretende enviar algumas por correio para sua família fora da Califórnia e doar outras para funcionários do supermercado e colegas do trabalho. “Também troquei algumas por produtos que precisava. Uma amiga levou meia dúzia de máscaras e deixou farinha, seis ovos e um levedo para fazer pão”, contou.

Sua amiga Shanquana Morgan, investigadora de fraudes de seguro, vem de uma família de costureiras e fez quase 100 com a ajuda da mãe na última semana. “Meu primo é funcionário dos Correios, logo faremos algumas para ele”, disse Morgan, 46. “Minha cunhada também encomendou outras para as meninas que trabalham numa lanchonete perto de morada.”

Movimento começa a crescer no Brasil

No Brasil, projetos similares começam a pipocar na internet, porquê o Máscaras do Muito (@mascarasdobemoficial), em Santos (SP). Em duas semanas, confeccionaram 900 máscaras descartáveis de TNT para profissionais de saúde, com ajuda de dezenas de voluntários. A iniciativa começou com duas amigas e ganhou esteio da Singer, que prometeu doar dez máquinas de costura ao projeto.

A Libertees (@liberteesbrasil), marca de roupas produzidas dentro de uma unidade prisional de Belo Horizonte, tenta resolver dois problemas de uma vez: ajudar costureiras desempregadas por conta da crise e proteger comunidades vulneráveis, porquê as detentas do Multíplice Penitenciário Feminino Estevão Pinto, onde fica a pequena fábrica da marca, agora fechada.

O grupo está levantando fundos num site de vaquinhas e, a cada R$ 4 arrecadados, uma máscara de tecido é doada. O primeiro lote de 500 deve permanecer pronto na semana que vem, produzido por oito costureiras externas. “Desde que a Covid-19 chegou, entramos num processo louco e angustiante”, disse Daniela Queiroga, uma das fundadoras da Libertees. “Tudo vai mudar. Quem não tiver um negócio que tenha propósito não terá razão para subsistir.”

Já a marca de camisetas Verdurão (@verduraocamisetas), de Brasília (DF), vai usar a malha da confecção da blusas para fabricar 20 milénio máscaras em tecido sustentável de algodão sem pesticida e entregues já com o TNT para hospitais da região. A produção também está sendo feita em esquema de financiamento coletivo para facilitar as costureiras, brasilienses em situação de vulnerabilidade. As doações são de R$ 5.

Indústria têxtil e grifes também oferecem ajuda

Diversas indústrias adaptaram suas linhas de produção para ajudar na crise mundial. Fábricas de eletrônicos passaram a produzir ventiladores mecânicos, e destilarias estão fabricando álcool em gel. Na indústria têxtil, o mesmo acontece, principalmente na produção de máscaras e aventais.

No Brasil, há diversas iniciativas. O Senai organizou instruções para quem deseja reorientar o sistema produtivo para fazer máscaras e aventais de uso hospitalar, indicando materiais, instruções de fabricação e cuidados especiais, porquê esterilização.

O grupo Arezzo informou que mobilizou fornecedores de tecidos, mais de 12 fábricas e voluntários para produzir 25 milénio máscaras com orientação técnica da secretaria de saúde de Campo Bom (RS), sede da empresa. Já a Riachuelo/Midway, antes de dar férias coletivas aos funcionários, afirmou que sua fábrica em Guararapes produziu 10.000 aventais para doar a hospitais da rede pública.

Na Europa, grifes de luxo também aderiram nesta semana. A Burberry prometeu 100 milénio máscaras cirúrgicas para o serviço de saúde do Reino Unificado, enquanto a Dior reabriu um estúdio na França para fabricar máscaras de tecido. Em seu Instagram, Giorgio Armani disse que todas as fábricas de sua empresa estariam dedicadas a fazer aventais médicos descartáveis.

“Gostaria de destinar um pensamento próprio aos envolvidos na produção dos aventais, com suas habilidades e dedicação que darão uma taxa concreta para enfrentar a maior emergência desses anos”, escreveu Armani.

Aprenda a fazer uma máscara caseira sem precisar de máquina de costura

Tem ganhado popularidade versões caseiras das máscaras, feitas exclusivamente com lenço de tecido e um par de elástico, que podem ser usadas pela população em universal. Acompanhe o passo a passo no vídeo inferior.



Por , em 2020-04-04 04:00:00


Natividade www.uol.com.br



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