Empreendedor troca loja de praia em Salvador por máscaras a baixo custo durante epidemia do coronavírus | Bahia – [Blog da Solange Pereira]




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O isolamento social provocado pelo coronavírus alterou a rotina da população soteropolitana, inclusive a do empreendedor Hélio Couto, que precisou fechar as portas da loja na Boca do Rio, em Salvador, e decidiu investir na confecção de máscaras para ajudar na prevenção da doença.

Hélio e a esposa são donos de uma loja que vende artigos de praia. Muito próximo a ela, mantêm um ateliê onde as peças são confeccionadas.

Com o decreto da prefeitura de Salvador que proíbe o funcionamento de lojas, Hélio Couto se viu obrigado dispensar uma funcionária e uma modista, porquê ele contou ao G1:

“O movimento caiu, ninguém estava entrando para comprar roupa de praia e acabou que nos encontramos em uma situação de desespero, sem saber o que fazer. Comecei a tomar algumas medidas, dispensei a funcionária da loja, pedimos a modista para dar um tempo, que tinha dez dias conosco, para a gente respirar e ver o que ia fazer”, disse.

Máscaras são vendidas a R$ 2,50 — Foto: Hélio Couto/Arquivo pessoalMáscaras são vendidas a R$ 2,50 — Foto: Hélio Couto/Arquivo pessoal

Máscaras são vendidas a R$ 2,50 — Foto: Hélio Couto/Registro pessoal

O cenário caótico aguçou a originalidade de Hélio. Com o maquinário do ateliê à disposição, ele considerou ser uma boa teoria produzir máscaras.

A intenção do empreendedor, entretanto, não é lucrar com a produção do material, tanto que ele vende a unidade a R$ 2,50. A teoria era remunerar o salário da modista que permaneceu trabalhando com ele, além de ajudar na proteção dos moradores do bairro, mormente aqueles que estão no grupo de risco.

“Os idosos fazem fileira cá na porta”, confessou.

A iniciativa chegou aos ouvidos dos moradores da região, o que fez com que a demanda aumentasse. Hoje, Hélio e a esposa trabalham exclusivamente sob encomenda.

Desde que iniciaram o trabalho, eles já produziram muro de 3.000 máscaras. Em média, são 250 por dia.

Discreto à prestígio da limpeza para evitar o risco de contato e transmissão do coronavírus, Hélio Couto alerta sobre os cuidados que toma na confecção das máscaras.

“A gente trabalha com um envolvente higienizado completamente. A gente higieniza três vezes ao dia. Trabalhamos com álcool em gel em cima da mesa. Tudo o que a gente faz, passa álcool gel. E nossa modista trabalha com luva”, disse.

As máscaras são reutilizáveis. A recomendação é que, posteriormente o uso, elas sejam lavadas criteriosamente. Em seguida, devem ser submetidas ao ferro quente.

Logo que se teve notícia dos primeiros casos da Covid-19 no Brasil e na Bahia, a recomendação das autoridades em saúde pública era para que as pessoas só usassem máscaras se apresentassem os sintomas da doença.

Ao longo dessa semana, com o progressão do coronavírus, o governo do estado mudou a orientação e passou a estimular o uso das máscaras e até a fabricação das mesmas.

Máscaras estilizadas no combate à pandemia — Foto: Mirella Brandão/Aruivo pessoalMáscaras estilizadas no combate à pandemia — Foto: Mirella Brandão/Aruivo pessoal

Máscaras estilizadas no combate à pandemia — Foto: Mirella Brandão/Aruivo pessoal

Foi essa novidade recomendação que fez com que a artesã Mirella Santos Brandão, de 57 anos, perdesse o receio e começasse a confeccionar máscaras.

Antes da pandemia do coronavírus, ela já produzia unidades para pacientes em tratamento de cancro ou para manicures e pessoas que trabalham com limpeza de pelo, porém em pequena graduação.

Agora, Mirella decidiu investir na produção das máscaras e a procura está aumentando.

“As encomendas foram crescendo, porque eu já faço artesanato, bolsas, nécessaire e o que estiver na voga eu também faço. Com essa crise, com a falta de máscaras, e quando acha estão muito caras, o pessoal gostou, porque é máscara 100% de algodão, forradinha, toda bonitinha, toda estilosa”, disse.

Demanda pelas máscaras aumentou nos últimos dias — Foto: Celina Pereira/Arquivo pessoalDemanda pelas máscaras aumentou nos últimos dias — Foto: Celina Pereira/Arquivo pessoal

Demanda pelas máscaras aumentou nos últimos dias — Foto: Celina Pereira/Registro pessoal

Mirella produz máscaras personalizadas, com estampas de animais, vegetação e outros desenhos. Uma vez que a produção é artesanal, ela costura uma de cada vez e com muito zelo.

Nos últimos três dias, a demanda aumentou drasticamente e Mirella produziu muro de 200 máscaras, ao preço de R$ 15.

“Minhas máscaras estão bombando, estão tendo muita saída e eu estou me virando para dar conta das encomendas”, contou.

Por , em 2020-04-03 07:30:00


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