Cabeleireira confecciona mscara cirrgica em casa – [Blog da Solange Pereira]

Nilza de Souza Vassoler decidiu fazer o equipamento artesanal ap

Wagner Souza/AAN

Nilza de Souza Vassoler decidiu fazer o equipamento artesanal aps detectar a falta do resultado no mercado


Para driblar a falta de máscara cirúrgica em lojas especializadas e farmácias, uma cabeleireira do Jardim Santa Lúcia, em Campinas, decidiu produzir o material em lar para proteger a família do coronavírus. Nilza de Souza Vassoler, de 50 anos, usou tecido de algodão e confeccionou máscaras para ela, o marido, o neto de 3 anos e os filhos.

“Totalmente segura não deve ser, mas acredito que protege um pouco. Usamos para ir no mercado e na rua”, disse Nilza.

Amante de artesanatos, Nilza disse que não tem teve dificuldades para confeccionar as peças de proteção. Sem máquina de costura em lar, ela produziu de forma manual, com agulha, traço, elástico e tecido.

“Eu tinha um tecido preto com gravura de reis que usei para fazer lembrancinhas para meu neto, há 3 anos. Também tinha um tecido branco, todos de algodão. Pesquisei no Instragam e achei uma máscara de crochê, mas vi que era pesado. Logo, decidi usar o tecido mesmo”, falou.

A iniciativa da produção se deu depois ela e o fruto do meio, de 19 anos, terem crise de rinite alérgica, há uma semana. Porquê ela e a família entraram em quarentena por conta da recomendação dos órgãos públicos de saúde, Nilza e o fruto do meio fizeram umas mudanças e limpeza na lar para ocuparem o tempo e acabaram atingidos pela rinite.

“Meu fruto é goleiro e estava indo treinar de Uber. Porquê tossia, as pessoas estavam fugindo dele. E porquê não achava máscara para ele usar, decidi fazer para a família”, contou. “Postei a foto nas redes sociais e passei a receber muitos pedidos, mas não estou vendendo. Fiz para a família”, acrescentou.

Segundo a coordenadora do Setor de Vigilância em Produtos de Interesse à Saúde, Cléria Maria Mulato Giraldelo, a máscara artesanal não é indicada para profissionais da dimensão de saúde, mas ela pode ser usada pela população neste momento de pandemia.

“Ela justificação uma certa proteção sim, mas tem que fazer de uma forma que deixa confortável. O ideal é vedar o nariz e a boca e tem que ser feita de uma forma que a pessoa consiga respirar, sem ter que permanecer levando a mão no rosto para alinhavar. Mas de uma forma universal, a pessoa tem que seguir a etiqueta: ao espirrar, use o braço dobrado para proteger a boca e nariz”, disse.

Ainda conforme Cléria, Campinas não tem empresa que produz máscara cirúrgica e que todo o material comercializado na cidade é fiscalizado pela Vigilância, já que os profissionais da saúde precisam usar equipamentos de segurança, regulamentado pela Anvisa.

Solidariedade

Para facilitar famílias em situação de vulnerabilidade social na região dos Amarais, em Campinas, o Grupo Primavera está produzindo 300 máscaras em tecido, com revestimento de TNT. A expectativa é que muro de 60 famílias possam utilizá-las quando necessário, em privativo aquelas pessoas com sintomas, porquê tosse e febre ou que cuidam de alguém em lar. “Sabemos que o uso da máscara só é justificado se a pessoa apresentar qualquer sintoma respiratório, evitando que as gotículas que venham de tosse ou do esternutação sejam espalhadas no envolvente. Mas decidimos fazer esta ação para beneficiar a população do entorno do Grupo Primavera que não tem condições de comprar máscaras em farmácias”, disse a gestora da instituição, Ruth Maria de Oliveira.

Cada máscara vem acompanhada de orientações de uso, porquê lavá-la com chuva e sabão neutro e passar à ferro quente antes de colocá-la no rosto e depois o uso; lavar as mãos com chuva e sabão ou higienizá-las com álcool gel e não manipulá-la.

O tecido foi doado pelo Grupo R1, parceiro da instituição que atua com cenografia e soluções audiovisuais usando tecido tensionado em grandes formatos em estandes de feiras e eventos.

As máscaras estão sendo confeccionadas de forma voluntária por alunas da oficina de costura do Grupo Primavera. Na última semana, ficaram prontas 150 máscaras que foram distribuídas exclusivamente para idosos, cuidadores e pessoas com resfriado ou gripe.




Escrito por:

Alenita Ramirez




Por , em 2020-03-29 04:00:00


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