Presos em ressocialização vão produzir 30 mil máscaras por semana – Agência Brasília – [Blog da Solange Pereira]




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Para ajudar no combate à propagação do coronavírus, originador da Covid-19, detentos em ressocialização produzirão máscaras descartáveis dentro da oficina de profissionalização em costura. Inicialmente, 40 internos da Penitenciária do Região Federalista I (PDF I) farão 30 milénio itens por semana a partir de segunda-feira (30). O material já teve a qualidade aprovada. 

A oficina de costura será voltada para a produção dos materiais – exclusivamente adequando-se o uso do maquinário já existente e a expertise de detentos. É um projeto da Instalação de Esteio ao Trabalhador Recluso (Funap) em parceria com empresas do Sistema S para profissionalizar esse público. 

Diretora-executiva da Funap, Deuselita Martins esclarece que já há contrato com uma empresa que trabalha com a costura industrial dentro dos presídios, que se mostrou interessada na fabricação das máscaras. Já há dificuldade em comprar o material no mercado. Dependendo da demanda, a produção pode se estender à Penitenciária Feminina e ao Meio de Internamento e Reeducação (CIR-Papuda). 

Qualidade atestada
“Pegamos um protótipo dessa máscara, vimos que há relatório da Anvisa autorizando a confecção e, por prevenção, o levamos à Secretaria de Saúde para validar e verificar se ela se compara às do mercado. O material foi ratificado”, conta a secretária de Justiça e Cidadania (Sejus), Marcela Passamani. 

Foto: Paulo H. Roble/Dependência Brasília

“Além de contribuir para a ressocialização do recluso, a iniciativa atende a uma demanda de mercado e significa união para favor de toda a sociedade”, diz a titular da pasta. A teoria é que a Sejus compre, de forma direta, secção da produção semanal para abastecer unidades socioeducativas e terapêuticas. 

Outros órgãos e entidades públicos e privados poderão comprar os itens vendidos aquém do preço encontrado no mercado. A previsão é que cada máscara seja vendida a R$ 0,45. “É uma oportunidade singular de fazer o muito, poder valorizar esse tipo de serviço de qualificação de trabalho que muda perspectiva dos presos – e com critérios de segurança e qualidade atestados”, aponta Passamani.  

Cuidados para evitar a chegada do novo coronavírus ao Sistema Penitenciário do Região Federalista são tomados desde antes do primeiro diagnóstico de Covid-19 na capital. Visitas foram suspensas, novos detentos com sintomas são segregados e a produção das máscaras também será cautelosa. 

Qualificação para ressocialização
A Funap trabalha pela inclusão e reintegração social das pessoas presas e egressas do sistema prisional, desenvolvendo seus potenciais porquê indivíduos, cidadãos e profissionais. A cada três dias trabalhados, os detentos têm um dia de perdão de pena. Eles ainda recebem bolsa ressocialização equivalente a 3/4 de um salário mínimo.

“É um processo importante de forma que dâ perspectiva, esperança, oportunidades e autoestima a essas pessoas, até para evitar casos de reincidência. Nesse momento quebradiço, esse público acaba se sentindo importante para a sociedade”, observa a titular da Sejus.

Por , em 2020-03-28 14:29:49


Manancial www.agenciabrasilia.df.gov.br



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