Corrente do bem contra o coronavírus – Especial Coronavírus – [Blog da Solange Pereira]




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Em Campo Bom, voluntários como Jane, Márcia, Nana e Beto produzem máscaras que serão repassadas pelo poder público a quem precisa, diz o prefeito

Foto: Ermilo Drews/GES-Especial


Um motorista parado no sinal se descobre subitamente cego. É o primeiro caso de uma epidemia que logo se espalha incontrolavelmente. Em quarentena, os cegos se reduzem à núcleo humana, voltam às trevas. Esta é a sinopse do livro Experiência sobre a Fanatismo, do Prêmio Nobel em literatura José Saramago. O livro é uma fantasia do responsável que mostra o que acontece quando perdemos a capacidade de ver o outro, de provar afeto e empatia, principalmente em momentos de crise. É ficção, mas pareceu presságio quando cenas de pessoas brigando por comida em supermercados viralizaram e histórias de gente tentando lucrar com o pânico alheio se tornaram notícia.

Felizmente, na vida real, para cada ato de egoísmo há um punhado de ações que reforçam a fé na humanidade. Além dos trabalhadores dos serviços essenciais, que cuidam, alimentam, informam e evitam o colapso da economia, tem uma legião que faz o muito mesmo de moradia. Nem o isolamento conseguiu distanciar o olhar de muita gente pelo outro.

Para a psicóloga Patrícia Spindler, em momentos de crise uma vez que o que o mundo vive atualmente, as pessoas costumam ir de um extremo ao outro. “Os comportamentos se potencializam. Numa ponta, temos aquelas pessoas que respondem de uma forma instintiva, um ímpeto de preservação, comprando tudo o que podem no supermercado, fechadas em si mesmas. Na outra, tem o pessoal que faz sua autoproteção, pensando em si e nos outros, mas também cria uma série de alternativas para ajudar o próximo. Há um movimento muito interessante das pessoas saindo desta postura mais interesseiro”, avalia.

A termo da profissional encontra guarida em exemplo concretos. O jornal ABC foi detrás de algumas histórias de pessoas que deram um jeito de fazer o muito e estender a mão ao próximo, ainda que não seja da forma literal.

*Colaborou: Nicolle
Frapiccini

No Vale do calçado, agora se produz máscara

As técnicas de modelagem e costura que ajudaram a tornar o Vale do Sinos uma referência na produção de calçado foram colocadas à disposição da sociedade nesta quadra de pandemia. Com a escassez de produtos uma vez que máscaras em farmácias, empresas e voluntários, de forma individual, arregaçaram as mangas e começaram a confeccionar equipamentos de proteção individual uma vez que máscaras e aventais. Exemplo ocorre em Campo Bom, onde uma parceria entre a prefeitura e voluntários garantirá milhares de máscaras para serem usadas por profissionais de saúde e pessoas com suspeitas da Covid-19. Duas linhas de produção foram montadas. Uma delas fica na Associação de Artesãos, no bairro Operária. Lá, quem coordena os trabalhos é Nádia Maria Reis Pezzi, 59 anos, a Nana. “Sou oficineira no Núcleo de Referência da Assistência Social (Cras), ensino o pessoal a confeccionar o enxoval para bebê. Logo, é tranquilo produzir as máscaras. Recebemos recomendações de profissionais de saúde”, explica. Na traço de produção coordenada por Nana, estão as voluntárias Maricela Rodrigues do Santos, Claudete Belloni, Jane Antonio, Márcia Nericke e até o vice-prefeito Beto Santos. “Eu dou o conclusão nas máscaras. Coloco o elástico”, conta Beto. Na última semana, o prefeito Luciano Orsi esteve na traço de produção acompanhando o trabalho. “A ajuda deles é importantíssima. Estes equipamentos serão destinados pela Secretaria Municipal de Saúde a quem realmente precisa.”

Conversa solidária

Em Novo Hamburgo, uma conversa entre as amigas Débora Roland Simon, 27 anos, e Martha Diniz, 36 anos, resultou em uma iniciativa semelhante. Modista e modelista, Martha reuniu um grupo de voluntárias que produzem as máscaras de suas casas, e Débora divulga a ação nas redes sociais. A iniciativa logo viralizou e já teve empresas doando material. Até gente do outro lado do mundo auxiliou com consultoria. “Uma enfermeira amiga nossa da Bélgica nos passou todas as recomendações do material que deve ser usado, dos cuidados que devemos ter”, observa Débora. A produção é distribuída de perdão a pessoas com sintomas gripais e a profissionais de serviços essenciais, uma vez que funcionários de mercados e farmácias. Antes, no entanto, é feita uma triagem. Interessados podem entrar em contato pelo direct @ateliermarthadiniz, no Instagram, e pelo WhatsApp 9 9226-0000. “Ao entregarmos o equipamento de proteção enviamos todas as recomendações de uso”, detalha Débora.

Delivery de carinho e comida para o Hospital Universal

A partir das notícias do aumento da Covid-19 no País que está deixando muitos profissionais da saúde sobrecarregados, os proprietários da franquia de Novo Hamburgo do Jackie & Jack, Rafael da Rosa e Carol Sampaio, lançaram um duelo para a cárcere de restaurantes, pubs e lancherias do Município: que em cada dia um estabelecimento dissemelhante doasse refeições aos profissionais do Hospital Municipal de Novo Hamburgo que estão na traço de frente de combate ao novo coronavírus. A iniciativa começou no último domingo com a entrega de 12 cheeseburgers e 12 donuts a equipe. “Plantamos a sementinha. É uma forma que temos de ajudar neste momento”, fala Rafael, ao manifestar que em cima de cada lanche eles colaram um adesivo e entregaram uma missiva escrita à mão aos profissionais. “Agradecemos pelo interesse e carinho com o qual eles estão cuidando da saúde da nossa comunidade. A teoria é justamente levar um pouco de alegria por meio da comida porque acreditamos que ela une as pessoas”, destaca da Rosa.
E duelo lançado, é duelo aceito. Isso porque ao longo desta semana, outros restaurantes participaram da iniciativa. A assessora técnica jurídica da Instalação de Saúde Pública de Novo Hamburgo, Bárbara Luiza Schmidt, que está coordenado as entregas dos estabelecimentos na moradia de saúde, revela que a procura tem sido boa. “Muitos restaurantes já entraram em contato manifestando libido de dar perenidade nessa manante do muito”, fala Bárbara, ao revelar que os profissionais ficaram muito contentes com as entregas. “Relataram, ainda, que é um motivador suplementar para que continuem exercendo seus trabalhos, considerando o pedestal da comunidade hamburguense que reconhece os riscos de suas atividades nesse momento frágil. Ações de solidariedade fomentam práticas positivas.” Os restaurantes que desejarem participar do duelo doando refeições podem falar com a Bárbara pelo telefone (51) 99644-7457.

Quem não pode trespassar de moradia doa seu tempo e conhecimento

Há gente que nem precisa trespassar de moradia para fazer o muito. Muitas pessoas estão colocando de perdão suas capacidades e habilidades a serviço do outro. A tecnologia tem sido aliada para aproximar quem quer ajudar e quem precisa de auxílio. Por meio de redes sociais e outras plataformas, profissionais oferecem de tudo. No grupo Uma vez que posso ajudar?, criado no Facebook, por exemplo, profissionais colocam seus serviços à disposição de quem precisa. Há advogados que esclarecem dúvidas trabalhistas, médicos que orientam sobre coronavírus e até profissionais de instrução física que divulgam lives com treinos. Tudo sem dispêndio.
E entre os serviços mais buscados em tempos de confinamento estão justamente os que envolvem a prática de atividade física. Pensando nisso, a instrutora de dança Priscila Lopes, 34 anos, de São Leopoldo, resolveu transmitir três vezes na semana lives no seu Facebook e Instagram com aulas de 50 minutos. “Sou voluntária num projeto social cá da cidade, o Ampare. Temos um grupo no whats e resolvemos produzir alternativas para ajudar as pessoas neste momento de isolamento, muitas delas sofrendo com impaciência. Cada um começou a dividir o que sabia fazer, seja receita, dica de treinos, de leituras. Eu danço.” Priscila conta que a dança tem ajudado até o fruto Noah Lorenzzo, de 6 anos, que tem autismo e poderia suportar mais com o isolamento. “Faço ele participar das atividades comigo”, conta. Quem quiser seguir as aulas da instrutora pode testemunhar suas lives pelo Instagram (Pri_lopes0116) e Facebook (Priscila Lopes) às terças, quintas e sábados, a partir das 18h30.

Do outro lado da traço, um pedido de socorro

Com anos de experiência na Polícia Rodoviária Federalista (PRF), os policiais Marco de Brito e Ugo Fiori Neto nunca atenderam uma “ocorrência” tão inusitada uma vez que a do último dia 21. A relação para o número de emergência da PRF no plantão deles não alertava para um acidente. Pedia socorro. Pedia comida. Do outro lado da traço estava Helena da Silva Gomes, 75 anos. A idosa, que mora em um apartamento em São Leopoldo com o marido e a cunhada, ambos com mais de 70 anos, informava que eles se encontravam confinados, atendendo a recomendação de isolamento, e não conheciam ninguém que pudesse ir ao supermercado para eles. Do outro lado da traço estava Brito que, sensibilizado com a situação, foi ao encontro dos idosos ao final do plantão ao lado do colega Fiori, com mantimentos, carinho e informação. “Eles estavam com muito susto. Procurei transmitir tranquilidade, explicar o momento. Foi um ato simples, mas extremamente gratificante, que nos mostrou uma vez que as pequenas ações podem fazer a diferença na nossa vida e na vida das pessoas”, conta Brito. Ele explica que o distanciamento físico que foi seguido por conta das orientações das autoridades de saúde não afastou os sentimentos. “Tomamos todos os cuidados necessários para preservar a saúde dos idosos. Fomos recebidos de forma emocionante, mesmo a intervalo, por duas mulheres e um varão, que com os olhos cheios de lágrimas nos agradeciam. A emoção tomou conta de todos nós.”
Os familiares dos idosos moram longe ou já faleceram. Neste tipo de situação, durante o período determinado para o isolamento, a PRF orienta que as pessoas de mais idade recorram a vizinhos ou amigos para facilitar em tarefas uma vez que ir a supermercados ou farmácia. “Conseguimos tranquilizá-los, mostrando que o momento é de dificuldade, mas que com as precauções necessárias, sairemos dessa crise”, diz Brito.

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Por , em 2020-03-28 08:49:38


Natividade www.jornalnh.com.br



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