Quarentena provoca onda de solidariedade na Grande Florianópolis – [Blog da Solange Pereira]




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Atualizado

O isolamento social determinado uma vez que prevenção à propagação do novo coronavírus tem impulsionado ações solidárias na Grande Florianópolis e por todo o País. Há distribuição de vitualhas, confecção de máscaras e até mesmo a dispensa do pagamento de aluguel. A rede em obséquio de quem mais precisa tem desenvolvido a cada dia.

A tomada de atitude surge geralmente depois o sentimento de insuficiência diante do que tem ocorrido. Foi assim com a empresária e modista Rosani Alberti, de Palhoça. “Quando vi que estava faltando máscara até mesmo para o pessoal da saúde eu resolvi fazer alguma coisa e logo juntei vários retalhos e costurei as primeiras 100 máscaras”, conta.

Máscaras são produzidas com tecido 100% algodão – Foto: Registo pessoal/Rosani Alberti/ND

Rosani tem um atelier de costura e um brechó onde divulga a valor do consumo consciente. O hábito do reaproveitamento de tecidos foi quem ligou a chave para a ação. As máscaras artesanais feitas de sobras foram doadas para funcionários da Maternidade Carmela Dutra, em Florianópolis, na semana passada.

Em pouco tempo Rosani conseguiu suporte de duas fábricas de Palhoça que doaram dois rolos de tecidos. “O tecido inteiro rende muito mais. Ele é dissociado na fábrica e depois enviado para as costureiras voluntárias que trabalham em suas casas”, diz. Ela afirma que perdeu as contas de quantas máscaras já foram doadas desde a semana passada.

Na terça-feira (24), as voluntárias estavam concluindo a confecção de milénio máscaras que serão doadas para a Secretaria Municipal de Saúde de Palhoça. “Essas máscaras são utilizadas pelo pessoal da limpeza, da recepção e demais serviços fora das áreas de internação”, explica. Além das unidades de saúde, asilos receberam o equipamento costurado com boa vontade.

Máscara reutilizável

As máscaras feitas artesanalmente pelas costureiras voluntárias de Palhoça são produzidas com o tecido tricoline 100% algodão. Elas são reutilizáveis e devem ser trocadas a cada duas horas, lavadas em chuva fluente com sabão e depois secas passadas a ferro quente. O equipamento funciona uma vez que proteção ao contato com gotículas de seiva, por exemplo.

Porquê ajudar

Para que mais máscaras sejam produzidas, a Rosani pede que outras costureiras que tenham máquina em morada façam segmento do fio solidário. O contato dela é 48 99822-1926

Ponte para doações

A arquiteta Cristiane Ferreira, de Palhoça, diz que é exclusivamente uma ponte entre quem pode ajudar e quem precisa de ajuda. Ela já havia iniciado uma campanha para entregar, na Páscoa, cestas básicas de vitualhas a famílias da Comunidade da Praia, mas antecipou a entrega de 30 cestas para segunda-feira (23) passada devido a urgência urgente.

Cristiane antecipou a entrega de cestas básicas – Foto: Registo pessoal/Cristiane Silveira/ND

Em seguida, Cristiane usou suas redes sociais para mais uma campanha, agora para facilitar com vitualhas famílias carentes de São José e em um dia foram doados quase R$ 1,6 milénio. “Acho que as pessoas estão se sentindo impotentes, mas querendo minimizar a dor dos outros e ajudar financeiramente é a única forma que muitas pessoas encontram e no momento. Ainda mais pela questão de isolamento social”, avalia a arquiteta solidária. Ela faz a cotação dos preços, compra as cestas, entrega e por término publica a prestação de contas em suas redes.

O empresário Rangel Dias, de São José, participa de um grupo de muro de 40 pessoas que se uniu para amenizar as dificuldades de quem está ficando sem manjar em morada. Cada um dos participantes ajuda com o que pode, preparam a cesta e levam até a família. “Somos amigos e conhecidos, não temos nenhum vínculo político, queremos exclusivamente ajudar as famílias que precisam de sustento”, afirma Dias. Na terça-feira, duas famílias receberam vitualhas.

Liberado do aluguel

A professora Juliana Machado, de São José, é conhecida no bairro onde mora por ajudar quem precisa. Dessa vez ela não doará vitualhas, roupas ou fará uma visitante. Ela, que é a responsável pelo aluguel de um imóvel da família, liberou os inquilinos de pagarem a mensalidade enquanto a vida não voltar à normalidade. “Eles são ótimos inquilinos, acostumados a remunerar até antecipado. Eu nem tenho uma vez que agir de outro modo”, diz. Os inquilinos de Juliana são autônomos e desde o início da quarentena pararam de trabalhar.

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Por , em 2020-03-26 13:03:00


Manadeira ndmais.com.br



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