Máscaras personalizadas caem no gosto da população – Diário do Grande ABC – [Blog da Solange Pereira]




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 A pandemia do novo coronavírus trouxe hábitos que o brasiliano não está afeito, porquê o uso de máscaras, por exemplo. Apesar de especialistas explicarem que se trata de proteção parcial e que elas devem ser trocadas com frequência, muita gente aderiu ‘à voga’ e já é verosímil ver nas ruas modelos personalizados, feitos de tecido.

Especialistas explicam que se máscaras descartáveis devem ser utilizadas por, no sumo, duas horas, as de tecido precisam ser trocadas com mais frequência, pois ficam úmidas rapidamente e começam a permitir a passagem das gotículas respiratórias e da boca. Nessa troca, deve ter cuidados com a higiene das mãos. A vantagem é que elas podem ser lavadas e reutilizadas sem problema.

“O valor de proteção destas máscaras de tecido é plebeu e não substituem outros cuidados porquê a etiqueta respiratória, higene das mãos e desinfecção do envolvente quando existem pessoas doentes em lar”, explica a perito em doenças infecciosas e segurança do paciente Adelia Marçal dos Santos.

Segundo a perito, ocultar com lenço descartável a boca e o nariz ao tossir, espirrar e falar, além de higienizar as mãos em seguida são mais importantes do que usar máscara, seja a descartável ou as feitas de tecido.

Mesmo assim, em um apartamento do bairro Homero Thon, em Santo André, a produção das máscaras de tecido está a todo vapor. Marli Mendes, 37 anos, agente de desenvolvimento infantil, já confeccionava aventais, roupas e estojos para completar a renda e passou a produzir também máscaras de algodão, que custam, em média R$ 12 cada. “Meu marido trabalhava de Uber com carruagem alugado, mas teve de repor, pois a demanda estava baixa. Logo, para conseguir nos manter nesses dias tão difíceis e ajudar as pessoas, passamos a confeccionar máscaras, que são feitas com tecido de qualidade, 100% algodão e com muito carinho.”

A validação, segundo Marli, é boa – sem revelar quantas máscaras vendeu desde o início da pandemia –, mas o pavor de transpor de lar tem atrapalhado os negócios. Ela até adotou o sistema delivery, mas não tem antecipado muito. “Os clientes estão com pavor de receber desconhecidos em suas portas também”, lamenta a modista.



Por , em 2020-03-26 23:40:00


Natividade www.dgabc.com.br



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