Covid-19: após negociação coletiva, costureiras terão férias e salários garantidos | Notícias – [Blog da Solange Pereira]




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Com o progressão da pandemia de Covid-19, o Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras nas Indústrias do Vestuário de Sorocaba e Região tem realizado negociações coletivas e pressão junto às fábricas sorocabanas e das cidades de Votorantim e Ibiúna, no interno paulista. A entidade tem aproximadamente 130 empresas cadastradas e representa 2.500 funcionários.

A Emphasis, uma das maiores confecções do Brasil e que atende todo território vernáculo e internacional, localizada na cidade de Votorantim, aceitou negociar com o sindicato e concedeu férias coletivas para muro de 1.000 funcionárias, que retornam dia 22 de abril. As trabalhadoras estão em mansão desde segunda-feira (23).

A Alcalde, fábrica de roupas em Sorocaba, também paralisou as atividades, concedendo retiro de 15 dias a 40 trabalhadoras, com negociação permanente. A partir dos desdobramentos do cenário vernáculo com relação à saúde, a empresa se propõe a prorrogar mais 15 dias, conferindo, em seguida isso, férias coletivas, mas sem demissões ou retirada de salário.

A sorocabana MC Confecções, fábrica que produz e comercializa uniformes sociais e acessórios, também concedeu férias coletivas sobre 100 trabalhadoras em prevenção ao coronavírus, com retorno previsto para o dia 22 de abril.

Nas três cidades, o sindicato encaminhou missiva de negociação coletiva a todas as empresas e tem estabelecido um diálogo permanente, segundo a presidenta da entidade, Paula Proença.

“Esperamos que os empresários do setor tenham responsabilidade e não transfiram a conta para os trabalhadores e as trabalhadoras. Será muita crueldade que, além de enfrentar o coronavírus, a classe trabalhadora seja ainda mais sacrificada. Estamos em regular negociação para que haja segurança e garantia dos direitos e empregos”, afirma.

Modista, que preferiu não revelar sua identidade e nem a fábrica onde atua, relatou à reportagem da CUT São Paulo suas dificuldades neste período de pandemia.

“Dentro da minha rotina, eu não sei uma vez que seria sem férias coletivas. Teria que fazer qualquer harmonia com o patrão, pedir férias individualmente ou alguma coisa assim, porque tenho filhos e a escola está fechada. A única pessoa que poderia me ajudar é minha sogra, mas ela está no grupo de risco, tem problemas cardíacos, pressão subida e problemas pulmonares”, relatou.

Segundo a modista, é preciso que as trabalhadoras se mobilizem para cuidar da saúde e de suas vidas. “Não podemos esperar exclusivamente pela decisão dos patrões. Se não fosse a pressão do sindicato, ainda estaríamos trabalhando durante a pandemia”, disse.

O relato desta trabalhadora se soma a várias outras reclamações anônimas que chegam hoje ao sindicato. De harmonia com a entidade, a base da categoria é formada por 85% de mulheres.

Para a secretária da Mulher Trabalhadora da CUT São Paulo, Márcia Viana, é preciso entender a valimento da negociação coletiva pelo sindicato para asseverar os direitos das trabalhadoras. Ao mesmo tempo, ela defende que é necessário compreender uma vez que a questão de gênero se encaixa na dinâmica de trabalho frente à pandemia, observando as particularidades do contexto das relações sociais no Brasil.

“Precisamos ter uma visão em relação à questão de gênero porque as mulheres são as mais sobrecarregadas fisicamente, mentalmente e psicologicamente. Com a pandemia isso se acentua ainda mais. Não ter com quem deixar os filhos é uma sobrecarga a ser observada, por exemplo, sem falar nos cuidados com familiares geralmente atribuídos às mulheres”, destaca.

O que Márcia aponta é confirmado pelo relatório “Tempo de cuidar”, da ONG Oxfam, divulgado em janeiro. Segundo ele, as mulheres são responsáveis por 75% de todo trabalho de zelo não remunerado no mundo.

“Elas trabalham menos horas em seus empregos ou têm que abandoná-los por motivo da trouxa horária com o zelo. Em todo mundo, 42% das mulheres não conseguem um serviço porque são responsáveis por todo o trabalho de zelo – entre os homens, esse percentual é de exclusivamente 6%”, informa o estudo da Oxfam.



Por , em 2020-03-26 16:11:44


Natividade www.mundosindical.com.br



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