Voluntários produzem máscaras e jalecos para profissionais de saúde no RS – 25/03/2020 – Equilíbrio e Saúde – [Blog da Solange Pereira]




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Vazios por desculpa do cancelamento das aulas presenciais, os laboratórios de produção têxtil de uma universidade gaúcha agora abrigam voluntários empenhados em ajudar a combater o novo coronavírus.

Máquinas de costurar do curso de Design de Voga da Universidade de Passo Fundo (UPF), a 230 km de Porto Feliz, são operadas por voluntários que fabricam máscaras, jalecos e aventais de manga longa.

O material será doado para hospitais e postos de saúde da cidade, evitando a falta de EPIs, uma vez que são chamados os equipamentos de proteção individual usados por profissionais de saúde.

Esses acessórios são ainda mais importantes em um cenário de pandemia. Diversas cidades do país já registraram a falta de material adequado.

“Precisamos de muita solidariedade. Recebemos as demandas dos hospitais para que a gente pudesse pensar na possibilidade de confecção. Temos todos cuidados para não apinhar os voluntários, que se revezam em três turnos”, explica a reitora da UPF, Bernadete Maria Dalmolin.

Segundo boletim epidemiológico da Secretaria Estadual da Saúde, da noite de terça-feira (24), o Rio Grande do Sul tinha 112 casos confirmados do novo coronavírus e nenhum em Passo Fundo, porém as novas confirmações mostram que os casos têm se espalhado pelo interno. A maioria dos casos (47) é em Porto Feliz, os outros 65 estão em 34 diferentes cidades.

Passo Fundo ainda possui equipamentos disponíveis, mas a teoria dos voluntários é preparar para um cenário de provável piora da proliferação e evitar a escassez dos materiais. Entre os tapume de centena voluntários há alunos, professores e comunidade. O Hospital São Vicente de Paulo também presta auxílio à iniciativa.

Quem não sabe costurar colabora com a logística ou embalagem dos kits, por exemplo. Empresários doaram rolos do material para confecção e outros voluntários preparam e entregam refeições.

Segundo o DataSUS, sistema com dados do Sistema Único de Saúde (SUS), Passo Fundo tem 962 médicos e 462, de um totalidade de 5.530 profissionais, atuando na extensão de saúde. Ainda de combinação com o DataSUS, a cidade tem cinco hospitais gerais e 36 unidades básicas de saúde, de um totalidade de 956 estabelecimentos, incluindo farmácias e clínicas.

A reitora explica que são trinta máquinas de costura, em dois laboratórios, que estão disponíveis. Porém, nem todas são usadas simultaneamente. “Caso seja necessário, temos condições de manter uma produção 24h”, diz Dalmolin.

Além do voluntariado, a UPF tem monitorado por telefone seus estudantes em isolamento. “Equipes multiprofissionais, com estudantes finalistas de medicina, enfermagem, fisioterapia e psicologia, estão se revezando das 7h às 22h, atendendo por telefone, ligando para quem está em isolamento”, explica a reitora.

O teleatendimento da universidade, que também passa orientações para quem procura informações, reforça o serviço da Vigilância em Saúde da prefeitura da cidade.

Por , em 2020-03-25 10:24:48


Natividade www1.folha.uol.com.br



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