Uso de máscara de tecido não é indicado, diz infectologistaDiário da Região – [Blog da Solange Pereira]




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Na Croácia, o estilista Zoran Aragovic transformou as máscaras em acessórios de tendência, estampando as peças com imagens de pop art ou quadrinhos – ele tinha preocupação com a falta do item de segurança e, para desanuviar um pouco o susto da pandemia, resolveu transformá-la em um item fashion.

Em terras brasileiras a descontração ainda não chegou a tanto, mas várias costureiras estão confeccionando máscaras para doação – o problema é que muitas delas estão sendo feitas em tecido geral e sem seguir as regras. Apesar de ser uma boa ação, a confecção de máscara de tecido simples não ajuda a proteger contra o coronavírus. A Filial Vernáculo de Vigilância Sanitária (Anvisa) diz que elas não devem ser usadas sob nenhuma estado.

“Por não ter um filtro adequado, não há evidências de que essas máscaras protejam contra o vírus”, afirma o infectologista Samuel Noah Scamardi, da Santa Moradia de Rio Preto.

As máscaras são equipamentos de proteção destinados a quem está com sintomas de doença respiratória, a profissionais de saúde ou a quem está cuidando de pacientes doentes. O item não deve ser reutilizado e deve ser descartado em seguida o uso, não podendo ser lavado.

A máscara de tecido geral também não é indicada para aqueles que não têm sintomas nem são cuidadores. “Quem não está avezado a usar máscara acaba levando a mão mais vezes ao rosto para ajustar, aumentando o risco de contaminação, e o principal modo de contaminação é pelas mãos contaminadas”, afirma o médico.

Dificuldade para comprar

Segundo Valdir Furlan, gestor da Santa Moradia de Rio Preto, está difícil encontrar equipamentos de proteção individual para comprar. “Quando acha, está cobrando dez, 12, 15 vezes mais custoso que há um mês”, afirma. A expectativa é que a Federação das Santas Casas e Hospitais Beneficentes do Estado de São Paulo consiga colaborar com a doação de algumas. “Me mandaram WhatsApp perguntando se estava precisando e eu pedi 20 milénio. Não consegue no mercado. Uma caixa que a gente estava pagando R$ 4,50 está R$ 180 e não está achando. Quando acha compra e paga. Máscara N95, para procedimentos invasivos, era R$ 39. Pagamos R$ 150”. São consumidas pelo menos milénio itens a cada dois dias.

Jorge Fares, diretor-executivo do Hospital de Base, diz que está conseguindo realizar as compras. Algumas costureiras estão fazendo a confecção das máscaras com material próprio, seguindo as recomendações devidas. O preço da N95 subiu e ainda existe, mas há preocupação com a falta desse item. Segundo o secretário de Saúde, Aldenis Borim, há álcool em gel nas unidades para os próximos três a quatro meses, que é o tempo previsto para resistir a crise do coronavírus. Ele diz que uma empresa se prontificou a produzir e doar de 2 a 3 milénio máscaras, que era uma questão que estava preocupando bastante, por dia. “Estamos no limite do nosso estoque.”

Presos

O governo do Estado de São Paulo anunciou que detentos do sistema prisional do Estado vão facilitar nas ações de prevenção ao novo coronavírus. A Secretaria da Governo Penitenciária (SAP) adquiriu insumos para produção de 320 milénio máscaras descartáveis de proteção. A confecção teve início nesta terça, 24.

A previsão é que sejam produzidas 26 milénio peças por dia nas fábricas adaptadas principalmente para a produção das máscaras. Tapume de 200 reeducandos de várias regiões do Estado, de penitenciárias masculinas e femininas, vão confeccionar as máscaras.

 

Por , em 2020-03-24 04:00:00


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