Coronavírus: quando tudo passar, pense também na economia local – [Blog da Solange Pereira]

Estamos todos refletindo sobre o modo porquê vivemos e comprometidos a permanecer em moradia, contribuir para o achatamento da curva de contágio por coronavírus e não sobrecarregar o sistema de saúde. Salvar o maior número de vidas é o que está nos motivando e, sim, nos transformando porquê pessoas. Porquê cidadã, filha, mãe, mulher, tenho repetido a todos: fiquem em moradia, fiquem em moradia, fiquem em moradia. Quanto mais separados estivermos agora, mais rapidamente voltaremos à vida normal.

Mas não posso negar que além de mulher, mãe, cidadã e filha, penso também porquê estilista e empresária. Certamente, nós, os pequenos empresários, estamos vivendo o momento mais difícil de todos. Estamos lidando com uma situação inédita de enorme incerteza e sofreguidão. Diante de um cenário absolutamente imprevisível, nós não sabemos se nossas marcas resistirão ao confinamento, mas e esta é só a ponta do iceberg.  

Embaixo, submerso, está uma enorme responsabilidade diante dos nossos funcionários e colaboradores. Não é só sobre uma marca, é sobre o sustento de dezenas de famílias que dependem diretamente do nosso negócio. Num ateliê porquê o meu, voltado para festas e casamentos, leste time inclui vendedoras, gerentes, bordadeiras, costureiras, modelistas, entre outros.

Fechar o espaço físico da loja logo no primeiro momento foi uma decisão tomada sem incerteza alguma e em prol da saúde coletiva, mas veio acompanhada de muita preocupação. Estamos voltadas para o atendimento de vendas pelo WhatsApp e online de modo que as funcionárias possam trabalhar ao sumo de suas casas. Humanizar os processos e a notícia tem sido importante, inclusive na relação com as clientes, a quem consideramos grandes parceiras pelo indumentária de conhecermos cada uma, resultado do nosso convívio tão íntimo no ateliê. Porquê todo mundo, estamos vivendo um dia de cada vez, lidando com a urgência de tomar decisões desafiadoras.

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Todos nós sairemos mais resilientes, com uma capacidade maior de se restaurar de situações de crise e aprender com ela, tentando ao sumo manter os pensamentos otimistas. E, além de tantas coisas, o que leste vírus também pode nos ensinar porquê cidadãos é valorizar o negócio sítio. Tenho pensado sobre isso cada vez mais, não unicamente porquê empresária, mas também porquê cliente. Quando tudo isso passar – e vai passar – não se esqueça de fortalecer e prestigiar os produtos e serviços de que você sempre gostou: o jornaleiro da esquina, a panificação logo ali, a loja de jovens designers, o ateliê, a lojinha de sapatos, o restaurante da sua rua.

Os comerciantes, principalmente os pequenos, vão precisar de todos nós para reconstruir suas empresas, que em menos de uma semana já estão sofrendo o impacto econômico, e assim voltarem a ser natividade de renda e de empregos para tantas famílias. Quando tudo isso passar – e vai passar – pense também na economia sítio, nos empregos, nas famílias.

Por , em 2020-03-20 16:29:30


Manancial vejario.abril.com.br



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