Blog da Moda – sem escolha, trabalhadores mantêm rotina na epidemia


São Paulo – Teresinha dos Santos tem 67 anos. Há 30, trabalha com seu marido, Francisco, de 69 anos, em feiras livres da zona setentrião da capital paulista. Vendem cebola, alho e temperos. A chegada da epidemia de coronavírus ao Brasil assustou a trabalhadora, mas ela é categórica: “Entre o risco de pegar a doença e passar premência, você acha que a gente pode escolher?”.

Essa é a situação de milhões de brasileiros que não podem deixar sua rotina de trabalho para atender à lei dos governos de evitar contato social, sejam eles trabalhadores informais ou com carteira assinada.

A base da renda de Teresinha é tirada na feira. Uma vez que ela não produz os temperos, compra de terceiros para revender. Outra secção vem das aposentadorias de um salário mínimo, tanto dela porquê do marido.

“A gente toma remédio, tem que remunerar chuva, luz, consumir, vestir. Pode ser só nós dois, tem gente que acha que é muito, mas as coisas não estão fáceis. Se a gente deixar de vir quatro vezes, perdemos nosso ponto. A gente vai cuidando, usa luvas, mas é o que podemos fazer”, explicou a feirante, que não tem sequer porquê lavar as mãos continuamente no lugar.

A situação dos camelôs não é dissemelhante. Adilson Araújo mantém ponto no Viaduto do Chá, na região mediano, justamente pelo movimento de pessoas. Mesmo assim, consegue de R$ 40 a R$ 60 por dia, o que exige que ele trabalhe de até 10 horas por dia, de segunda a sábado, para manter a família.

O pequeno com a avó

A mulher de Adilson, Andreia, trabalha porquê modista e também não pode manter quarentena. “Ela ganha por produção, não pode parar nenhum dia, não. Tem esse vírus aí, mas as contas continuam chegando, tem aluguel, tem mercado. Se o governo não apoia a gente, não tem porquê permanecer sem trabalhar”, diz Adilson.

Pais de um garoto de 6 anos, Adilson e Andreia novamente foram obrigados a passar por cima das recomendações dos órgãos de saúde. Com as aulas suspensas, o pequeno está ficando com a avó. “Se não fosse ela seria outra parente. Uma vez que que a gente vai remunerar alguém? Mas a verdade é que antes de pararem as aulas, ele já ficava com a avó todos os dias, depois da escola. Porque a gente está trabalhando. A gente torce para não intercorrer zero”, afirma o camelô.

Moradores da Penha, na zona leste, ambos seguem utilizando o transporte coletivo para ir ao trabalho. Ele no meio, ela no Brás. O moeda pequeno não permite a compra contínua de álcool gel. Adilson depende dos comércios da região mediano para lavar as mãos, já que seu trabalho é na rua. “Pavor a gente tem. Mas se eu não for trabalhar, vou ter outros problemas. O governo não ajuda ninguém, só as empresas”, criticou o ambulante.

A situação é semelhante para trabalhadores de aplicativos, porquê Uber e Ifood, muito porquê das trabalhadoras domésticas diaristas, que dependem do trabalho quotidiano para ter renda. Trabalhadores da superfície da cultura também estão pedindo que sejam mantidos os repasses de recursos de editais e a liberação de fundos para prometer a sobrevivência.

No Rio de Janeiro, um dos pedidos é que seja garantida desoneração dos impostos para os espaços culturais por um período determinado, até que as atividades possam ser retomadas.

Uma vez que não trespassar de lar?

A situação deles é um retrato do país que investiu na devastação dos direitos trabalhistas, o que não resolveu o problemas do cima desemprego. Atualmente, quase 12 milhões de pessoas estão desempregadas, e 41% dos trabalhadores ativos estão na informalidade, sem garantia trabalhista para enfrentar a epidemia de coronavírus. Um trabalhador com carteira assinada que contraia a doença tem recta a retraimento por até 14 dias, sem perda na renda. Se precisar de mais tempo, a seguridade social passa a garanti-lo. Os informais estão por conta própria.

Desde o início da contaminação comunitária – quando pessoas que não viajaram a locais de risco se contaminam entre si – a Sociedade Brasileira de Infectologia recomendou às pessoas que fiquem em lar e às empresas que adotem o trabalho remoto, quando verosímil, ou estabeleçam vez alternados para reduzir a aglomeração de pessoas. Mas a medida é voluntária e não foi seguida de qualquer política de espeque aos trabalhadores informais, seja no contexto estadual ou no federalista. Atualmente, existem 234 casos confirmados no país, a maioria em São Paulo.

As condições dos trabalhadores formais, no entanto,
não são muito melhores. Sem obrigação de as empresas deixarem seus funcionários
em trabalho remoto, quando verosímil, a maior secção das empresas segue
funcionando normalmente. A operadora de caixa Viviane Costa e o marido dela, Jefferson
Matos, trabalham com carteira assinada, mas não houve qualquer ação das
empresas para reduzir o risco de contaminação. “A gente está trabalhando
normalmente. Não mudou zero. Só falaram para a gente cuidar da higiene, mas
muitas vezes eu fico horas sem poder trespassar do caixa”, afirmou. Jefferson teve a
agenda de visitas mantida.

Coronavírus x trabalho

Para esses trabalhadores, o fantasma do desemprego é também um fator determinante para que a segurança contra o coronavírus fique em segundo projecto. “Nossa filha está sem lição e está com a avó. Nossa rotina não foi alterada no trabalho e não podemos malparar perder o trabalho. Já estão falando que se o governo mandar permanecer em lar, vai fechar o mercado (onde ela trabalha)”, diz Viviane.

Nesta semana, a rede Cinemark anunciou um programa de demissões voluntárias depois os governos do Rio de Janeiro e de São Paulo determinarem o fechamento de cinemas por tempo indeterminado por conta da epidemia de coronavírus. Outras empresas ameaçam seguir o mesmo caminho e cobram ajuda dos governos.

Para o médico infectologista Marcos Rendeiro, os empresários precisam ter consciência que é preciso parar. “Tem que parar tudo, não é só escola, universidades. O que precisaria fazer para sofrear a transmissão é parar universal. Isso parece ser uma ação muito radical, absurda, mas é a única medida que se mostrou eficiente em outros lugares do mundo.

O momento é de tentar uma opção para as pessoas fazerem suas atividades em lar, evitando ao supremo as aglomerações. Na impossibilidade totalidade, se houver trabalhadores que a presença física é inevitável, que ele garanta totalidade assepsia, com álcool gel para o quidam utilizar o dia inteiro, nunca um quidam sintomático ir trabalhar”, afirmou, em entrevista à Rádio Brasil Atual.

Apelo ao bom siso

Com base nessa premência contra a epidemia de coronavírus, as centrais sindicais brasileiras publicaram ontem (16) documento onde apresentam propostas para proteger os trabalhadores do coronavírus, garantindo trabalho e renda, tanto para os formais quanto os informais. A principal é prometer que todas as pessoas tenham chegada à renda durante o período de crise, providenciando espeque pela seguridade social, o seguro-desemprego, a assistência social, o Bolsa Família, entre outros.

Ou por outra, as centrais defendem que, no período de
redução da circulação, devem ser fomentadas jornadas de trabalho com horários
de ingresso e saída alternativos, que evitem circulação no transporte público em
horários de pico, e estabelecer medidas temporárias porquê o home office. Também
pedem que sejam consideradas faltas justificadas aquelas realizadas pelos
trabalhadores que não tiverem com quem deixar os filhos de até 12 anos, por
conta da suspensão das atividades escolares, o pagamento de auxílio creche no
valor de um salário mínimo para contratação de um cuidador para as crianças e
extensão das licenças-maternidade.

“Os trabalhadores informais/conta própria que
sofrerem quebra de atividade durante a redução da circulação de pessoas ou no
caso em que seja definido período de confinamento universal da população; ou,
ainda, que necessitem se alongar do trabalho para os cuidados com as crianças
em recesso escolar terão espeque financeiro através da Seguridade Social, com
valores definidos conforme as regras do seguro desemprego, através dos
mecanismos disponíveis na seguridade social. Para os informais sem taxa
previdenciária, deve-se implementar programas da seguridade, tais porquê o Favor
de Prestação Continuada, o Bolsa Família ou programas similares ao seguro-defeso”,
defendem as centrais.

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