Costureira de 90 anos cria família com sete filhos biológicos e 20 adotivos – Especiais – [Blog da Solange Pereira]



Ao perfurar a porta, dona Maria da Conceição Lopes da Silva, a Duquesa, estende os braços em forma de C para saudar as visitas com um amplexo. De sorriso no rosto e olhar terno, em poucos minutos, ela entrega o sigilo de, aos 90 anos, poder apreciar a vida que pôde edificar ao lado da imensa família que formou: sempre sobrou paixão para quem quer que chegue à sua porta. Mas um paixão também devotado a outras fronteiras de vida. A do trabalho, por exemplo, a tornou uma das costureiras mais requisitadas de Teresina a partir da dez de 50. Hoje, os anos de experiência lhe dão propriedade suficiente para falar da receita de, porquê mulher, levar uma boa vida. “É apostar no trabalho [..], no paixão, atenção e compreensão”, afirma.

A nonagenária é matriarca de uma família de sete filhos biológicos, um já falecido; 20 adotivos, 31 netos, 27 bisnetos e nove tataranetos. “Eu lembro que tinha vez que a gente dormia até em cadeira preguiçosa, porque não tinha lugar. Era rede pra cima, pra inferior e era assim: maravilhoso! Mas a coisa que eu achei mais maravilhosa realmente foi ver que meus filhos legítimos nunca se incomodaram com os adotivos”, pontua.

Para produzir tantos filhos, o trabalho sempre foi um pilar da família. Não só dela, aliás. O marido, com quem dividiu meio século de vida, “50 anos e seis meses de casório”, porquê reforça convicta, foi um exímio servidor público do departamento de Recta da Universidade Federalista do Piauí.

A matriarca guarda com paixão e carinho as recordações de todas as gerações da família(Foto: Jailson Soares/O Dia)

Mesmo depois seu falecimento, o patriarca da família não deixou lembranças unicamente para os entes queridos, mas em Teresina. Hoje, ‘Newton Lopes da Silva’ é nome de uma rua na cidade, homenageado pelo projeto “Se Essa Rua Fosse Minha”.

Duquesa fala orgulhosa do marido, mas também tem a persuasão que sua atitude de não se resignar unicamente a cuidar da vivenda e dos filhos fez dela um pilar fundamental na vida da família Lopes da Silva. “Minha mana que me ajudava a cuidar dos meninos, porque tinha vezes que não dava tempo nem levantar da máquina para amamentar. Também fui boleira e fiz bolos enormes de casório e natalício”, destaca.

Porte de realeza, espírito trabalhador

Na metade do século pretérito, o exímio trabalho de modista fez Maria da Conceição Lopes da Silva conseguir destaque para fidelizar uma clientela da subida classe social de Teresina e até produzir vestidos para modelos em concurso de venustidade, porquê o Miss Piauí. Sem nunca ter frequentado uma escola de costura e, de forma autodidata, ter aprendido a costurar desde a puerícia, ela é pontual sobre a habilidade: “Era bom porque eu fazia muito feito. Nunca achei ninguém pra reclamar de uma costura minha”, destaca.

O sobrenome ‘Duquesa’, que na verdade era usado porquê sobrenome em seu registro de solteira ‘Maria da Conceição Duquesa’, talvez tenha se confundido tanto no transcurso da vida, que mesmo aos 90 anos de idade, o porte de classe e zelo a fazem comprar traços reais.

A matriarca guarda com paixão e carinho as recordações de todas as gerações da família(Foto: Jailson Soares/O Dia)

Para os muitos filhos, certamente, a mãe é uma rainha. Regina Maria, de 66 anos, é uma das que compartilha da sentimento. “Ela sempre foi um exemplo para nós e nem ela e nem meu pai deixaram faltar zero. Tivemos uma puerícia feliz e com a vivenda sempre enxurrada”, ressalta.

Regina e Duquesa fizeram, juntas, o curso superior de artes plásticas. A troca de saberes entre mãe e filha aproximou ainda mais a relação. Todos os convites de formaturas dos filhos, netos e bisnetos que a Duquesa guardou com tanto carinho, hoje se tornaram um grande álbum personalizado pelo trabalho da filha artista plástica.

Brindando a vida

Recentemente, a matriarca ganhou uma sarau de natalício feita pelos familiares. Murado de 300 pessoas – a grande parcela de familiares – celebraram os 90 anos de Duquesa. O momento próprio ficou marcado em sua vida, mas, ainda assim, para quem sabe gozar da vida, ele não basta. “Agora quero viver mais pra ter uma sarau ainda maior”. Sem incerteza, para uma família e um coração que sempre cabem mais um, a sarau centenária será ainda maior

Familiares e amigos comemoraram a chegada dos 90 anos( Foto: Registo Pessoal) 

Por: Glenda Uchôa



Por , em 2020-03-08 05:00:00



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